O diretor do Senge-BA, o engenheiro Allan Hayama representou o sindicato ontem (17) na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia a respeito da proposta de privatização da Chesf – subsidiária da Eletrobras no Estado. Na ocasião, houve ainda um ato em defesa da estatal, com participação de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, como a FUP (Federação Única dos Petroleiros), Sindipetro-BA, CUT, MST e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). A audiência foi uma iniciativa da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano (Cedurb), da Comissão de Infraestrutura e da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Durante a audiência, a engenheira da Chesf Laís Falcão de Oliveira apresentou (veja aqui os slides) dados alarmantes sobre as possíveis consequências da privatização, a começar pela discrepância entre o valor de mercado da Eletrobrás (cerca de R$ 370 bi) e o valor de venda pretendido pelo governo Temer, de apenas R$ 20 bi. Ainda, a Chestf teria a receber ativos de R$ 39 bi até 2025, que seriam revertidos para a empresa compradora em caso de privatização. Também durante a atividade, a deputada estadual Maria del Carmen (presidente da Cedurb) propôs que os/as parlamentares baianos entrassem com uma ação tanto no Ministério Público Federal quanto na justiça estadual conta a medida. Outra proposta surgida na audiência foi a criação de uma Frente Parlamentar baiana em defesa da Chesf.

Veja mais fotos aqui

Com informações do Sindipetro-BA e Assessoria da deputada Maria del Carmen

Senge-BA participa de audiência pública e ato em defesa da Chesf/Eletrobras

 

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O segundo dia de comemorações pelos 80 anos de fundação do Senge-BA iniciou com a solenidade de posse da nova diretoria, eleita em junho de 2017. A mesa foi composta pelo presidente Ubiratan Félix, o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, Giucélia Figueiredo (Fisenge/Crea-PB) e Neuziton Torres Rapadura (Crea-BA).

Durante a cerimônia, Ubiratan Félix destacou o momento difícil da conjuntura para trabalhadoras e trabalhadores e para o movimento sindical como um todo. Refletiu sobre as diferentes fases do mercado da engenharia no Brasil e defendeu que a organização da base é um caminho para enfrentar os desafios atuais A adversidade atual também foi abordada por Giucélia, que descreveu o momento como “de grande alegria, mas também de muita responsabilidade”. Destacou o trabalho que tem sido feito pelas últimas gestões, que transformou o Senge em uma “referência nacional, não só na defesa dos profissionais da Bahia, mas de um projeto de país”. Clovis Nascimento também falou sobre as dificuldades, mas se disse “esperançoso ao ver a energia de Bira e de sua diretoria para lutar. Não vamos medir esforços para lutar a cada dia em prol de um Brasil justo, igualitário e soberano. Parabéns à nova diretoria e vamos à luta!”, encerrou.

Após a cerimônia de posse, houve confraternização com o tradicional Caruru do Senge e som da banda Irmãos Andrade. Veja aqui as fotos

Fonte: Carolina Guimarães (Senge_BA)

Nova diretoria do Senge-BA toma posse e comemora os 80 anos do sindicato

 

Lançada em Salvador a cartilha “50 anos do Salário Mínimo Profissional”

Foi lançada na noite de 29 de setembro, na sede do Senge-BA, a cartilha “50 anos do Salário Mínimo Profissional: lutas e desafios para sua implementação”, produzida pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge em parceria com Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). O lançamento abriu as comemorações do aniversários de 80 anos do Senge e contou com a presença da diretoria da Fisenge, cuja primeira reunião aconteceu mais cedo no mesmo dia, e do presidente do Crea-BA, Marco Amigo.

Em sua fala, Amigo ressaltou a necessidade de luta permanente em defesa dos direitos da categoria e de todos/as os/as trabalhadores: “a cartilha representa uma história de luta, que precisamos continuar e ampliar juntos – pois com desunião a luta é impossível. A todos boa sorte nessa batalha”, disse. O presidente da Fisenge, Clovis Nascimento relembrou brevemente a história do Salário Mínimo Profissional, destacando como veto presidencial à Lei 4950-A foi derrubado no Congresso: “É uma Lei que nos é muito cara, é uma conquista”. Alertou ainda que o Salário Mínimo está sob a ameaça da Reforma Trabalhista – que permite ao acordado se sobrepor ao legislado – e que a Fisenge está se mobilizando pela sua revogação, ao aderir à campanha idealizada pela Central Única dos Trabalhadores, que vem recolhendo assinaturas para a apresentação de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que possa reverter a Reforma. “a classe trabalhadora não vai aceitar a retirada de direitos arduamente conquistados na luta”, afirmou. Ele também parabenizou o Senge pelo aniversário: “são 80 anos de história de luta pela classe dos engenheiros e pelos trabalhadores”. O presidente do Senge-BA, Ubiratan Félix lembrou que o Senge foi e é um projeto coletivo e agradeceu a todos/as que ajudaram a construir o sindicato. Veja mais fotos aqui

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O Senge-BA completa 80 anos de luta. Para marcar essa data importante, foram organizados dois dias de programação, que começa hoje, 29/10, às 17h30, na própria sede do sindicato, com o Lançamento da Cartilha sobre os 50 anos Salário Mínimo Profissional. Logo em seguida, será lançado também o site "Fora Collor 25 anos", organizado pelo professor Penildon Filho (UFBA), que reúne um acervo de votos, vídeos, artigos e depoimentos sobre esse importante momento da história do Brasil. Haverá ainda palestra sobre o Salário Mínimo Profissional e a Valorização da Engenharia. No dia 30 de setembro, às 11h, também na sede do Senge-BA, acontece a posse da nova diretoria, eleita no último mês de junho. Às 11h30, haverá a Solenidade comemorativa dos 80 anos do sindicato, seguida do tradicional caruru de confraternização.

Confira a programação abaixo:

Senge-BA completa 80 anos com dois dias de programação

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A Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento, a professora e engenheira civil e ambiental, Ana Carolina Nadalini, será a instrutora do Curso Avaliação e Perícia Ambiental – Aspectos Técnicos e Legais. As aulas acontecem nos dias 13 (quinta), 14 (sexta) e 15 (sábado) de julho no campus de pós-graduação da Unijorge, no Stiep, em Salvador. O curso tem o objetivo de apresentar pontos de vista teóricos e práticos da perícia ambiental. A proposta é detalhar os aspectos legais aplicáveis, metodologias relacionadas à valoração e identificação de danos ambientais.

IBAPE-BA realiza curso de Perícia Ambiental

O evento é dedicado a profissionais que atuam ou pretendem atuar como perito judicial ou assistente técnico na área ambiental, bem como profissionais da área ambiental, como consultoria e assessoria. No conteúdo programático, temas como introdução à perícia ambiental, tipos de perícia e ações, mercado de trabalho, laudo e documentos necessários para análise ambiental, além de cases de danos ao meio ambiente e laudos. Especialista na área, Ana Carolina Nadalini tem no currículo ainda a pós-graduação em Engenharia Ambiental e Gestão de Negócios, além de livro e trabalhos no segmento.

Mais informações através dos telefones (71) 3334-8300 ou 9 9166-2720.

Informações da Palestrante
Engenheira civil formada pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP/SP, doutoranda em Energia e Ambiente na Universidade Federal da Bahia/UFBA; Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal de Sergipe/UFS; Pós-graduada em Engenharia Ambiental pela FAAP; Pós-graduada em Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas –FGV/SP; Professora dos Cursos de Gerenciamento de Obras e Tecnologia das Construções da Faculdade Área1 – Salvador/BA; Co-autora e coordenadora do livro Perícia Ambiental da editora Pini; Membro da Câmara Ambiental do Ibape-SP; Perita Avaliadora do Poder Judiciário Estadual e Federal (São Paulo e Sergipe); Sócia-diretora da Valini Soluções Energéticas e Gestão Ambiental; ganhadora da Medalha Ibá Ilha Moreira Filho, prêmio nacional concedido ao melhor trabalho na área ambiental, no XVIII COBREAP – Congresso Brasileiro de Engenharia de Avaliações e Perícias, Belo Horizonte/BH, 2015; ganhadora da Medalha Claudio Bock, pelo melhor trabalho na área de Perícia Ambiental, no XV COBREAP/SP; e Menção Honrosa Walter Figueiredo Souza no XIV COBREAP/BA.

O que: Curso de Perícia Ambiental

Quando: 13 (quinta) das 18:30 às 22:30, 14 (sexta) das 08:30 às 18:30 e 15 (sábado) das 08:30 às 16:30.

Quanto: de R$ 277,88,00 à R$ 650,00,00 a depender da modalidade

Onde: Novo Campus da Faculdade Unijorge – Av. Tancredo Neves, Edf. Civil Trade.

Informações pelo site: www.ibapebahia.org.br

e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Telefones: (71) 3334-8300 / (71) 9 9166-2720

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O Senge-BA irá promover, no dia 2/2, a sua tradicional feijoada de Yemanjá, a partir das 13h. A ocasião também contará com a inauguração da nova sede do sindicato.

Senge-BA promove tradicional feijoada de Yemanjá

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Aconteceu no dia 28, na sede do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, o debate “Projeto Brasil – Cidades: impactos da crise na produção urbana e construção de um novo projeto para o Brasil”, que contou com a palestra de Ermínia Maricato, professora doutora e titular pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Na ocasião, também participaram como debatedores Juan Gonçalves do Levante Popular da Juventude e Marli Carrara da União Nacional Moradia Popular. O diretor do Senge-BA, Allan Yukio participou da mesa como mediador do debate.

A professora fez um apanhado histórico das lutas sociais no Brasil, enfatizando o direito à cidade, e também uma abordagem sobre o impacto da conjuntura nacional e internacional sobre os caminhos do desenvolvimento urbano. De início, ela enfatizou que “o povo constrói a cidade sem Estado e sem mercado”. Apesar disso, tanto um quanto o outro, têm o poder de definir a estrutura das cidades.

Segundo explica, o capital – empreiteiras, mercado imobiliário e especulativo, corporações – promove um verdadeiro assalto, a partir da privatização das terras públicas, da realização de grandes obras que não resolvem as questões essenciais para os trabalhadores, como mobilidade urbana, habitação, infraestrutura,acesso aos serviços, etc. A chamada “Máquina do Crescimento” gira em torno da especulação imobiliária e da acumulação do capital, alimentando a desigualdade e segregação social/racial nos centros urbanos. Ela cita o exemplo dos metrôs, inclusive em Salvador, que são instalados em áreas com pouca densidade populacional, preparando a especulação imobiliária. “O metrô tem um poder de interferência enorme na dinâmica da cidade. Mas são sempre pensados no sentido do mercado, não da necessidade.”

Ermínia também falou da política urbana nos últimos anos (governo Lula e Dilma), período em que se fez muito para inverter a lógica ao investir na urbanização das favelas e no fortalecimento da participação civil, a partir dos conselhos por exemplo. Mas, ela afirma que este ciclo se encerrou. “Nós temos leis incríveis. Estatuto das cidades, lei do saneamento, lei dos resíduos sólidos, lei da mobilidade urbana, lei da acessibilidade universal. Não estamos conseguindo aplicar estas leis.”

Juan Gonçalves do LPJ fez um repasse histórico de como a cidade de Salvador se organizou ao longo dos anos, desde a ocupação territorial dos homens e mulheres que foram escravizados e seus descendentes até a chamada “política de higienização” do governo de Antônio Carlos Magalhães, chegando à expansão promovida pelo capital imobiliário que ocupou novas áreas. Ele explicou a configuração da cidade hoje, subdividida em três “regiões”: miolo, orla e subúrbio, as quais tem características sociais e índices de desenvolvimento totalmente díspares. Ele também falou da importância da militância e da juventude das periferias para a construção deste projeto de país para as cidades.

Marli Carrara, que é também do Conselho Nacional das Cidades, explanou sobre o papel dos movimentos de luta por moradia na democratização do espaço urbano. Ela ressaltou que foram muitos ganhos nos últimos períodos com os PACs e projetos de habitação como Minha casa, minha vida. Mas afirmou que a esquerda precisa estar em contato e saber falar com as bases, os trabalhadores e trabalhadoras, para garantir as conquistas e impedir os retrocessos que já estão acontecendo. “Estamos num momento muito difícil. Agora é hora da trincheira!”.

Após isso, abriu-se espaço para colocações e perguntas dos participantes e conclusões dos debatedores.

Fonte: Senge-BA

Senge-BA sedia debate sobre as questões da cidade e projeto de país

 

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Neste sábado, 28 de janeiro, a partir das 9h30, o Senge-BA realiza o debate “Projeto Brasil – Cidades: impactos da crise na produção urbana e construção de um novo projeto para o Brasil” com a presença da professora Ermínia Maricato. Veja abaixo a programação:

Senge-BA realiza debate com Ermínia Maricato 

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A Frente Parlamentar em Defesa das Engenharias, Arquitetura, Agronomia, Geografia, Urbanismo e áreas afins será lançada, na próxima segunda feira (12) às 9h30, em sessão especial no plenário da Assembleia Legislativa. O evento é aberto ao público. O novo grupo será formada por 5 deputados, e terá como presidente a deputada Maria Del Carmen (PT). De acordo com o deputado estadual Marcelino Galo (PT), 1º vice-presidente da Frente, o colegiado terá como finalidade promover o aprimoramento da legislação estadual relacionada às áreas abrangentes às engenharias, promover debates com a sociedade e profissionais interessados em contribuir com proposições na Casa Legislativa que foquem na melhoria da qualidade de vida dos baianos e no desenvolvimento social e econômico do estado. “A Frente tem uma caraterística muito importante que é permitir a participação da sociedade civil, dos profissionais das engenharias nos debates que resultarão em proposições legislativas cujo objetivo seja o fortalecimento do desenvolvimento inclusivo e sustentável na Bahia”, afirmou Galo, que é engenheiro agrônomo. Na solenidade, acrescenta a deputada Maria Del Carmen, será lançada a cartilha “50 anos do Salário Mínimo Profissional”, produzida pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE) e o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (SENGE). Também formam a Frente Parlamentar em Defesa das Engenharias os deputados Joseildo Ramos, Nelson Leal e Ângelo Coronel.

Foto composição / Sergio Monteiro
Assessoria de Imprensa Mandato Marcelino Galo

Deputados criam Frente Parlamentar em Defesa das Engenharias na Bahia

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Começou, hoje (30/11), a 6ª Conferência Estadual das Cidades, em Salvador (BA). A abertura contou com a palestra magna “Função social da cidade e da propriedade”, ministrada pelo ex-governador da Bahia, Jacques Wagner. Participam da conferência o governador Rui Costa, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, lideranças do movimento popular, empresários e lideranças da engenharia. Durante a abertura, foi realizado o lançamento da cartilha “50 anos do Salário Mínimo Profissional”, publicada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). “Pensar as cidades também significa a reflexão sobre os modelos de gestão, com o objetivo de aprofundar formas de participação direta da sociedade. A Fisenge e os sindicatos de engenheiros têm uma contribuição fundamental para a formulação de políticas públicas democráticas e inclusivas”, afirmou o presidente o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), Ubiratan Félix que ainda ressaltou: “o engenheiro tem uma função social indispensável para a construção das cidades. Nós, engenheiros e engenheiras, pensamos e colocamos em prática projetos de acessibilidade, mobilidade urbana, meio ambiente, entre outros, a partir de diretrizes comprometidas com a cidadania e a inclusão social”.

A conferência, realizada a cada três anos, conta com a participação de cerca de 1.000 delegados e 500 observadores, oriundos de diversos segmentos da sociedade e das regiões administrativas do Estado da Bahia. Concomitante à conferência, acontece a feira de economia solidária. Em diversos estados do país são realizados os encontros com a finalidade de construir, coletivamente, a 6ª Conferência Nacional das Cidades, que acontecerá em Brasília, entre os dias 5 e 9 de junho de 2017.

Cartilha sobre Salário Mínimo Profissional é lançada durante o Conselho Estadual das Cidades 

 

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Quarta, 23 Dezembro 2015 11:47

ARTIGO: 2015 – Balanço e desafios

A principal característica de 2015 foi a ofensiva das elites contra os setores populares. Esta ofensiva teve diferentes protagonistas (os setores médios reacionários, o grande capital, os partidos de direita, o oligopólio da mídia, segmentos do aparato de Estado) e teve múltiplos alvos: os direitos trabalhistas, os direitos sociais, as liberdades democráticas, os movimentos sociais e o mandato presidencial.

A ofensiva das elites não teve um único comando, nem adotou uma única tática. Pelo contrário, desde o início do ano as elites estiveram divididas em torno de duas táticas: os que consideravam prioritário o ajuste fiscal recessivo, que teria o efeito colateral de desgastar o governo Dilma e a esquerda, ajudando a criar o ambiente para vitórias das candidaturas da elite em 2016 e 2018; e os que consideravam prioritário criar as condições para interromper imediatamente o mandato da presidenta Dilma, interditar o PT e Lula, com o objetivo de assumir imediatamente o governo federal.

Apesar das divergências táticas, a ofensiva das elites segue impulsionada por objetivos estratégicos comuns: realinhar o Brasil aos EUA, reduzir os direitos sociais e políticos , criminalizar a política, os movimentos sociais e os partidos de esquerda.

Ao longo de 2015, as elites adotaram várias táticas, mas mantiveram sua unidade estratégica. O campo popular, por sua vez, esteve dividido com diferentes leituras da situação política internacional e nacional. Entretanto chegando ao fim do ano, o cenário parece ligeiramente melhor, principalmente porque as elites vivem um momento de divisão e o campo popular conseguiu unificar sua ação.

A divisão das elites ocorreu quando o Eduardo Cunha, para proteger seus interesses pessoais, deflagrou o processo de impeachment, recorrendo às já conhecidas “manobras” regimentais, para compor a comissão especial do impeachment e dificultar o funcionamento do Conselho de Ética da Câmara. Embora parte das elites tenha apoiado a iniciativa, o processo de impeachment nasceu sob o estigma do golpe e da chantagem. Como resultado, as manifestações de 13 de dezembro dos setores favoráveis ao impedimento foram um fracasso de público e de crítica. Por outro lado, diante da ameaça de impeachment, a imensa maioria dos setores progressistas, democráticos e de esquerda iniciou um processo em grande medida espontâneo de unificação, que ficou visível no caráter plural e massivo das manifestações de 16 de dezembro de 2015, em torno dos seguintes eixos: Contra o golpe, em defesa da democracia, Fora Cunha e Por uma nova política econômica.

A luta contra o golpismo continua. Não basta retirar Eduardo Cunha da presidência da Câmara e substituir o ministro da Fazenda. É preciso adotar medidas imediatas e de médio prazo, que interrompam o ajuste fiscal recessivo, que recomponham os direitos sociais e trabalhistas, que estimulem o emprego e o desenvolvimento. É preciso implantar reformas estruturais, pois sem as reformas estruturais, nosso desenvolvimento continuará conservador, dependente e excludente. Por fim não devemos não devemos descartar que no período de festas, a direita promova alguma ação espetacular, no âmbito da chamada operação Lava-Jato. Por isto que cabe aos setores progressistas e democráticos ficarem em estado de prontidão em defesa de democracia e do Brasil.

Engenheiro Civil Ubiratan Félix
Professor do IFBA
Presidente do SENGE-BA
Diretor da APUB

ARTIGO: 2015 – Balanço e desafios

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