Acontecerá, entre os dias 16 e 18 de agosto, o III Encontro da Geração Henfil que contará com o Seminário Nacional "Em Movimento Estudantil", em Salvador (BA). A programação irá abordar temas da conjuntura nacional, além de formulação de grupos temáticos. O encontro acontecerá no auditório do Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), localizado na rua Alexandre Gusmão, 04, Rio Vermelho – Salvador – Bahia. As inscrições custam R$50 e podem ser feitas pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Dia 16 de agosto (sexta–Feira)

14h às 18h – Credenciamento 

18h às 19h –  Mesa I - Abertura 

  • Ubiratan Félix – Presidente do SENGE-BA e coordenador da mesa
  • Raquel Nery – Presidente da APUB  
  • Ivan Alex – Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT
  • Penildon Pena – Pró-reitor da UFBA

 

19h às 21h – Mesa II - Os desafios da conjuntura ontem (no tempo de sua militância) e hoje 

Coordenadores da Mesa – Ana Siqueira e Adriano Romariz 

  • José Fidelis Sarno, ex-presidente da UNE em 1965;
  • Hamilton Lacerda, coordenador-geral do DCE da UNICAMP;
  • Thaís Vieira DCE, coordenadora da UERJ em 1988;
  • Javier Alfaya, presidente da UNE em 1983;
  • Alexandre Sales, vice-presidente da UNE em 1993;
  • Ademário Costa, vice–presidente da UNE em 2000.

21h às 00h - confraternização

 

Dia 17 de agosto (sábado) 

09h às 13h - roda de conversa e apresentação

Coordenadores: Júlio Cesar Sá da Rocha  e Leticia Celestino 

 

13h  às 15h: almoço 

15h às 18h – Reunião de grupos temáticos

 Diretos Humanos e a luta pela afirmação das identidades sexuais. Moderador: Fidelis do Pará

  • Meio ambiente. Moderadores: Claudio Langoni e Silvia Rossi
  • Arte e Cultura. Moderadora: Silvia Rossi
  • Conjuntura politica e movimento sindical e popular. Moderadores: Elder Verçosa e Thais Viera
  • Educação e Universidade. Moderadores: Pena e Claudia Gonçalves
  • Gênero. Moderadores: Claudia Gonçalves e Fernanda
  • Gênero e Masculinidade. Moderador: Hamilton Lacerda
  • Segurança pública e direitos Humanos. Moderadora: Erika Rocha

 

Plenária final e encerramento 

Coordenadores: Robson Dias e Ana Maria Ribeiro

 

Inscrições:

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Valor da inscrição: R$50 

Dados da conta para depósito: 

Sindicato dos Engenheiros da Bahia

CNPJ – 15.176.134.0001-35

Banco do Brasil

Agencia – 4278-1

Conta corrente – 104.429-0

Fazer o depósito e mandar o comprovante para: (71) 98122- 6827 

Realização: Geração Henfil 

Apoio: SENGE-BA, APUB e FISENGE

 

 III Encontro da Geração Henfil acontecerá na Bahia

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O Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) ganhou na Justiça o cumprimento do Salário Mínimo Profissional (SMP) para engenheiros da empresa Engevix. O processo que tramita desde 2013 chegou até a última instância no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O engenheiro e presidente do Senge-BA, Ubiratan Félix, comemora a decisão e reforça: “Esta ação é fruto de um trabalho de valorização profissional que o sindicato tem feito por todo o estado em defesa dos direitos e do cumprimento do Salário Mínimo Profissional dos engenheiros. Temos atuado também nas prefeituras, principalmente nos editais de concursos públicos que descumprem a lei”.

De acordo com o advogado trabalhista, Pedro Ferreira, os engenheiros têm o direito de receber o retroativo de 2009 até os dias de hoje. “É uma vitória significativa para os engenheiros da Bahia. Atuamos desde 2010, em conjunto com o Senge-BA, na luta pelo cumprimento da lei 4.950-A que estabelece o Salário Mínimo Profissional”, disse o advogado destacando que o momento agora é de localizar os profissionais no estado.

Para terem acesso ao valor, os engenheiros e as engenheiras que já trabalharam e ainda trabalham na Engevix precisam comparecer na sede do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, localizada na Rua Alexandre Gusmão 04, Rio Vermelho, Salvador, no dia 19 de junho, às 18 horas, para se habilitarem a receber valores relativos ação trabalhista referente ao Salário Mínimo Profissional com os respectivos documentos comprobatórios. Mais informações: (71) 3335-0510 e (71) 98122-6827 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Texto: Camila Marins/Fisenge

 

Senge-BA conquista Salário Mínimo Profissional para engenheiros da Engevix

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Após um longo embate judicial, que durou mais de três anos em diversas instâncias da Justiça, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) conseguiu garantir o cumprimento da Lei do Salário Mínimo Profissional (SMP) para os engenheiros que trabalham na Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB).

Na oportunidade, o Sindicato entrou com uma ação coletiva em nome de todos os profissionais regulamentados pelo Sistema Confea/Crea na busca do reconhecimento do direito ao piso salarial, fixado em 8,5 salários mínimos. Durante o processo, a CERB entrou com diversos recursos, mas nenhum deles conseguiu evitar o cumprimento do Salário Mínimo Profissional. No entanto, o item não foi contemplado para os profissionais de Geologia, conforme tinha sido pedido na ação do Sindicato, por entender que os mesmos fazem parte do Sistema Confea/Crea e também devem ser inclusos na lei.

Como o caso já foi julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado do Senge, Pedro Ferreira, esclarece que “a empresa já adotou na folha salarial do mês de março o Salário Mínimo Profissional, cumprindo a obrigação de fazer valer a legislação. Ainda está em cálculo a obrigação de pagar a diferença salarial retroativa dos últimos cinco anos”. 

Para o presidente do Senge Bahia, engenheiro civil Ubiratan Félix dos Santos, a conquista demonstra a importância de continuar lutando pelos direitos da classe no estado. “O Sindicato reafirma os seus compromissos com os engenheiros de todas modalidades, além dos geólogos e agrônomos. O cumprimento da lei do Salário Mínimo Profissional é uma das frentes da nossa entidade. No caso da CERB, vamos continuar na busca da equiparação para os profissionais de Geologia e para correção da implantação distorcida da decisão judicial”, completou.

Fonte: Ascom Crea-BA

Senge-BA vence na Justiça e empresa vai cumprir Salário Mínimo Profissional

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Atenção! O Senge-BA alerta engenheiros e engenheiras sobre um golpe que tem utilizado o nome do sindicato. As vítimas recebem uma ligação, supostamente do Senge-BA, avisando que houve um ganho de causa a respeito do Plano Collor e solicitando um depósito em conta como condição para receber o montante. Reforçamos enfaticamente que tal ação não existe e que se trata de um golpe perpetrado por criminosos que, inclusive, já vitimou, de forma semelhante, pessoas de outras categorias profissionais. Durante algumas horas nesta manhã (11/7), os criminosos chegaram a alterar o número de telefone do Senge-BA na página do Google. Recomendamos que, caso receba esse tipo de ligação, não informe qualquer dado pessoal e entre em contato com o Senge, exclusivamente no telefone (71) 3335/0510 ou através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

ALERTA: engenheiros/as têm sido alvo de golpe

 

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No próximo dia 19/6. acontecerá a audiência pública "Defesa da soberania nacional: contra as privatizações do governo Temer", na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Promovida pela Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano da ALBA (CEDUrb), a audiência tem o objetivo de debater as recentes privatizações de empresas estatais anunciadas pelo governo e estratégias de resistência. A Comissão é presidida pela deputada estadual Maria del Carmen. A audiência, que terá início às 9h,  também é uma realização da Fisenge, do Senge-BA e do movimento SOS Brasil Soberano.   

Na Bahia, audiência pública irá debater "Defesa da soberania nacional: contra as privatizações do governo Temer"

 

 

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Em março deste ano, foi dado início às obras do primeiro trecho do BRT (Bus Rapid Transit) em Salvador, sistema rápido de transporte público que, segundo o site da Prefeitura, é moderno, de alta capacidade, com tecnologia 100% nacional e irá atender bairros onde o metrô não chega, ligando o Centro da cidade e a região do Iguatemi. Para a implantação do novo modelo de transporte, será necessário a construção de viadutos, elevados, ciclovias e linhas exclusivas.

O BRT tem um custo estimado de R$ 800 milhões e de acordo com dados do Ministério das Cidades, fornecidos para o movimento Salvador Sobre Trilhos, o valor de cada quilômetro implantado na capital baiana é o triplo de demais cidades brasileiras. Além do alto custo, a questão ambiental também gerou divisão de opiniões entre os soteropolitanos que formularam um abaixo assinado contra a derrubada de árvores na capital e no último domingo se reuniram em um manifesto contra o projeto.

Ainda segundo o site da Prefeitura da cidade, todas as árvores já foram cadastradas, dentre elas 25% a 30% serão remanejadas para outro local no mesmo canteiro ou para outro lugar. E, com uma estrutura leve, o impacto na paisagem será pequeno e preservará as características arquitetônicas da capital. Mas, para o especialista ambiental, Célio Costa Pinto, a situação é diferente, ele explica que Salvador possui poucas áreas verdes e seus vales, onde correm os rios da cidade, foram utilizados para construção de avenidas sem preservação da mata ciliar e, que a legislação ambiental federal permite obras nessas áreas desde que sejam de utilidade pública e não possuam outra alternativa locacional. Entretanto, não são feitos estudos de impacto ambiental para a tomada de decisão. “O BRT (à revelia de sua necessidade de implantação que é questionável) traz esse agravante de retirada de árvores centenárias em APP, expondo mais ainda a bacia hidrográfica à condição de escoamento superficial de chuvas que pode não suportar, além da perda da beleza cênica e qualidade ambiental da cidade” enfatiza Célio.

Devido ao desconforto da população, a implantação do novo modelo de transporte vem sendo questionada enquanto sua eficiência e necessidade. O engenheiro civil e ex-secretário de mobilidade urbana de Salvador, Carlos Batinga, acredita que não existem políticas claras para o transporte coletivo em Salvador, porém o modal BRT é uma importante alternativa para as grandes e médias cidades brasileiras. Para ele, só é possível resolver os problemas de mobilidade urbana através de grandes investimentos em transporte de massa e restrições ao transporte individual motorizado. “Esperemos que o recém concluído Plano de Mobilidade Urbana de Salvador, seja a base para a implantação de uma política eficiente e duradoura para esta área” completa ele.

O Projeto

Além dos bairros entre o Centro de Salvador e a região do Iguatemi, os bairros vizinhos, como o Vale das Pedrinhas, Nordeste de Amaralina, parte de Brotas, Engenho Velho da Federação, Itaigara, Candeal e outros também estão inclusos nas regiões atendidas pelo novo sistema.

A primeira etapa do BRT está sendo construída com recursos da Prefeitura juntamente ao empréstimo realizado pela Caixa Econômica Federal. Terá uma extensão de 2,9 km e ligará o Loteamento Cidade Jardim (Parque da Cidade) ao Iguatemi (Estação de Integração BRT/Metrô). Já a segunda etapa, ligará a Estação da Lapa ao trecho acima e, corresponderá a um percurso de 5,5km. Para esse segundo trecho, a prefeitura contará com recursos federais.

A terceira etapa ainda está em formação e captação de recursos, ela consiste na ampliação do segundo trecho e a ligação entre o Parque da Cidade ao Posto dos Namorados, na Pituba, um percurso de 1,8 km. Para todos os trechos será necessária a construção de viadutos, elevados, ciclovias e linhas exclusivas.

Fonte: Giovana Marques (Ascom Senge-BA)

Implantação do BRT divide opiniões em Salvador

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O sonho do então estudante Alisson Oliveira, 31 anos, era seguir a carreira científica. Chegou a cursar Física na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, mas as dificuldades enfrentadas por um pesquisador o desiludiram. Decidiu, então, fazer Engenharia Civil. Em 2009, entrou na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Em 2013, se formou e já saiu empregado.

Escolheu Engenharia porque, naquele momento, ninguém ficava desempregado. Com vagas à disposição, os salários eram altíssimos.
Só que vieram as crises. A política, a econômica e a da própria Engenharia Civil. No fim de 2014, Alisson foi demitido. De lá para cá, nunca mais conseguiu trabalhar na área. Hoje, é motorista de Uber e trabalha de madrugada para conseguir receber aproximadamente um terço do salário de quatro anos atrás.

“Já larguei a área. Estou estudando para concurso e, se der certo vou sair do Brasil”, diz, categórico. Alisson, que trabalhou numa empresa terceirizada que participou da construção da Arena Fonte Nova, vai fazer provas para Petrobras e para o cargo de investigador da Polícia Civil neste domingo (22).
Alisson não está sozinho. Como ele, milhares de engenheiros civis – de recém-formados aos antigos na profissão – passam por uma situação dramática. Depois que o setor vivenciou um crescimento fora do comum entre 2008 e 2014, vieram os altos índices de desemprego e de empresas sendo fechadas.

Só em 2015, o Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge) homologou 600 demissões no estado. Em 2016, foram 500. Em 2017, o número caiu para 300 – não porque a situação melhorou; mas porque a construção civil já extinguiu tantos cargos e demitiu tanta gente que já não há mais por onde cortar. Uma coisa é certa: os demitidos nos anos anteriores não foram contratados novamente.

E isso é só relacionado aos que passam pelo sindicato, porque, como explica o presidente do Senge, Ubiratan Félix, muitas empresas não fazem isso. “Esse ano está mais tranquilo porque não tem mais quem seja demitido. Houve uma situação muito forte nos últimos tempos de quem ia homologar e não recebia nada porque a empresa entrou em recuperação judicial. O sindicato está acompanhando profissionais desempregados, que estão tendo uma situação difícil de ter até que retirar filho da escola”, diz ele, que também é professor do Instituto Federal da Bahia (Ifba).

Crise nacional
Não há como dissociar a crise na engenharia civil com a crise no país. Como explica o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-BA), Luiz Edmundo Campos, a situação econômica nacional em 2008 – de crescimento e mais empregos sendo oferecidos – fez com que salários aumentassem. Assim, as pessoas começaram a melhorar de vida. Muita gente comprou carro, apartamento e a engenharia civil ia de vento em popa.
Basicamente, dava para usar uma regra e, a partir dela, compreender como estava o Brasil. O coordenador de Engenharia Civil da Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas, Faustino Ferreira Filho, diz que o campo é um ‘termômetro da economia’. “E oscila em detrimento das ações públicas de nossos governantes, fomentado pelas grandes empresas do mercado imobiliário e de serviços”.

Naquele momento, era como se o termômetro indicasse que o Brasil tinha a saúde de um jovem atleta da Seleção Brasileira de Vôlei, de Futebol ou de Natação. Nenhum sinal de febre – o que provocou o aumento do interesse pela Engenharia Civil. O que acontece é que um estudante da área passa pelo menos cinco anos na faculdade.

Ou seja – quem entrou em 2008 esperando encontrar um campo pulsante saiu somente em 2013. Aqueles que começaram em 2009 saíram em 2014 já no estopim da crise econômica do país – e isso seguiu com os que fizeram vestibular em 2010, 2011 e 2012.

Em 2008, 625 novos engenheiros civis pediram registro no Crea. Entre 2009 e 2012, o número continuou oscilando entre 500 e 600. É a partir de 2013 que as coisas começam a se inverter: só naquele ano, o mercado ganhou 739 novos engenheiros civis. Em 2017, em plena crise, 1.581 engenheiros saíam da faculdade – praticamente o triplo da quantidade que chegava ao mercado nos anos de maior crescimento da construção.

Esses profissionais foram atraídos pelo salário – o piso nacional é de oito salários mínimos e meio – e pela possibilidade de crescimento. Naquele momento, segundo o presidente do Senge, Ubiratan Félix, o mais comum era que as empresas pagassem bem mais que o piso. Dava até para escolher quem dava mais pelo serviço. Agora, até o piso é raro.

Insustentável
O crescimento foi tão grande que dava para imaginar que aquilo não seria sustentável a longo prazo, para alguns especialistas. Em poucos meses, bairros inteiros nasciam praticamente do nada – como o que aconteceu em pontos da Avenida Paralela. E isso só no que tange ao desenvolvimento imobiliário, que é o mais perceptível para a população. No entanto, a infraestrutura pesada também nunca crescera tanto.

Pelas faculdades, passaram milhares de estudantes que, na avaliação do coordenador, muitas vezes nem tinham afinidade com a área. Os números gigantescos, no fim, eram um indicativo de que algo daria errado. O pior, na verdade, ainda estaria por vir. Para o professor, a própria profissão de engenheiro civil passa por um momento muito delicado – a ética do campo foi colocada em debate.

Pouco tempo atrás, ele chegou a participar de um evento em uma escola, onde apresentou a Engenharia Civil para estudantes do 3º ano. A surpresa veio logo na primeira pergunta de um aluno. “Existe uma cultura de corrupção na profissão de engenharia civil?”, lembra Ferreira. Otimista, tentou explicar para os jovens que a corrupção não está associada a uma profissão específica, mas às pessoas.

Fechamento de empresas
Durante os anos de ouro, a maior parte do mercado local – inclusive construtoras – era subcontratada e empregada por duas ou três grandes empresas baianas. Isso podia acontecer de forma direta ou indireta. “Não tinha como não ter uma repercussão direta nessas empresas”, diz, referindo-se ao cenário atual.

Só para dar uma ideia, de acordo com a Junta Comercial da Bahia (Juceb), em 2008, existiam 1.473 empresas de engenharia civil ativas no estado. O número inclui construtoras, empresas de obras de impermeabilização; serviço de pintura; empresas que trabalham com edificações; empresas que vendem e arrendam máquinas e equipamentos; e empresas que fazem consultorias e projetos da área.

Naquele ano, 266 corporações foram abertas e 47 foram fechadas. Em 2017, a proporção entre novas empresas e aquelas que fecharam as portas passou de 17% para 42% - 354 abertas e 149 fechadas, além de 3.477 ativas. Só este ano, até o dia 11 deste mês, 91 empresas abriram e 55 fecharam – uma proporção de 60,43%.

Hoje, é como se os postos de trabalho tivessem regredido a uma situação um pouco pior do que antes de 2008. Naquele ano, toda a construção civil empregava 133 mil trabalhadores com carteira assinada, de acordo com dados do Sinduscon. Em janeiro de 2018, 118 mil pessoas estavam na mesma condição.

Isso não seria tão grave, como explica o presidente da entidade, Carlos Henrique Passos, se o setor não tivesse conhecido um cenário quase duplicado – em 2013, o número de empregados com carteira assinada batia em 230 mil. Era uma novidade para um campo que, por muito tempo, levava engenheiros a trabalhar no mercado financeiro e até a fazer concursos para auditores fiscais.

E, embora aqui, a crise esteja personificada pelos engenheiros, ela afeta toda a cadeia produtiva de forma geral. Começa com os corretores de imóveis, passa pelos cartórios de imóveis e depois chega aos responsáveis pelos projetos – arquitetos e projetistas. Durante a construção em si, é a vez dos engenheiros e dos operários. Por fim, há a indústria de mobiliário, a publicidade e até os veículos de comunicação – que dependem do mercado imobiliário para a propaganda.

“Nosso ciclo é muito grande. É de cinco anos pelo menos – entre a compra do terreno e o fim de uma obra. As obras só vieram sentir em 2014”, explica Passos. Coincidentemente ou não, o tempo é o mesmo da formação de novos engenheiros.


Jovens engenheiros se deparam com mercado sem contratações
Foram cinco anos até que, finalmente, viesse a formatura, em julho de 2017. No currículo, qualificações importantes: graduação na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, uma das mais renomadas do país, e estágio na construtora Even. Mesmo assim, desde que recebeu o diploma, a engenheira civil baiana Giulia Ghirardi, 23 anos, não conseguiu um emprego.

Ainda em julho, voltou para Salvador. Queria ficar perto da família. Desde então, já fez concursos e distribuiu dezenas de currículos pela cidade. Tentou de pequenas a grandes empresas – mesmo assim, não adiantou. “Quando você não tem quem lhe indique, é muito mais difícil. E eu não tenho ninguém influente na minha família, nem que trabalhe na área atualmente”.

Giulia escolheu a carreira às cegas, porque sabia que gostava de Exatas. Chegou a flertar com a Arquitetura, mas, no fim, decidiu pela Engenharia Civil. Fez vestibular em 2011, mas não foi aprovada na Universidade Federal da Bahia (Ufba). No semestre seguinte, contudo, tentou a vaga na Mackenzie e conseguiu. Como a família do pai é de São Paulo e seu avô tinha sido formado por aquela instituição, pareceu quase um caminho natural.

As mensalidades custavam, em média, R$ 2 mil e, para economizar, morou com uma tia durante boa parte do curso. Quando começou o estágio, conseguiu alugar um apartamento por R$ 1,4 mil. Para ela, não há dúvidas de que o cenário é diferente de quando entrou na faculdade.

Mesmo os colegas que ficaram em São Paulo não têm conseguido trabalhar. Os que estão, de alguma forma, inseridos no mercado de trabalho, não estão fazendo aquilo que querem.

Hoje, Giulia é aluna do mestrado em Gestão e Tecnologia Industrial do Senai-Cimatec. Ela espera que, com isso, possa se destacar mais entre os milhares de engenheiros na mesma situação. “Foi um investimento (financeiro) grandíssimo, que não gosto nem de lembrar. Atualmente, meus pais me ajudam e tenho uma reserva de quando ainda estava trabalhando”. No fundo, ela tem uma certeza que a tranquiliza: a Engenharia Civil é fundamental para o desenvolvimento. Ou seja, mais cedo ou mais tarde, as obras voltam.

Tecnologia
Isso também é o que a professora Tatiana Dumet, diretora da Escola Politécnica da Ufba, defende. Segundo ela, o Brasil ainda tem ‘falta’ de engenheiros. “A gente forma 40 mil engenheiros por ano e deveria estar formando 60 mil para atender as demandas de tecnologia. Mas não quer dizer que vai ter emprego para todo mundo”, reforça.

Uma nova cultura que a Politécnica tem tentado implementar é justamente de criar uma cultura de inovação entre os estudantes – ou seja, que se tornem seus próprios empregadores. A ideia é que, com isso, os jovens saiam desses dois horizontes – de ser funcionário público ou de trabalhar para grandes empresas.

“Existem ciclos na Engenharia, sem sombra de dúvidas. Eu formei em 1988 e já passei por dois ou três”, conta. A realidade atual parece ser a de um ciclo de baixa. Na própria Politénica, os estudantes têm postergado a formatura um ou dois semestres para tentar conseguir o estágio. “Eles estão realmente preocupados e houve uma diminuição de oferta de estágio. Antes, a gente recebia quase que diariamente pedido de indicação”.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Engenheiros (Senge), Ubiratan Félix, durante o boom da construção civil, não era incomum que estagiários recebessem uma bolsa de R$ 1,8 mil. “Os alunos escolhiam. Não é a realidade de hoje, que tem uma super oferta de estudantes e até estágio de graça está difícil”.

Nos últimos vestibulares, a concorrência para Engenharia Civil caiu – o que reflete o interesse dos atuais estudantes de Ensino Médio na área. No auge, na Escola Politécnica, Engenharia Civil chegou a ter 15 candidatos por vaga. Hoje, fica em torno de 6 ou 7.

Mesmo assim, tem gente que não desanima. Apesar de saber de toda a situação do país e de recessão no campo, o estudante Thiago Bozzo, 19, não desistiu da Engenharia Civil. Hoje ele está no 2º semestre do curso e ocupa o cargo de gerente de venda na empresa júnior do curso, a Engetop.
Para Thiago, porém, o futuro ainda é uma incógnita. Na empresa júnior, descobriu que gosta também de gerenciar. Assim, consegue se ver também nessa função. “Tenho, sim, vontade de passar por obra e por construtoras, mas também de ter um futuro no meio empresarial, de negócios. São coisas que me identifico”.

O coordenador do curso de Engenharia Civil da Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas, Faustino Ferreira Filho, explica que as habilidades de um profissional da área costumam mesmo ser bem vistas no setor empresarial. Ele cita a facilidade de raciocínio rápido, visão espacial e grande potencial de poder de decisão.

“As Engenharias têm uma vasta atuação no mercado de trabalho no Brasil e não se limitam apenas a trabalhos específicos de projetos e construções. Então, mostramos aos futuros profissionais as possibilidades de atuação para que possam utilizar as habilidades adquiridas”.

A ansiedade e o medo nos jovens são compreensíveis. Apesar disso, o engenheiro elétrico e professor da Faculdade Área 1 Wyden Raimundo Menezes diz que ainda vale a pena investir no setor. Para o professor, esses profissionais serão requisitados pelo mercado no futuro.

Mesmo na Engenharia Civil, uma saída é investir nos nichos de constrição. “Um deles é o de apartamentos quarto e sala e outro é o mercado de alto luxo, com apartamentos de R$ 3, 4 milhões que as empresas conseguem vender. Mesmo na crise, existem esses nichos”.

Nem tudo é crise: em algumas engenharias, há vagas e oportunidades
De fato, a crise não é só na Engenharia Civil. A situação não tem sido fácil na Engenharia Elétrica, na Mecânica... Para o professor Frederico Andrade, coordenador do curso de Engenharia Mecânica da Unijorge, uma das áreas que mais sofreu foi a Engenharia de Petróleo e Gás. “O efeito (da crise) sobre a Petrobras e toda a cadeia do petróleo acabou afetando muito”, cita.

No entanto, ele diz que a indústria tem conseguido criar outras alternativas – como a exportação, que é uma das saídas da indústria automotiva brasileira hoje. “Por isso, na Engenharia Mecânica, você tem uma certa retomada um pouco mais rápida do que em outras áreas. A construção civil, por exemplo, depende dessa capacidade de renda do mercado interno e as obras de infraestrutura dependem da capacidade do governo de investir”.

Mas existe algum campo onde há vagas? Para a engenheira elétrica Tainá Andrade, professora e coordenadora dos cursos de Engenharia da Faculdade Ruy Barbosa, o ‘engenheiro consultor’ será uma função cada vez mais comum, já que os empregos com carteira assinada estão mais limitados.

Ela cita os profissionais que fazem estudos.

O que tem despontado na Engenharia, nos últimos anos, são as fábricas inteligentes, a internet das coisas e a indústria 4.0. Todas são opções de carreira. Segundo Tainá, em alguns estados, cursos de engenharia voltados à indústria 4.0 já estão sendo pensados. “Não vai ser só construir prédios residenciais, mas pensar em toda uma estrutura diferente”.

Além disso, entre as carreiras promissoras, ela destaca a de Engenharia de Produção – mais ‘versátil’, o profissional da área pode trabalhar em diferentes ramos. “É possível trabalhar com Engenharia Elétrica, Química, de Produção Civil, Engenharia Ambiental. Na grade, também tem aulas de automação, robótica, qualidade, eletricidade”, exemplifica.

Por Thais Borges - Rede Bahia/Correio 24 horas

FOTO: AKIRA ONUMA / ASCOM SUSIPE

Em crise, engenheiros desempregados viram até motoristas de Uber

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Nesta última sexta-feira (2), os associados e associadas ao Senge-BA curtiram a tradicional Feijoada do Engenheiro. O evento foi guiado ao som da banda Trilha Sonora e contou com a presença de figuras importantes para o cenário baiano, como políticos, líderes de movimentos sociais e dirigentes sindicalistas.

Os convidados também prestigiaram o lançamento da cartilha “Mercado de Trabalho dos Engenheiros (as) na Bahia e no Brasil”, que contém dados comprovados pelo Departamento Intersindical de Estáticas e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, sobre a faixa de remuneração, modalidade de estabelecimentos, gênero e faixa etária dos profissionais, entre outras.

E, aproveitando a presença de todos, o Senge-BA também promoveu a campanha “Privatizar a Chesf é privatizar a água. Privatizar a água é privatizar a vida”, contra a privatização da Chesf, que em especial no Nordeste causará grandes impactos, pois o Rio São Francisco, que é fundamental na economia da região, também é a bacia hidrográfica que abastece a companhia hidrelétrica.

Confira todas as fotos AQUI

por Giovana Marques (Ascom Senge-BA)

Senge-BA realiza mais uma tradicional Feijoada do Engenheiro

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Dia 11 de dezembro, dia do Engenheiro, será marcada por uma sessão especial na Câmara Municipal de Salvador, em homenagem à categoria. O evento acontece a partir das 09h, no Plenário Cosme de Farias e é organizada pelo Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e pelo mandato do vereador Leo Prates.

Na ocasião, o Senge-BA fará homenagens profissionais com destacada atuação na área: a engenheira civil, professora e a primeira mulher a ocupar a diretoria da Escola Politécnica da UFBA, Tatiana Dumêt; a engenheira de alimentos, Márcia Nori, vice-presidente do Senge-BA e professora da Universidade Estadual de Feira de Santana; Paulo Medeiros, engenheiro civil extremamente atuante nas entidades representativas da categoria; e, o engenheiro civil, Asher Kiperstok, coordenador da Rede de Tecnologias Limpas da Universidade Federal da Bahia e atuante na prevenção a poluição e na engenharia sanitária e ambiental, o engenheiro e servidor público José Casqueiro (Codesal) e o ex-secretário de Transportes Urbanos de Salvador e ex-superintendente do Setps (sindicato das empresas de ônibus), Horácio Brasil (in memoriam)

Serviço:

Sessão Especial em homenagem ao Dia do Engenheiro

Data: 11 de dezembro de 2017

Horário: 09h

Local: Plenário Cosme de Farias – Câmara Municipal de Salvador

Dia do Engenheiro terá sessão especial na Câmara Municipal de Salvador

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Por Carolina Guimarães

Fruto do trabalho coletivo de entidades, movimentos sociais, organizações sindicais e políticas, o jornal Brasil de Fato tem se consolidado como símbolo de luta por uma comunicação democrática, inclusiva e popular. No dia 06 de dezembro, mais um passo dessa luta foi dado com o lançamento da edição zero do Brasil de Fato Bahia; homenageando o guerrilheiro Carlos Marighella e trazendo as pautas, as cores e o povo baiano para suas páginas, o tabloide foi lançado com um ato político e cultural na sede do Sindicato dos Engenheiros da Bahia.

Participaram do ato Carlos Augusto Marighella, o Carlinhos, filho de Carlos Marighella, e um dos entrevistados para o jornal, o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Salles, que contribuiu com uma das colunas e representantes do Senge-BA, Apub Sindicato, Sindipetro-BA, Sindae-BA, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Partido dos Trabalhadores, Consulta Popular e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). A banda Minas do Projeto Popular e a rapper Amanda Rosa fizeram as intervenções artísticas.

Durante o ato, o diretor do Senge-BA, Allan Hayama falou sobre a satisfação da entidade em contribuir com um projeto alternativo de comunicação e a importância em fazer essa disputa. “É um orgulho participar de um jornal feito com o povo e para o povo. Vida longa ao Brasil de Fato e vida longa à classe trabalhadora”, disse. A vocação popular do tabloide também foi abortada por Carlinhos Marighella, que agradeceu por participar de mais uma homenagem ao pai, “um militante apaixonado pelo povo. Um jornal que quer ser popular tem total sintonia com Carlos Marighella”, afirmou. O reitor João Salles falou sobre sua coluna em defesa da universidade pública e sobre a urgência em continuar a defender a educação como espaço de liberdade, principalmente no contexto de crescente autoritarismo. Ele ainda expressou solidariedade ao reitor da UFMG, conduzido coercitivamente pela Polícia Federal naquele dia.

Após, houve uma mesa temática sobre democratização da comunicação e o papel do Brasil de Fato nesse contexto. Foram convidados/as Joaquim Pinheiro (Brasil de Fato Rio de Janeiro), Joana Tavares (Brasil de Fato Minas Gerais), Monyse Ravenna (Brasil de Fato Pernambuco) e, representando a Bahia, Jamile Araújo. Joaquim trouxe um resgate da história do jornal – que nasceu em 2013, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre – sua transição de standard para tabloide, o surgimento do portal na internet e as experiências da rádio Brasil de Fato. “Eu acho que hoje a classe trabalhadora tem esse instrumento e cabe a nós o desafio de fazer ele avançar cada vez mais”, disse. Ao falar sobre a disputa da comunicação e seu papel estratégico na busca pela transformação da sociedade, Joana Tavares citou outra referência para a comunicação popular, o fundador do Núcleo Piratiginga de Comunicação, Vito Giannotti: “ele fala que o Brasil ainda tem casa grande e senzala e que ela se reproduz também na linguagem”. Joana enfatizou que o jornal precisa falar a linguagem do povo, criar identidade e assim se tornar relevante para fazer a disputa ideológica. “A gente tem essa teimosia de falar que isso [o jornal] é viável. Trabalhador lê jornal sim, e se for um jornal bonito, ainda mais. Ele vai querer ler, vai se enxergar e vai começar a criar público”, disse. Esse aspecto também foi abordado por Monyse Ravenna: “nós estamos fazendo jornalismo, não estamos fazendo panfleto. Temos cuidado na apuração, na diagramação, queremos ter boas fotos, porque o povo merece bom jornalismo”. Ela ainda trouxe notícias sobre os próximos lançamentos do tabloide no Nordeste: janeiro, em Sergipe, Paraíba, e Ceará em fevereiro. Jamile Araújo falou sobre o processo de construção do jornal na Bahia, os desafios para falar sobre um Estado com uma enorme extensão e fazer com que a publicação chegue às diversas regiões. Destacou também a importância da contribuição dos tabloides mais consolidados dos outros Estados e das organizações da Bahia que ajudaram na construção. “Fazer essa edição e esse lançamento, com a amplitude das organizações que construíram esse projeto mostra o potencial do Brasil de Fato como organizador coletivo”, disse.

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Expediente da Edição Zero

Colaboração: Jamile Araújo, Edmilson Barbosa, Vitor Alcantara, Carolina Guimarães, Ivo Saraiva, Moisés Borges, Elias Malê, Gabriel Oliveira, Julia Garcia, Lorena Carneiro, Wesley Lima, Maíra Gomes, DJ Bonfim, João Salles, Allan Hayama, Gabriela Barros, Anaíra Lobo, Attila Barbosa, Rita Serrano, Magno Costa, Camila Mudrek.

Edição: Monyse Ravenna (DRT/CE 1032), Elen Carvalho

Revisão: Júlia Garcia

Diagramação: Diva Braga

Apoiadores: Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (APUB), Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente na Bahia (Sindae), Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento Pela Soberania Popular na Mineração, Levante Popular da Juventude, Partido dos Trabalhadores, Marcha Mundial das Mulheres, Consulta Popular, Deputado Federal Valmir Assunção, Deputado Estadual Suplente Mário Jacó

Tiragem: 30.000 exemplares

Com homenagem a Carlos Marighella, jornal Brasil de Fato chega à Bahia

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