por Comunicação Fisenge

Pelo dia internacional das mulheres, Fisenge lança campanha “Engenheiras que você precisa conhecer”

Engenheiras que você precisa conhecer. Este é o nome da série de três vídeos lançadas pelo Coletivo de Mulheres da Fisenge, em homenagem ao 8 de março, dia internacional das mulheres. De acordo com a engenheira química e diretora da Fisenge, Simone Baía, a campanha tem o objetivo de destacar a atuação profissional das engenheiras. “Sabemos que mesmo nas universidades e no mercado de trabalho, a engenharia ainda é predominantemente masculina e enfrentamos muitos preconceitos ao longo de nossas carreiras. Queremos mostrar que mulheres têm excelência profissional e apresentam importantes contribuições à sociedade”, disse. Para a série foram entrevistadas três engenheiras de diferentes estados do país: Eloisa Basto (engenheira civil de Pernambuco); Fabiana Alexandre Branco (engenheira agrônoma de Santa Catarina) e Tais Iamazaki (engenheira química de Rondônia). Conhece histórias sobre mulheres na engenharia? Envie sugestões para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Confira abaixo os perfis de cada uma delas:

Eloisa Basto é formada em engenharia civil e em ciência da computação. Também é pós-graduada em engenharia de transportes e mestre em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).  Atuou no gerenciamento de equipes de engenheiros fiscais, técnicos e estagiários, foi chefe de departamento do engenharia da URB Recife e assessora da Comissão Especial da Câmara Municipal do Recife na revisão do Plano Diretor da cidade. Dentre os projetos em que Eloisa trabalhou, estão as obras de contenção de encostas nos morros do Recife /PE e o etapeamento das obras de reforma dos aeroportos de Brasília, Manaus, Natal e Salvador. Atua também na área de Consultoria de Projetos de Infraestrutura Urbana e de Instalações Prediais. Ela também é diretora do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Pernambuco (Senge-PE) e é coautora do livro “Polos geradores de viagens orientados à qualidade de vida e ambiental: modelos e taxas de geração de viagens”

Fabiana Alexandre Branco é engenheira agrônoma, com pós-graduação em proteção de plantas. Atuou no seguimento de fertilizantes e assistência técnica direta ao produtor rural até sua nomeação em concurso público no Governo do Estado de Santa Catarina. Fabiana trabalha na Defesa Agropecuária do Estado de Santa Catarina e também faz parte do Comitê de Vigilância Epidemiológica Vegetal. Ela é integrante da Diretoria Executiva do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC).

Tais Iamazaki é engenheira química com pós-graduação em gestão ambiental, controle interno e auditoria governamental. Atuou na área de investigação ambiental, avaliação de conformidade legal e é auditora líder de gestão ambiental com base na norma ISO 14001:2004 – IRCA. Foi assessora de assuntos estratégicos da Prefeitura de Candeias do Jamari, realizando levantamento técnico de ações para o PPA (Plano Plurianual) e também realizou serviços para grandes empresas como Shell, Coca-Cola, Petrobras. Atualmente, Tais é integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher da Prefeitura de Porto Velho, da diretoria do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rôndonia e presta consultorias.

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Engenheira conta como é se destacar em um ambiente com predominância masculina

No universo das engenharias, a predominância ainda é masculina, tanto que de 1 milhão e 300 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), apenas 16% são mulheres, mas isso está mudando. As mulheres vem conquistando cada vez mais seu espaço e assumindo lideranças em diversas áreas, entre elas nas áreas de ciências exatas. No mês das mulheres, o Crea-BA entrevistou a engenheira civil, Diana Paes, idealizadora da empresa Green Edifica Consultoria em Construções Sustentáveis, que conta com 100% do seu quadro de funcionários feminino.

O que te motivou a escolher engenharia civil?

Diana Paes – Sempre gostei da engenharia, nunca duvidei que esse era o caminho que eu queria para minha vida. Amo construções, soluções técnicas e essa paixão me levou para engenharia civil. Além de ter meu pai, que é engenheiro civil, e minha madrinha que é arquiteta, como inspiração.

Como é seu dia a dia como engenheira?

Diana Paes – Liderei muitos engenheiros e já vivi a rotina exaustiva de grandes construtoras, mas desde agosto de 2017, quando decidi empreender, isso mudou bastante. Os desafios são diários, ainda visito obras, mas a satisfação de trabalhar no que eu gosto não tem preço. Realizar esse sonho que é transformar as construções civis em mais sustentáveis me motiva todos os dias. E hoje tenho uma rotina mais tranquila, apesar de trabalhar em período integral.

Como é exercer o papel de liderança?

Diana Paes – Levo com muita tranquilidade. Na produção, dentro da obra, é mais desafiador do que em áreas técnicas. A gente percebe que algumas pessoas não acreditam que você vai dar conta, mas com trabalho você mostra seu potencial e quebra as barreiras.

O que é ser mulher na engenharia?

Diana Paes – É uma conquista diária, mas é muito satisfatório. O que mais me fascina é ver estudantes me tendo como referência, como exemplo. Vendo uma mulher se destacando na engenharia, elas acreditam que podem chegar mais longe, apesar de toda concorrência. Fui a única presidente da Empresa Júnior da UFBA e quero que isso mude, quero ver mais meninas ocupando esse cargo.

Paes motiva as mulheres e destaca o quanto a mulher é um diferencial na engenharia. “Enquanto muitos vêm o cenário masculino da engenharia como uma barreira, vejo como um desafio, e um diferencial que nós mulheres temos, por ter maior sensibilidade e habilidade de ser multitarefa”. A engenheira também falou do quanto a diversidade agrega no trabalho. “ Diversidade nas equipes amplia o leque de visão e traz mais criatividade para solução de problema, que é fundamental na área”. Afirmou Paes.

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Fonte: Ascom Crea-BA / Bruna Valente

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Neste Dia 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Senge-MG relembra mulheres que, de alguma forma, foram pioneiras na área da Engenharia. Desta maneira, presta homenagem a todas as mulheres que, mesmo com dificuldades, lutam por aquilo que acreditam.

A ONU Mulheres relata que, apesar de a inovação e a tecnologia trazerem oportunidades sem precedentes, as tendências atuais indicam que as lacunas digitais estão se ampliando e que as mulheres estão representadas de maneira insuficiente nos campos da ciência, tecnologia, engenharia, matemática e design. O Senge-MG, através do Coletivo de Mulheres, busca ampliar a participação e o empoderamento feminino, na perspectiva de construir relações de igualdade.

Senge-MG: Por mais representação de mulheres nas áreas tecnológicas

Senge-MG: Por mais representação de mulheres nas áreas tecnológicas

Senge-MG: Por mais representação de mulheres nas áreas tecnológicas

 

Fonte: SENGE-MG

 

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Giucélia Figueiredo destaca aumento da participação das mulheres na engenharia

Foto: Divulgação Crea-PE

A diretora nacional da Mútua – Caixa de Assistência dos CREAs, diretora da FISENGE e ex-presidente do CREA-PB, Giucélia Figueiredo, declarou que o aumento da participação das mulheres nas profissões da engenharia e agronomia é uma realidade. “Muitas mulheres estão ocupando os espaços de decisão, gestão e da representação profissional. Essa afirmação vem da constatação de que, cada vez mais, as mulheres têm optado pelas profissões que, historicamente, tiveram a hegemonia masculina”, acrescentou.

Ainda de acordo com ela, graças à política de cotas e a uma série de ações que permitem o acesso de mulheres nas universidades públicas, é cada vez maior o número de mulheres nas universidades, seja como professoras ou estudantes.

Segundo Giucélia, esse processo se deve ao aumento da consciência política das mulheres e do papel desenvolvido pelas entidades representativas das profissões, como sindicatos, federações, Confea e Mútua que incorporaram nas suas pautas a temática de gênero e a importância da participação das mulheres tanto no processo de sustentabilidade das nossas profissões, como em cargos nas diretorias.

“Outro fato importante é a agenda política dos coletivos de mulheres engenheiras, cuja pauta ultrapassou as questões corporativas, alcançando temas como combate à violência, feminicídio, machismo, defesa da democracia, reforma da previdência e a luta em defesa de uma sociedade justa e igualitária”, pontuou.

 

Fonte: Parlamento PB

 

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O Coletivo de Mulheres engenheiras do Senge-PR convida as mulheres a participarem dos atos marcados para esse dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. No estado, ocorrem protestos em seis cidades: Curitiba, Cascavel, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Guarapuava e Londrina. Dessas, cinco tem as sedes regionais do Senge-PR.

Em Curitiba, o primeiro ato ocorre a partir do meio dia. A noite está marcada uma caminhada pelas ruas do centro da cidade. A concentração ocorre na Praça Santos Andrade, bem pertinho do sindicato, a partir das 18h00.

O mote das manifestações de 2019 é “Mulheres nas ruas em defesa da aposentadoria”. De acordo com as organizadoras, quem está próxima de se aposentar fica preocupada com as mudanças, pois tem medo de ter que trabalhar muitos anos a mais para conseguir a sonhada aposentadoria.

A PEC 6/2019 – Reforma da Previdência – encaminhada à Câmara dos Deputados pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ataca, principalmente as mulheres. De acordo com o texto, elas passariam a se aposentar com 62 anos no regime geral e não mais com 60, como atualmente. Na iniciativa privada, o tempo de contribuição também cresce. Salta de 15 anos para 20 anos.

Em outro tópico da reforma, é previsto que as mulheres contribuam por 40 anos de forma ininterrupta para o INSS e só após isso conseguirão a aposentadoria por tempo integral.

CAMPO E PROFESSORAS

Na aposentadoria rural, o governo também acaba com a possibilidade de as mulheres se aposentarem mais cedo do que os homens. Na regra atual, a diferença é de 5 anos: 55 anos para elas e 60 anos para eles. Com o governo atual, as mulheres só podem se aposentar com 60 anos e após 20 anos de contribuição ininterrupta para a regra geral. O atual modelo prevê 15 anos.

Já a “professora que comprovar, exclusivamente, tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio” só pode se aposentar com 60 anos e após 30 anos de contribuição.

 

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PROGRAMAÇÃO

Curitiba
12h – 1° Ato – Slam das Gurias
16h – Início da concentração para a marcha
16h30 – Atividade com as mulheres indígenas
18h – 2° Ato – Mulheres trabalhadoras contra o desmonte de Direitos
19h – 3° Ato – “Quantas de nós precisarão morrer? Vidas negras importam”
20h – 4° Ato – Mulheres unidas desarmam a opressão. Saída da Praça Santos Andrade, Centro, às 18h00

Cascavel
Dia 8 de março, às 11h
Igreja Matriz – Av. Brasil

Ponta Grossa
Dia 8 de março, às 13h30
Parque Ambiental  – Av. Vicente Machado

Francisco Beltrão
Dia 8 de março, às 9h
Praça central de Francisco Beltrão

Guarapuava
Dia 8 de março, às 9h
Praça 9 de dezembro – Alto da XV

Londrina
Dia 8 de março, às 18h
Concha Acústica – Centro

OUTRAS ATIVIDADES
Até o dia 14 de março, outras atividades serão realizadas dentro de uma Jornada de Lutas Feminista. Atos também serão realizados em Toledo, Apucarana e Foz do Iguaçu.

 
Fonte: Senge-PR

 

 

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No dia internacional da mulher (8/3), o Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Engenheiros no Estado da Paraíba (Senge-PB) promoveu um debate sobre violência contra a mulher. Ministrada pela delegada da mulher, Wládia Holanda, a palestra trouxe dados alarmantes. “Na Paraíba, em 2018, 21 mulheres foram assassinadas, estando o nosso estado no ranking da violência. Os índices são assustadores e debates como este provocam a reflexão e contribuem para ações de prevenção e denúncia”, apontou a engenheira e diretora da Fisenge, Giucelia Figueiredo. Dados da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência do Tribunal de Justiça da Paraíba registram 12 mil processos relativos a violência contra a mulher em tramitação. Em entrevista ao "Portal Correio", a delegada enfatizou a importância de não banalizar a violência contra a mulher: “O primeiro passo é a denúncia para romper esse ciclo que também envolve outras pessoas”, afirmou. A engenheira e coordenadora do Coletivo de Mulheres, Virgínia Barroca, alertou que a violência atinge todas as mulheres, independentemente de classe social. “As engenheiras convivem diariamente com assédios, seja em canteiros de obras ou no mercado de trabalho. Muitas mulheres, quando bem-sucedidas, são agredidas pelo próprio companheiro em casa. Levamos o diálogo para que possamos ajudar a diminuir essa incidência da violência”, disse.

Na Paraíba, engenheiras debatem violência contra a mulher

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Quarta, 07 Março 2018 17:23

8 de março, e as engenheiras?

Por Simone Baía*

Um relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que o Brasil ocupa a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países. Essa semana, o estudo “Monitor da Violência”, uma parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que 12 mulheres são assassinados todos os dias, em média, no país. Foram considerados dados oficiais dos estados de 2017, contabilizando 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios. O 8 de março é uma data para reforçar não apenas a luta por igualdade de direitos e oportunidades, como também o combate à violência contra a mulher. E o que a engenharia tem a ver com o 8 de março?

A engenharia é uma área ainda predominantemente masculina. Dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) apontam que apenas 16% dos profissionais registrados são mulheres. Por outro lado, aumenta o número de mulheres nas universidades, fato que não se reflete na inserção do mercado de trabalho. Desde a universidade, ser mulher na engenharia é um desafio e uma luta. Isso porque as situações de machismo acontecem nas salas de aula, laboratórios, corredores e trabalhos em campo. Infelizmente, ainda é comum professores avaliaram alunas por suas características físicas ou as jovens serem cerceadas de estudos em campo, além das piadinhas entre os colegas que colocam em xeque a nossa capacidade intelectual. Estas são situações que também passamos no mercado de trabalho. A todo momento, precisamos nos afirmar como profissionais competentes, acumulando, inclusive, muitas jornadas de trabalho. No trabalho em campo, é comum ouvirmos dos homens “onde está o engenheiro?”. E sempre temos que responder: “Eu sou a engenheira” ou ainda temos que lidar com a falta de banheiro feminino (situação que persiste em alguns lugares), com a falta de EPI (Equipamento de Proteção Individual) adequado para mulheres e com salários desiguais, mesmo exercendo a mesma função de um colega.
Todos estes enfrentamentos são perpassados pelo combate à violência contra a mulher, uma vez que nenhuma de nós está imune a agressões, sejam elas verbais, emocionais, patrimoniais ou físicas. A violência contra a mulher atinge todas as classes sociais e com o agravante de que mulheres negras são as que mais morrem - 54% de aumento -, segundo o Mapa da Violência de 2015.

Graças às mobilizações de mulheres e à Lei da Maria da Penha, o silêncio tem sido quebrado. O amparo do Estado em situações de violência é fundamental para o combate à violência contra mulheres. Em 2015, foi aprovada a lei 13.140, que qualifica o feminicídio no Código Penal como crime de homicídio. E, mesmo assim, os dados e os casos são estarrecedoras. Precisamos romper com o silêncio e com os preconceitos estruturais que precarizam a vida das mulheres. Em tempos de censura, cerceamento e aprofundamento da lógica neoliberal, urge o debate sobre gênero na sociedade. Isso significa pensar políticas públicas para nós, mulheres, para nossas filhas, nossas mães, nossas irmãs, nossas colegas de trabalho. Somos muitas e estamos em todos os espaços e, para que possamos avançar, é necessário que homens também tomem essa discussão para si. O combate à violência contra a mulher e a luta por igualdade de direitos é uma luta de toda a sociedade.

A nossa luta é todo dia. Nenhuma mulher a menos. Vamos juntas.

Simone Baía é engenheira química e Diretora da Mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)

8 de março, e as engenheiras?

 

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O Brasil é um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma mulher é morta a cada 2 horas por um homem. Para dar destaque ao assunto, vários movimentos sociais encabeçam a campanha “Nem uma menos!”, que nasce da indignação com as frequentes mortes de mulheres no país. Na semana em que comemora-se o Dia da Mulher, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) traz à tona o debate, que não é caso de polícia, mas um problema social, cultural, de saúde, de educação e de machismo.

Presidente do Crea-PB, a agrônoma Giucélia Figueiredo acredita que suscitar a discussão em torno do tema é uma ação de cidadania e lembra que o problema deve ser combatido através de políticas públicas especificas para que a violência seja de fato coibida. “Enquanto a sociedade clama para que essas mulheres não sejam só números de uma estatística assustadora, o Governo Federal, sob uma perspectiva policialesca, tira da Secretaria de Políticas Para Mulheres o status de ministério da pasta, agora subordinada ao Ministério da Justiça. Enquanto isso, os discursos misóginos de parlamentares e políticos conservadores avançaram em todo o país. Isso se confronta com a necessidade de enxergar as políticas para as mulheres de maneira ampla”, alerta Giucélia.

Na Paraíba, a realidade é assustadora. Segundo dados do Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres, o número de violência contra a mulher cresceu 260% no estado entre 2003 e 2013, pulando de 35 para até 140 casos. A esse crime dá-se o nome de feminicídio, termo que passou a ser reconhecido principalmente após a sanção da lei que o tornou uma qualificadora do homicídio, mas ainda é pouco discutido. “Em parceria com a Fisenge [Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros], levantamos esse debate como uma forma de lembrar, neste 8 de março, que as mulheres conquistaram muitos avanços, mas que o direito fundamental, que é a vida, ainda precisa ser assegurado, e é papel da sociedade cobrar do Poder Público políticas que contemplem essa questão, acima de tudo, social”, explica a presidente do Crea-PB.

Giucélia Figueiredo lembra que a lógica patriarcal de que “briga de marido e mulher não se mete a colher” mantém a violência no campo privado, como se eximisse o Estado e a sociedade de sua responsabilidade, mas afirma: a comoção e a sensação de impunidade a cada mulher violentada e morta precisam ser direcionadas para ações que deem sentido à palavra de ordem “Nem uma a Menos”.

Mulheres na Engenharia

Primeira mulher a presidir o Crea da Paraíba, Giucélia, apesar dos desafios, vê com otimismo as transformações alcançadas na sociedade, especialmente na área da Engenharia, vista como predominantemente masculina até então. Ela ressalta que, além de ter aumentado o número de estudantes do sexo feminino nos cursos da área tecnológica, também cresceu o número de mulheres nos espaços de debate e de decisão.

Embora a participação masculina ainda seja muito superior à feminina no setor, esta diferença está cada vez menor. Segundo dados do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, as mulheres continuam minoria na engenharia, mas em 2013 chegaram a 19% dos empregados formais. São 17.875 no total de 92.478. Em 2003, eram 7.829 e representavam 15%. Outro dado significante é a redução da disparidade por gênero. Em 2003, as engenheiras tinham salários que representavam em média 75% dos pagos aos seus colegas do sexo masculino. Em 2013, já obtinham remuneração equivalente a 81%.

A Paraíba acompanha a média nacional, com cerca de 20% dos profissionais ativos no Crea-PB sendo mulheres. Dos 12.419 registrados no Conselho Profissional, 2.538 são mulheres. A área de engenharia civil apresentou o maior aumento nos últimos 10 anos, de 166 engenheiras registradas em 2007 para 1070 profissionais ativas em 2017, um incremento de 85%.

Para a presidente do Crea-PB, os números são animadores e revelam que ocorre hoje uma transformação da Engenharia no Brasil. “Com essas mudanças, surgem espaços que passam a refletir o papel da mulher nas nossas profissões e, principalmente, o papel da mulher engenheira na sociedade”, afirma.

Giucélia Figueiredo cita os Coletivos de Mulheres do Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (Senge-PB) e da Fisenge como expoentes nesse processo. “São espaços democráticos fundamentais, onde as engenheiras debatem e vão à luta por uma série questões que nos envolvem enquanto profissionais e cidadãs. O Senge-PB e a Fisenge têm andado de mãos dadas de forma atuante e comprometida. É preciso ter a compreensão de que nós, mulheres, precisamos assumir esse papel ativo para construirmos a sociedade que queremos”, conclui.

Fonte: Crea-PB

CREA-PB incentiva participação da mulher engenheira em espaços de debate

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No mês de luta da mulher trabalhadora, a história da Engenheira Eugênia aborda uma situação de transfobia cotidiana na vida de pessoas transexuais. O uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero ainda não é um direito respeitado, embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha avançado nas discussões para a regulamentação do direito. “8 de março é data de luta de todas as mulheres, sejam cisgêneras [que se identificam com o gênero para o qual foi designado ao nascer] ou transexuais. Este é um assunto ainda invisível na sociedade, pois muitas pessoas trans são expulsas de casa desde cedo, abandonam os estudos e não conseguem uma colocação no mercado de trabalho. É uma questão de direitos humanos que não pode ficar à margem da sociedade”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía.

Os quadrinhos têm periodicidade mensal. Contribua você também e ajude a divulgar! As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas. A publicação é livre, desde que citada a fonte.

Transfobia é tema de histórias em quadrinhos da Engenheira Eugênia

 

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