Quinta, 04 Outubro 2018 12:20

"Ter um projeto nacional", por Darc Costa

Durante a 75ª SOEA, o engenheiro e ex vice-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Darc Costa, participou do Simpósio SOS Brasil Soberano  “Engenharia e soberania nacional”. Confira a transcrição de sua palestra.

por Darc Costa

"Ter um projeto nacional", por Darc Costa

Foto: Camila Marins

Não houve sintonia, no século XXI, entre os pensadores do Brasil, na hora de definir o que seria um projeto de longo prazo para o país. Faltou uma visão geral, pelo fato de que as ideias destes intelectuais encontram-se encapsuladas dentro dos seus nichos próprios de interesse e estão muitas vezes também presas aos discursos do que se diz politicamente correto, ou a medidas emergenciais. Diferentemente da primeira metade do século passado, os intelectuais pensadores de Brasil não conseguem pensar holisticamente ficando presos a particularismo. Podemos dividi-los em quatro grupos:

Os sociólogos da inclusão, que compreende aqueles que consideram que a principal responsabilidade do Estado é com a inclusão social e regional. Entram aí sociólogos de esquerda, movimentos sociais e toda aquela legião de pensadores que, até recentemente, haviam divulgado que o Brasil estava se transformando em um país relativamente menos injusto. E que não admitem o retrocesso de nenhum direito conquistado;

Os economistas do Estado indutor, que definem uma política de câmbio mais agressiva, com maior desvalorização da nossa moeda, menor rigor fiscal, maior tolerância com a inflação e com a prática de juros mais baixa. Com diferentes ênfases nestas ações, mas, com convergência no ataque aos recentes apelos ao ajuste fiscal, são encontrados nos cursos de economia ligados à Unicamp e à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A Unicamp vai além, defendendo um desenvolvimento social;

Os economistas dos Estado condutor, que também defendem uma política de câmbio mais agressiva, com mais desvalorização do real. São também críticos em relação à política monetária, contra os juros altos, mas entendem ser importante a ação do Banco Central na utilização da taxa de juros para o controle inflacionário, defendendo limites para os gastos públicos, acompanhando a inflação e o crescimento do PIB. Enxergam salários como componente de produtividade e defendem gastos públicos para investimentos, não para despesas correntes. Estão mais presentes na EE-FGV de São Paulo.

Entre os economistas do Estado, tanto aqueles do indutor como os do condutor, existem ainda aqueles que propõem políticas fiscais contra cíclicas – isto é, que sejam restritivas em tempos de crescimento e expansivas em tempos de recessão, mas sem engessar a política fiscal; e

Os desenvolvimentistas, onde se incluem herdeiros das tradições do ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiro) dos anos 50 e dos formuladores dos Planos Nacionais de Desenvolvimento que acreditam que um país só se realiza se dispuser de um projeto nacional. Neste se juntam políticas industriais, diplomacia, defesa, industrialização, uso estratégico do mercado interno, parceria com grupos nacionais, tudo resultando de um planejamento de Estado, coercitivo para o setor estatal e indicativo para o setor privado. Para esses, a questão social vai para segundo plano, como uma espécie de decorrência natural do desenvolvimento industrial. Não por outro motivo, a fase de industrialização brasileira – especialmente no período militar – foi marcada por uma grande concentração de renda.

Nenhum desses grupos, hoje, individualmente, consegue definir um modelo sistêmico de desenvolvimento que possa resultar em um exitoso Projeto Nacional.

Todavia, a partir da década de trinta do século passado, isto foi possível. Industrialização, urbanização e integração do território nacional eram os eixos daquele projeto, acompanhados pela intervenção estatal na economia, toda vez que o setor privado se demonstrasse incapaz de vencer os gargalos que a economia apresentava. Este projeto foi razoavelmente bem sucedido até 1980.

Os quatro grupos nomeados apresentam cada qual sua idiossincrasia e necessitam ou, a visão completa da realidade, ou a readequação à contemporaneidade.

Muitas fórmulas vitoriosas nos 50 anos posteriores a 1930 não seriam mais únicas em um país que encontrou a importância da melhor distribuição de renda como maior fator de construção da cidadania e do mercado interno. Mas, seu macro conceber não deve ser tido como perdido no tempo. A indústria ainda é o motor de desenvolvimento. A urbanização traz consigo menores gastos sociais. A integração do território gera infraestrutura e vice versa. A ação estatal na economia é instrumento central para o desenvolvimento das nações.

Assim sendo, há alguns pressupostos para o desenho de um novo projeto de país, uma espécie de roteiro, que são premissas que se apoiam no passado buscado, inclusive no passado recente, que se refletem no presente e se projetam para o futuro.

O primeiro é que se constitui, ao longo dos últimos anos, uma enorme dívida pública que inviabiliza qualquer ação estatal que necessite de investimentos e que poderia ter êxito na solução dos entraves para promover o desenvolvimento do país;

O segundo é que no século XXI houve uma melhor distribuição de renda, que resultou da aplicação de políticas sociais, possibilitada, também, pela melhor relação de trocas no comercio internacional, que elevou o preço das commodities.

O terceiro é o fato de o país ter integrado ao litoral significativa parcela de seu interior, tendo até deslocado sua capital federal a mais de 1000 Km da costa;

O quarto é que o Brasil conta com uma indústria, ampla e diversificada, a mais completa do Hemisfério Sul e da América Latina;

O quinto é o Brasil ter se transformado em um país urbano. Mais de 84% de sua população vive em aglomerados urbanos e mais de 45% mora em grandes metrópoles;

Analisemos um a um esses pressupostos.

O Brasil possui uma enorme dívida pública

Toda orientação da política econômica recente tem sido no sentido de criar o impossível, ou seja, criar as condições de se honrar a enorme dívida pública, contraída ao longo dos anos e maximizada no último quarto de século. Esta enorme e impagável dívida pública deveria, ao invés de se tornar um impedimento ao exercício da ação estatal, via ajuste fiscal e cortes orçamentários, ser vista como um elemento promotor de investimentos, pela sua ordenada e planejada alocação na atividade produtiva. Esta modificação de enfoque é a chave para o sucesso de qualquer projeto de longo prazo para o Brasil.

Os instrumentos fundamentais para a construção desta enorme dívida pública foram, nos últimos anos, as sucessivas desonerações do capital acompanhadas por uma política econômica que não enfrentou as questões do câmbio apreciado e dos juros escorchantes. Mantem-se um errôneo modelo, em que se deixa liberdade para o capital e que pratica a mais alta taxa de juros para o planeta. A liberdade e os juros atraem capitais voláteis que promovem a apreciação cambial e a perda de competitividade da produção interna.

Por isso, a construção de um projeto nacional exige câmbio competitivo e controlado, uma nova política monetária que traga os juros aos níveis internacionais e a troca da lógica da atração da poupança externa pela enorme poupança interna, que será liberada pela conversão da dívida pública em investimentos.

O Brasil precisa melhorar a distribuição de renda

 A primeira década do século XXI demonstrou que a melhoria na distribuição de renda, através de políticas sociais, pode ser uma peça importante no processo de desenvolvimento do país. Contudo, ela tem de ser permanente e baseada em fatores internos.

A valorização constante do fator trabalho no processo produtivo deve ser buscada através de uma política que valorize o emprego, o salário mínimo e as relações trabalhistas. Este é um instrumento importante de distribuição de renda.

Contudo, o elemento central para a melhoria permanente na distribuição de renda é a construção de um sistema educacional que garanta, no mínimo, uma década e meia de bancos escolares à população e que vocacione a maior parte dos formandos para as ciências naturais e engenharia. A reformulação de currículos, a valorização do magistério, o fomento à pesquisa científica tem de serem pilares neste modelo a ser criado de educação em massa.  Montar uma economia não dependente da mão de obra barata para ser bem-sucedida, exige um novo tipo de trabalhador, um trabalhador educado e com maior renda.

O Brasil precisa integrar seu território

Todo o esforço de construção da infraestrutura do Brasil, do último século, foi incapaz de prover acesso dos meios modernos de logística à metade do território nacional. Isto se deve, entre outros fatores, ao desprezo ao planejamento da ocupação do território, à não priorização de recursos para a infraestrutura e à excessiva prioridade concedida ao modal rodoviário.

A formação da infraestrutura, seja a social, aquela que envolve ações nas áreas de educação, saúde, segurança e saneamento, seja a econômica, vocacionada para energia, transportes e comunicações requerem, necessariamente, planejamento de longo prazo e a elaboração de um plano de ocupação do território, que envolva desde ações de ordenamento territorial até políticas de ocupação fundiária.

Dentre essas ações deve estar presente, com destaque, o planejamento da integração física do Brasil com os demais países da América do Sul e sua inserção mais logisticamente apoiada no comércio mundial.

O Brasil conta com uma indústria

Em síntese, o Brasil conta com uma indústria, mas não é um país industrializado. Um país é industrializado quando sua população participa no uso fruto dos bens produzidos por essa indústria. Grande parcela da população brasileira não tem acesso aos bens industriais produzidos no Brasil. A começar pela sua casa, a casa própria. Temos de continuar industrializando o país.

A industrialização do Brasil feita de forma progressiva e desbalanceada, em ciclos, sendo que o seu último grande movimento se deu faz meio século, provocado pelo segundo PND, no setor de bens de capital e insumos básicos. Isto resulta, hoje, numa indústria que necessita ser modernizada para ser mais competitiva internacionalmente. Além disso, houve permanentemente um incentivo à indústria metalomecânica, em especial ao seu ramo automobilístico, que colocou esta atividade como a determinante na formação do produto industrial. Tem-se de incentivar setores que formam a moderna capacidade industrial de 

um país, quais sejam o eletroeletrônico, o de química fina, o de biotecnologia, dentre outros, de forma a balancear melhor o produto industrial.

Uma das peças centrais de qualquer projeto de industrialização são as vantagens competitivas estáticas do país. E uma dessas principais vantagens, com que conta o Brasil, é o mercado interno, a capacidade de gerar massa crítica, ganhos de escala, para assim permitir a busca do mercado internacional. A essas vantagens cabe agregar outras vantagens comparativas tidas como dinâmicas, que resultam do planejamento, da formação de blocos de capitais e principalmente da ação estruturada do Estado.

O Brasil é um país urbano

Urbanizar vai muito além de se colocar gente nas cidades. Significa construir moradias, mecanismo de suporte como escolas e hospitais, de convivência como praças, de lazer como cinemas e teatros, de segurança como delegacias, fornecer transportes públicos que adequem deslocamentos, e, fundamentalmente, prover infraestrutura social que dê saúde, educação e saneamento básico.

O Brasil colocou gente nas cidades como atestam as favelas, os cortiços e os mocambos. Entretanto, não urbanizou o país. Muito deve ser feito na urbanização do país, de forma a se vencer a imensa desestruturação urbana, que se vê nas cidades e metrópoles do país. Isto requer planejamento urbano e um programa de construção civil de moradias, que se encaixe no conceito moderno de formatação de cidades.

Tem de se dar a saúde um tratamento prioritário nas políticas urbanas valorizando a medicina preventiva e o conceito de médico de família, promovendo-se o conceito de esferas crescentes de especialização nas clinicas e unidades hospitalares.

Parte central de qualquer urbanização é a construção da coesão social. Tem que se estabelecer limites a um grupo que se coloca como humanista, sempre disposto à defesa dos direitos universais individuais, mas que atua deslocada de nossa cultura, copiando padrões comportamentais que dizem ser universais. Esses humanistas atuam no que dizem ser politicamente correto, promovem mudança de costumes, liberalização sexual, igualdade de gêneros, descriminalização das drogas, e um conjunto de medidas que atendem a reclames de minorias e que afeta um público restrito ao seu meio. Mas é necessário fazê-los entender que a democracia é o governo da maioria e que eles têm de ir muito além, endossando todas as medidas que possam promover a massificação dos direitos civis.

Urbanizar vai muito além de deslocar pessoas do campo para a cidade. Urbanizar é dar a essas pessoas emprego, educação, saúde, segurança e uma boa moradia provida de água, esgoto, energia e dos meios modernos de convivência social.

O Brasil no mundo

Todos os pressupostos acima dizem respeito à vertente interna de um projeto nacional. A inserção internacional do país – a conquista do mercado externo, seja política ou econômica – necessita de uma estratégia geopolítica e de um conjunto de ações diplomáticas.

Ações planejadas são necessárias para a conquista de novos mercados, para montagem de grandes parcerias no mundo, para atração de investimentos. Exemplos de ações de bem sucedidas e praticadas recentemente pela nossa diplomacia foram a investida brasileira na África, a constituição do Banco do BRICS e a constituição da UNASUL.

Dispor de um bom aparato dissuasivo de defesa, investir em tecnologia militar, ter uma indústria moderna e diversificada produtora de material bélico, ganhar total autossuficiência energética, já que possui a alimentar, praticar o soft power com vizinhos e países menores, divulgar amplamente nossa cultura, tudo isto faz parte da constituição dessa estratégia que lastreia a vertente externa de um Projeto Nacional.

Concluindo, o Brasil tem como vantagens comparativas estáticas amplas recursos agroindustriais e minerais e um mercado de consumo crescente, além de uma cidadania mais exigente, que vem cobrando políticas nacionais para todos, como na saúde e na educação. Esse deve ser o ponto de partida para identificar as vantagens competitivas dinâmicas, sua priorização, para elaboração de um bem sucedido Projeto Nacional.

* Darc Costa é engenheiro formado pela Pontifícia Universidade Católica/RJ; consultor na área de planejamento, mestre em engenharia de produção pela PUC/RJ, doutor em engenharia de produção pela COPPE/UFRJ, professor convidado do programa de pós-graduação em Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ, em cursos de Estratégia Nacional; vice-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)- 2002/2004; conferencista da Escola de Políticas Públicas e de Governo da UFRJ; membro do Conselho Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES); presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Venezuela no Rio de Janeiro e da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul. Professor visitante no Programa de Economia Política Internacional da UFRJ

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por Camila Marins

Por uma engenharia sem machismo, mulheres organizam campanha

Em mais uma edição da campanha “SOEA Sem Machismo”, homens e mulheres se reuniram em prol de uma luta pelo fim das opressões com adesivos e cartazes. Idealizadora da campanha, a diretora Giucélia Figueiredo contou sobre sua experiência na Paraíba: “Quando fui Secretária de Políticas para Mulheres em João Pessoa, fizemos a campanha ‘Jampa Sem Machismo’ nas praias e na rua. Foi o maior sucesso e dialoga com homens e mulheres”. Imediatamente, a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, abraçou a ideia e formulou ações para dar visibilidade à causa na SOEA. “Estamos em um dos maiores eventos de engenharia do país e pautar o machismo é fundamental, principalmente em uma categoria cuja maioria ainda é de homens. A comunicação tem esse papel pedagógico de promover o combate ao machismo por meio de uma campanha dialógica e bonita”, disse Simone. Além de adesivos “SOEA Sem Machismo”, a campanha contou com cartazes pela ocupação das mulheres nos espaços de poder nas entidades, na política, nos sindicatos, conselhos e associações.

O presidente do Confea, Joel Krüger, destacou a importância da campanha para difundir o respeito às mulheres no meio profissional e na sociedade. “Soea sem machismo é fundamental para igualdade, equilíbrio e uma relação sadia no meio profissional. No Confea, temos um calendário de ações com mulheres, fizemos um painel para discutir o espaço das mulheres e também divulgar a mulher engenheira, para que tenhamos cada vez mais mulheres trabalhando na engenharia e que possam estar em todas as posições nos Creas e no Confea”, incentivou Joel.

O engenheiro civil e presidente do Crea-PR, Ricardo Rocha de Oliveira, destacou que a entidade possui um Comitê de Gênero. “Temos estudado vários incentivos, diagnosticando problemas e verificando empresas e cooperativas com pouca participação de mulheres. Temos feito esse levantamento e palestras para mudar essa realidade”, ilustrou. O engenheiro agrônomo e presidente do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos no Estado no Rio Grande do Norte (SEA-RN), Joseraldo do Vale, ressaltou que esta é uma campanha de mão dupla. “É um despertar para homens abrirem espaço para mulheres e elas terem o despertar para o movimento e assumir papel político nas entidades”, pontuou.

O engenheiro agrônomo, expresidente da Fisenge e presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Carlos Roberto Bittencourt, alertou sobre o baixo percentual de mulheres na categoria e nas direções das entidades. “Embora tenhamos esforço de incluir mulheres nas direções, ainda é baixa a ocupação dos espaços. Temos que nos posicionais e levar para nossos colegas de profissão para não incentivar o machismo dentro da engenharia e na sociedade”, concluiu.

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Eloísa Moraes, Joel Kruger e Simone Baía.                                      

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Giucélia Figueiredo e engenheiras de Maceió.

 

 

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Clovis Nascimento                    

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Joseraldo Medeiros Do Vale

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Federação Nacional das Associações de Engenharia Ambiental e Sanitária (FNEAS) é fundada durante 75ª Soea

O dia 22 de Agosto, na 75ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia em Maceió/AL, foi histórico para os engenheiros e engenheiras que atuam na engenharia ambiental e sanitária, pois 20 entidades de classe aproveitaram a oportunidade para fundar a primeira Federação Nacional das Associações de Engenharia Ambiental e Sanitária, a FNEAS. O movimento de unificação entre as entidades, que deu origem a FNEAS, também busca representatividade no Colégio de Entidades Nacionais – CDEN para fortalecimento do sistema CONFEA – CREA, pautando sobretudo uma agenda nacional das questões profissionais da engenharia ambiental e sanitária.

Com estatuto aprovado em sua assembleia de fundação, a FNEAS mostra que está na vanguarda sobre as questões de gênero, inserindo um inciso de obrigatoriedade de equidade de gênero para composição de sua diretoria executiva. Esta medida objetiva estimular que as associações filiadas à Federação incentivem a formação de lideranças femininas para a presidência de suas entidades trazendo as mulheres para o centro da tomada de decisão em equidade de representação. A Diretoria Executiva Provisória trabalhará pelo período de 3 (três) anos, a contar da data de sua fundação e é composta pelos profissionais: presidente, Renato Muzzolon Jr. (APEAM-PR); vice-presidenta, Thaianna Cardoso (ACESA-SC); secretário-geral, Áquila Levindo (AGEAMB-GO); diretor de Política Profissional, Giuliano Battisti (APEA-ES); diretor administrativo e financeiro, Elizene Sarmento (AEASPA-PA); diretor de Relações Institucionais, Luiz Henrique (ACEAMB-SC); diretor social, Rodolfo Alves (AEAMB-PE).

A cerimônia de fundação foi prestigiada pelo Presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o engenheiro civil Joel Krüger, e pelo Vice-presidente da Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), o engenheiro Fernando Santos, que juntos enfatizaram a importância nacional e internacional da engenharia ambiental e sanitária para o desenvolvimento sustentável global.

O passo dado pelas entidades representa o amadurecimento de anos de discussão sobre a unidade da profissão. Hoje, questões de saneamento e meio ambiente são vistas como indissociáveis e esse entendimento traz enormes avanços para a engenharia e seu exercício no Brasil.

 

Fonte: Senge-BA

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Mais de 3 mil profissionais e estudantes se despedem da capital alagoana, onde, nesta sexta-feira (24/8), encerrou-se a 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia

Reconstrução do Brasil: Carta de Maceió marca posicionamentoA cerimônia de encerramento da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, na noite da sexta-feira (24) lotou o auditório principal do Centro de Convenções Ruth Cardoso, na capital alagoana. Como acontece todos os anos, a solenidade teve início com a leitura do documento final do evento: a Carta de Maceió, assinada pelo colegiado das entidades nacionais que integram o Sistema Confea/Crea.

A Carta, cuja leitura na solenidade foi acompanhada atentamente pelo público, destaca o “deliberado desmonte da economia nacional e do patrimônio público” e defende que “é necessário que o Brasil preserve a Democracia e reencontre o seu destino”.

Leia a carta na íntegra

Realizada “em tempos marcados por enormes incertezas e pelo retrocesso generalizado” – como coloca a Carta de Maceió –, a 75ª Soea reuniu, durante cinco dias, perto de três mil profissionais da área tecnológica nacional, entre engenheiros, agrônomos, meteorologistas, geólogos e geógrafos e proporcionou radiografias das áreas em que atuam, permitiu a troca de experiências e de soluções para questões comuns. A edição de 2019 da Semana será realizada em Palmas (TO).

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Reconstrução do Brasil: Carta de Maceió marca posicionamento

Coordenador do Cden, Wilson Lang fez a leitura da Carta de Maceió

Em seu discurso de encerramento, o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, afirmou que o momento era de agradecimentos, e iniciou uma lista que alcançou do anfitrião, Fernando Dacal, presidente do Crea-AL, aos funcionários do regional e do Confea, passando por conselheiros federais e regionais, inspetores, diretoria da Mútua, presidentes de Creas,  Colégio de Entidades Nacionais, Crea-Jr, e até os homenageados com as honrarias do Sistema Confea/Crea  e Mútua, sem esquecer das Comissões do Mérito, e das organizadoras do Contecc e da Semana, que já planejam as edições de 2019.

Reconstrução do Brasil: Carta de Maceió marca posicionamento

Presidente do Confea, Joel Krüger

O anfitrião da 75ª Soea, presidente do Crea-AL, eng. civ. Fernando Dacal, demonstrou satisfação ao encerrar aquela que chamou de “a melhor Soea da história”, e se dirigiu ao presidente do Crea-TO, eng. civ. Marcelo Maia, próximo anfitrião da Semana: “o presidente do Crea-PA, eng. agr. Elias Lima [anfitrião da Soea de 2017], me disse ‘vou te ajudar a fazer a maior Soea da história’. E agora, Marcelo, eu é que vou te ajudar a fazer a maior Soea da história, como Lima me ajudou”, exclamou, arrancando aplausos da plateia.

Reconstrução do Brasil: Carta de Maceió marca posicionamento

Presidente do Crea-AL, Fernando Dacal

Após a leitura da Carta, feita pelo coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, eng. Civ. Wilson Lang, a presidente da União Pan-Americana das Associações de Engenheiros (Upadi, na sigla em espanhol), a boliviana eng. civ. Teresa Dalenz, destacou o sucesso da 75ª Soea, tanto de público, quanto pelo nível dos debates e palestras. “Só o Brasil consegue reunir tantos profissionais. O Brasil é um país importante para a União Pan-Americana”, disse Dalenz, em espanhol.

Reconstrução do Brasil: Carta de Maceió marca posicionamento

Presidente da Upadi, Teresa Dalenz

O coordenador do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua, eng. agr. Francisco Almeida, por sua vez, frisou que “Alagoas mostrou a sua competência, resiliência e capacidade ao enfrentar todos os desafios, rumo ao sucesso da Soea”. De acordo com o coordenador, é com essas características que os engenheiros “serão os protagonistas da mudança no Brasil”.

Em seguida, a tradição foi mantida: o presidente do Crea anfitrião, Fernando Dacal, entregou a bandeira oficial da Soea ao presidente do Crea que hospedará o evento no ano seguinte – no caso, o presidente do Crea-TO. Com direito a berrante ecoando pelo teatro Gustavo Leite, a solenidade foi marcada ainda por apresentações culturais e por um vídeo em que a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, apresenta a próxima cidade a receber a Soea.

Reconstrução do Brasil: Carta de Maceió marca posicionamento

Coordenador do Colégio de Presidentes, Francisco Almeida

 

VEJA COMO FOI A PASSAGEM DA BANDEIRA AO CREA-TO

 

FONTE: Equipe de Comunicação da 75ª Soea

Texto: Beatriz Craveiro (Confea), Brunno Falcão (Crea-GO), Maria Helena de Carvalho (Confea) e Rafael Valentim (Crea-AM)

Edição: Beatriz Craveiro (Confea)

Revisão: Lidiane Barbosa

Fotos: Art Imagem Fotografia

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Cerimônia reuniu centenas de participantes no último dia da 75ª Soea

Público na solenidade de posse

O quarto e último dia da 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) teve agenda reservada à posse solene da Diretoria Executiva da Mútua (Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea). Eleitos para o triênio 2018-2021, os cinco membros tomaram posse durante a 3ª sessão plenária extraordinária realizada pelo Confea, no dia 24, com a presença de centenas de profissionais do Sistema que lotaram o auditório principal do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió (AL).

Estarão à frente da instituição o eng. civ. Paulo Roberto de Queiroz Guimarães (SP), a eng. agr. Giucélia Araújo de Figueiredo (PB), o eng. civ. Jorge Roberto Silveira (SE), o eng. agr. e de seg. do trab. Cláudio Pereira Calheiros (AL) e o eng. civ. e de seg. do trab. Juares Samaniego (MT). Os novos diretores foram eleitos pelo Colégio de Presidentes e pelo plenário do Confea, em Brasília, e serão responsáveis pela instituição que, há 41 anos, gerencia e oferece benefícios sociais, reembolsáveis e prestações assistenciais.

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Agradecimentos e compromissos marcam discursos de posse da diretoria da Mútua em Maceió

Com mandato de 25 de agosto de 2018 a 24 de agosto de 2021, as lideranças têm em seus planos de trabalho os seguintes objetivos gerais em comum: o aumento do número de associados, aperfeiçoamento da oferta dos planos de saúde, promoção de maior integração com os Creas e o Confea, fomento a programas de qualificação e reinserção dos profissionais do mercado de trabalho, apoio a iniciativas que visem a melhorias dos sistemas de fiscalização dos Regionais e ampliação da comunicação e a divulgação da Mútua.

 Agradecimentos e compromisso

Reeleito, o diretor-presidente Paulo Guimarães agradeceu as lideranças e profissionais pela confiança. “Com orgulho, assumo o segundo mandato e prometo honrar cada voto recebido. E sabendo que foi o último ato, como conselheiro federal, do meu querido amigo José Chacon de Assis, minha responsabilidade aumenta ainda mais”, disse demonstrando reconhecimento ao voto recebido do conselheiro falecido em 3 de julho passado e homenageado na 75ª Soea.

Depois de agradecer o trabalho dos ex-diretores, Guimarães depositou confiança na nova gestão. “Tenho certeza de que o novo time também será vitorioso, pois os programas convergem para o mesmo foco: dar atendimento prioritário aos profissionais da área tecnológica que mais necessitam do nosso apoio. Temos muito trabalho e uma grande missão.”

Já o diretor de Tecnologia Cláudio Calheiros manifestou emoção por estar voltando à Mútua e principalmente por poder iniciar os trabalhos, com a solenidade de posse, em sua “linda e querida Maceió”. Ao público, Calheiros garantiu levar adiante os projetos de sucesso da diretoria anterior. “Faremos um trabalho de continuidade para fortalecer a instituição, por meio do trabalho em conjunto e democrático com o Sistema”, garantiu o engenheiro agrônomo alagoano que retorna à instituição após integrar a diretoria entre 2009 e 2015.

Estreante na diretoria da Mútua, o engenheiro civil e de segurança do trabalho Juares Samaniego rendeu agradecimentos aos que o conduziram ao cargo de diretor Financeiro, demonstrando comprometimento com a nova meta. “Posso prometer dedicação, trabalho e compromisso.”

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Giucélia Figueiredo

O papel atuante da mulher foi ponto alto do pronunciamento da diretora administrativa Giucélia Figueiredo. “Obrigada aos que acreditaram em minha candidatura e em minhas propostas e compreenderam a necessidade de ter a presença feminina na diretoria. Isso representa uma quebra de paradigma”, enfatizou a engenheira agrônoma que também estreia na liderança da Mútua e será a segunda mulher a ocupar o cargo de diretora. “Fato esse que muito me honra e remete a uma grande responsabilidade de representar o protagonismo da mulher no Sistema”, vibrou.

Reconduzido ao segundo mandato, o engenheiro civil Jorge Silveira reconheceu o apoio daqueles que o elegeram em 2018. “Recebi o incentivo dos presidentes de Creas para novamente me candidatar a continuar o trabalho na Mútua. A promessa para os três anos é de muitos projetos inovadores e compromisso de sempre se lembrar dos profissionais”, afirmou o diretor de Benefícios.

Despedida

Antes da cerimônia de posse, foi prestada homenagem aos diretores que concluíram o mandato 2015-2018. Receberam certificados de serviços prestados ao Sistema Confea/Crea e Mútua e troféu comemorativo de agradecimento pelos três anos de gestão: o diretor de Benefícios, eng. civ. Jorge Roberto Silveira; diretor Financeiro, eng. civ. Gerson de Almeida Taguatinga; diretor Administrativo, eng. civ. mec. de seg. do trab. Júlio Fialkoski, e o diretor de Tecnologia, eng. civ. Marcelo Morais.

Representando os diretores que se despedem da Mútua, Júlio Fialkoski demonstrou gratidão pela trajetória vivenciada na Mútua. “A hora da partida é a hora do agradecimento, especialmente, por ter tido a oportunidade de avançar com os trabalhos na instituição.”

Aos novos dirigentes, fez votos de sucesso e deixou uma recomendação: “A Mútua é muito grande e precisa ser maior, levando aos profissionais mais benefícios necessários para realizar seus trabalhos”.

Ao encerrar a sessão plenária, o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, reconheceu a parceria dos diretores que concluíram o mandato e parabenizou os recém-empossados sinalizando que os trabalhos desenvolvidos pelo Confea serão em conjunto com a Mútua: “Estaremos juntos pelos interesses maiores do Sistema e das profissões”.

Participaram da solenidade o presidente do Crea-AL, eng. civ. Fernando Dacal; o coordenador do Colégio de Presidentes, eng. agr. Francisco de Almeida; o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, eng. civ. Wilson Lang; e o representante das coordenadorias das Câmaras Especializadas, eng. eletric. e de seg. do trab. Jovanilson Freitas.

 

FONTE: Equipe de Comunicação da 75ª Soea

Reportagem: Julianna Curado (Confea)

Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)

Fotos: Art Imagem Fotografias

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Debate mobilizou profissionais e especialistas no terceiro dia da Soea

Simpósio SOS Brasil Soberano debate protagonismo da engenharia na questão da soberania

Clovis Nascimento - Presidente da Fisenge

O Simpósio SOS Brasil Soberano com o tema “Engenharia e Soberania Nacional” levantou o papel de protagonismo que o setor precisa ter para impulsionar o desenvolvimento no País durante a 75ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea).

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Presidente do Confea, Joel Krüger assumiu o compromisso pela reconstrução do Brasil

No debate, o compromisso de reconstrução do Brasil foi assumido pelo presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger. “Quando falamos de soberania, pensamos em ciência e inovação. Somos Conselho de tecnologia e, por isso, precisamos estar na vanguarda e tirar o Brasil dessa posição em que temos nossas empresas atacadas. Não estamos mais omissos, o Confea já se manifestou contra a privatização da Eletrobras e a MP do Saneamento [MP 844/2018], por exemplo.”

Reconhecendo a relevância da temática Engenharia e Soberania Nacional para qualificação da Soea, o presidente finalizou seu discurso relembrando a fala de abertura da Semana Oficial. “Somos Sistema, somos Brasil, somos América do Sul”, disse incentivando o público a não ter vergonha de sua origem e a batalhar por um projeto de nação pautado em debate técnico e posicionamento claro. “Vamos ser protagonistas e juntar nossas forças para que a soberania seja defendida”, completou o eng. civ. Krüger.

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Projeto de Nação

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Simpósio SOS Brasil Soberano debate protagonismo da engenharia na questão da soberaniaEngenheiro Darc Costa destacou a importância de um projeto para o Brasil

O Simpósio, que foi mediado pela engenheira Giucélia Figueiredo, teve a participação do engenheiro Darc Costa e do economista Luiz Antonio Elias. Para Darc, é fundamental que o Brasil construa um projeto de longo prazo. “A elite intelectual não tem consenso sobre qual projeto deve ser feito, por isso inexiste. Mas o Brasil é um grande país e precisa de um projeto que mobilize a sociedade. A engenharia é o espaço onde se constrói o País”, afirmou o engenheiro, que foi vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2002 e 2004.

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Economista Luiz Antonio Elias ressaltou o novo cenário geopolítico

Durante a discussão o ex-secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia Luiz Antonio, destacou que é necessário levar em conta o novo cenário geopolítico, principalmente dos últimos dois anos. “Vivemos um ponto crítico na política e na economia. Precisamos retomar o projeto de nação; o mundo moveu-se, criou políticas públicas para temas importantes e críticos, e o Brasil está atrasado neste processo”, ressaltou. “Precisamos discutir de novo a grade de formação dos engenheiros diante das novas tecnologias e, de forma mais avançada, as políticas voltadas para ciência e tecnologia nas quais o papel da engenharia é fundamental”, completou.

O ex-governador de Alagoas, o hoje deputado federal Ronaldo Lessa concordou que os engenheiros precisam assumir o protagonismo e destacou o papel dos profissionais no cenário político. “Precisamos interferir mais. Qual o projeto de Brasil que a gente quer? A engenharia é, acima de tudo, resolver problemas. É transformar e construir qualidade de vida”, ressaltou. “Além deste debate, é fundamental que se inclua no congresso a questão econômica por qual passa o País”, completou o diretor da Mútua, engenheiro Marcelo Morais.

Já o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, destacou a importância do debate na Semana Oficial. “Enquanto o mundo inteiro pulsa engenharia, pulsa a ciência, pulsa a tecnologia, o Brasil está congelando isso. Precisamos discutir, aprofundar para que a engenharia compreenda a situação”, afirmou. Presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos pediu que os profissionais participem do projeto de construir um novo País. “Nosso alcance é pouco, mas qualquer esforço no sentido de salvar a nação é um esforço que vale a pena. A engenharia só se dá em cima de um projeto de construção de nação. Temos que pensar no exercício da profissão de engenheiro colado a um projeto de construção de nação com mais igualdade e soberania”, finalizou.

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Ronaldo Lessa, Joel Krüger e Clovis Nascimento participaram do lançamento do livro ao fim do simpósio

O evento reuniu profissionais da engenharia e especialistas no terceiro dia Soea, que está sendo realizada em Maceió (AL) até esta sexta-feira (24). No fim do simpósio, foram lançados o livro “O mercado de trabalho formal dos profissionais de engenharia” e as cartilhas “Crise dos combustíveis: entenda a política de preços do setor” e “Estágio na engenharia: perguntas e respostas”.

 

Fonte: Equipe de Comunicação da 75ª Soea

Reportagem: Julianna Curado (Confea) e Rafael Valentim (Crea-AM)

Edição:  Fernanda Pimentel (Confea)

Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)

Fotos: Art Imagem Fotografia

 

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A emoção dos familiares, dos conselheiros federais e de todo o público presente ao auditório máster do Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió, marcou a homenagem ao conselheiro federal José Chacon de Assis, durante a cerimônia de abertura da Soea. “Vítima da insanidade do trânsito”, no último dia 3 de julho, conforme lembrou o vice-presidente do Confea, eng. eletric. Edson Delgado, Chacon foi homenageado de pé por todos os presentes. Esse momento da cerimônia também reverenciou a memória do vice-presidente do Crea-RS, eng. mec. e eng. seg. trab. Paulo Deni Farias, falecido no último dia 16.

Emoção marca homenagem a José Chacon de Assis

Esposa e filhas de Chacon com Joel Krugër

Após o recebimento de uma placa e do certificado em reverência a sua brilhante atuação como conselheiro federal, sua filha, Clarice Chacon, a exemplo do que faria também o conselheiro Edson Delgado, em seguida, lembrou os principais momentos da trajetória profissional e da atuação de Chacon no Sistema Confea/Crea: do Crea-RJ ao Confea, onde seu breve mandato foi marcado por seu posicionamento firme em defesa da soberania do país. Clarice esteve acompanhada da irmã Denise e de sua mãe, Sílvia Chacon.

Clarice Chacon

Clarice Chacon

“Ele ofereceu uma contribuição cristalina ao Sistema Confea/Crea”, comentou, ao início de seu emocionado depoimento. Desde a campanha para a sua primeira eleição à frente do Crea-RJ, com o slogan, “o Crea a serviço da sociedade”, que marcou gestões voltadas aos municípios e ao estado. Clarice lembrou ainda sua liderança diante de momentos delicados do Rio de Janeiro e do Sistema: desabamento do edifício Palace II; derramamento de óleo na Baía da Guanabara; prédio-sede do Conselho; constituição do Estado do Rio de Janeiro e, mais recentemente, a luta contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos – Cedae e da Eletrobras, onde chegou a representar o Confea em uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

Edson Delgado

Edson Delgado

Ao representar seus pares, Edson Delgado lembrou a importante contribuição de José Chacon de Assis como conselheiro federal. “É até difícil de acreditar que Chacon esteve conosco, mais diretamente, como conselheiro federal, apenas desde o início do ano, diante de sua atuação tão profícua, em comissões diversas, em tão pouco tempo”.  Ao final de sua saudação, Delgado fez uma analogia entre a perda de Chacon e a de um jovem assassinado em São Paulo há uma semana, Robert Henrique Araújo Braga. “Robert sonhava em ser engenheiro. Já o nosso querido amigo Chacon sonhava com um País onde a engenharia pudesse torná-lo maior, mais soberano e mais digno de seus habitantes”.

 

Fonte: Equipe de Comunicação da 75ª Soea

Matéria: Henrique Nunes (Confea)

Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)

Fotos: ART IMAGEM Fotografia

 

 

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No dia 23/08, a Fisenge lançará na 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), em Maceió (AL), após o Simpósio SOS Brasil Soberano, as cartilhas “Estágio na engenharia: perguntas e respostas”, “Crise dos combustíveis: entenda a política de preços do setor” e o livro “O mercado de trabalho formal dos profissionais de engenharia”. Os lançamentos ocorrerão no Teatro Gustavo Leite, às 14h.

Fisenge lançará cartilhas e livro na 75ª SOEA

Confirme presença no evento https://bit.ly/2vQiUQF e participe!

 

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Confira a agenda de participação da Fisenge na 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA), que acontecerá entre os dias 21 e 24 de agosto, em Maceió (AL).

Confira a agenda de participação da Fisenge na 75ª SOEA

 
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