Quarta, 12 Junho 2019 15:04

Relatório da previdência deve ser entregue nesta quinta, mas sem prazo de votação

Entrega do texto ocorre um dia antes da greve geral.

Sindicatos podem manter cobrança de mensalidades de filiados, determina Justiça

Foto: EBC

O relatório da reforma da previdência na comissão especial pode frustrar os planos do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM). Ele previu que a entrega do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) ocorra no dia 13 de junho, um dia antes da greve geral, e dois dias antes do prazo final. No entanto, o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), acredita que a votação não ocorra na comissão antes do feriado de Corpus Christis. A esse calendário se somou a iniciativa da oposição de travar as votações até que o ministro da Justiça Sérgio Moro peça ou seja afastado do cargo.

De acordo com o calendário projetado por Maia, a entrega do relatório deve ocorrer na quinta-feira (13). Samuel Moreira (PSDB-SP) teve que analisar 227 emendas parlamentares ao projeto original. Entre elas, emendas no PDT e do PL que praticamente substituem completamente a PEC 6/2019. Antes da entrega está prevista uma reunião do relator com governadores no dia 11 e com líderes partidários na quarta 12. O impasse se dá na possibilidade de estados e municipios ficarem de fora do projeto original.

Por outro lado, mesmo com a entrega do relatório, a votação pode ser atrasada na comissão. Para  Marcelo Ramos (PL-AM), o feriado de Corpus Christi e as festas juninas podem adiar a votação. Ele também comenta a falta de votos governistas. “O governo tem 52 votos do PSL e acho que 8 do Novo. Tirando isso, o governo não tem mais nenhum voto”, comentou à Agência Câmara.

Outro impecilho a essa votação está a crise relacionada ao ministro da Justiça Sérgio Moro, que teria interferido na condução de processos da Lava Jato, conforme revelou o site The Intercept. A oposição promete obstruir as votações e paralisar o congresso até que Moro seja afastado, como reporta a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

“Os partidos de oposição estão reunidos agora para discutir como vamos proceder em relação às revelações do The Intercept, que são muito graves e precisam ser investigadas. Não há precedente para as violações divulgadas”, alarmou a petista.

Greve geral
Diversos sindicatos do Paraná estão convocando seus filiados para aprovar a participação na greve geral do dia 14 de junho contra a reforma da previdência. Assembleias foram realizadas e muitas entidades já optaram pela paralisação. É o caso da APP-Sindicato, que decidiu pela greve no dia 14 contra a reforma e em defesa da data-base. O Senge-PR também aprovou a participação na greve geral, representando estatutários e celetistas. Clique aqui para ver

 
Fonte: Senge-PR