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Terça, 23 Dezembro 2008 00:00

Entidades repudiam violência policial contra trabalhadores

Inúmeras entidades e cidadãos já se pronunciam em apoio à moção de repúdio à ação violenta da polícia, durante manifestações contra a 10ª Rodada de Licitação do Petróleo, no Rio.

No dia 18, por volta de meio-dia, a desastrosa ação da PM e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro deixou cerca de 50 pessoas feridas. Para assinar, mande um e-mail para a Agência Petroleira de Notícias: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email.

A Fisenge e seus Senges filiados são solidários às lutas pela soberania nacional e repudia publicamente a atitude truculenta da polícia carioca. Polícia esta que nada mais é do que o resultado de uma política de segurança desastrosa do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Não é esta polícia que queremos! O que presenciamos na última semana foi algo muito semelhante ao que vivemos nas décadas de 60 e 70, durante a ditadura militar. Não podemos baixar a cabeça! A luta deve continuar! Estamos juntos em defesa da soberania nacional e do petróleo.

Dentre as primeiras organizações que manifestaram sua indignação com a violência policial contra os movimentos sociais estão o Diretório Central dos Estudantes da UFF, da UnB, da UFAL, o Núcleo de Educação da Ação da Cidadania, o Comitê de Luta contra o Neoliberalismo, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a União da Juventude Comunista (UJC), o Partido Comunista Marxista-Leninista Brasil, o Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais Juventude 5 de Julho, Continental Bolivariana-Capítulo Brasil, o Portal da Vida e a Comunidade de Jesus (ambos em Feira de Santana), a Rede Brasileira de Ecossocialistas, Conlutas-GO, Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Assembléia Popular-RJ, o Sindicato dos Ferroviários do Rio Grande do Norte, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, Rede Jubileu Sul.

Muitos cidadãos também reivindicaram sua assinatura na moção, deixando mensagens. Subscrevemos alguns trechos. O estudante Bruno Cesar destaca que “quando a violência substitui a política, está dado o caminho para a ditadura” e repudia a agressão do estado aos movimentos sociais. O sociólogo Maurício Fabião diz que “a forma como a ANP "dialoga" com a sociedade civil é inaceitável”. O servidor público Expedito Carneiro Mendonça, pergunta: “Até quando vamos nos sujeitar a tanta violência? Que os responsáveis por mais esse ato bárbaro contra a luta organizada do movimento social de massas no país sejam identificados e exemplarmente punidos!”

As manifestações de solidariedade às vítimas da violência policial chegam de todas as parte. De Lisboa, Portugal, a socióloga Camila Lamarão, fez questão de subscrever a moção. Do Brasil, chegam apoios de religiosos, como a Irmã Beth, economistas, como Thomaz Ferreira Jensen, advogados, como Américo Gomes de Almeida, de historiadores como a professora Virgínia Fonte – citamos por estarem entre os primeiros a se manifestar, de uma lista que não para de crescer. Como Eduardo Camilo Terra dos Santos, que disponibilizou o texto da moção em seu blog (azulmarinhocompequi.blogspot.com):

“Meu pai é petroleiro. Faço questão de estar junto nessa luta” – ficam aqui os primeiros registros. A luta pelo direito de expressão, de manifestação e em defesa da soberania nacional é permanente. É feito não só com os setores organizados desse país mas também com cada cidadão e cidadã consciente e participativo.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias