O primeiro compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia” foi lançado, no dia 6/9, durante abertura o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge). A publicação reúne a trajetória da personagem protagonista, Engenheira Eugênia, em histórias em quadrinhos, divulgadas desde 2013 e idealizadas pelo Coletivo de Mulheres da Fisenge. “Queremos nossas histórias, nossa memória e nossas lutas nos meios de comunicação. Queremos o nosso protagonismo”, disse a diretora da Mulheres da Fisenge Simone Baia. A iniciativa tem o objetivo de afirmar a importância da organização da classe trabalhadora e, principalmente, promover empoderamento, pertencimento e visibilidade dos direitos das mulheres. Em novembro de 2016, o projeto Engenheira Eugênia ganhou o 1º lugar, na categoria cidadã em comunicação sindical, do Prêmio de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). A Fisenge recebeu uma estatueta inspirada no “Cilindro de Ciro” e um prêmio de R$ 10 mil. O compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia reúne histórias em quadrinhos, publicadas em quatro anos, sobre questões de gênero, mundo do trabalho e combate às opressões. 

 

A Engenheira Eugênia, uma mulher de 40 anos com 15 de trabalho, recém-divorciada, dois filhos, uma adolescente de 15 anos e um menino de 9 anos.

 

 

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Lançado o primeiro livro de quadrinhos da Engenheira Eugênia

 

 

 

Lançado o primeiro livro de quadrinhos da Engenheira Eugênia

 
 
 
 
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O Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará, no dia 6/9, o primeiro Compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”, que reúne a trajetória da personagem protagonista das histórias em quadrinhos, publicadas desde 2013  pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). O livro tem como objetivo afirmar a importância da organização das trabalhadoras e dos trabalhadores e do empoderamento das mulheres. O lançamento acontecerá durante o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), em Curitiba (PR).

“A iniciativa tem o caráter pedagógico de mostrar situações de assédio e violências, não apenas nas questões da engenharia, como em toda a sociedade. As histórias são pontes de diálogo entre as pautas identitárias e as pautas históricas como o combate à LGBTfobia, racismo, etarismo, machismo, e também sobre o combate às privatizações, o desmonte do Estado brasileiro e os ataques à engenharia nacional”, declarou a diretora da mulher da Fisenge e engenheira química, Simone Baía. 

Em novembro de 2016, o projeto Engenheira Eugênia ganhou o 1º lugar, na categoria cidadã em comunicação sindical, do Prêmio de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). A Fisenge recebeu uma estatueta inspirada no “Cilindro de Ciro” e um prêmio de R$ 10 mil.

“A Fisenge investe na comunicação sindical como um dos pilares estratégicos de sua organização. Nós, mulheres, nos apropriamos das novas formas de comunicação para pautar questões de gênero e de toda a sociedade e, principalmente, promover empoderamento, pertencimento e visibilidade dos direitos das mulheres e o avanço da luta de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores”, disse a diretora Simone Baía.

Coletivo de Mulheres da Fisenge lançará compêndio “Histórias da Engenheira Eugênia”

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Brigas em redes sociais, em grupos de famílias e nos lares são comuns envolvendo questões sobre machismo e outras formas de opressão. Na casa da engenheira Eugênia não é diferente. Seu irmão desqualifica a atuação política de mulheres parlamentares. E a primeira a questionar esse comportamento é sua filha pré-adolescente. “O machismo deve ser combatido em todos os espaços e também nos espaços de convivência coletiva em família. Assim, teremos filhas e filhos comprometidos com um mundo melhor orientado pela igualdade e generosidade”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química Simone Baía. 

Engenheira Eugênia combate machismo na família

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Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

O Coletivo de Mulheres da Fisenge realizou, na última sexta-feira (22/7), o lançamento da primeira animação do projeto Engenheira Eugênia. "Lei é para ser cumprida" fala da importância do Salário Mínimo Profissional (Lei nº 4.950-A), que completou 50 anos em 2016, e do fortalecimento dos sindicatos como organizações em defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores. Com auditório cheio, a Fisenge recebeu sindicalistas, militantes de movimentos sociais e entusistas do projeto para o debate "Novas narrativas na luta pelos direitos das mulheres", mediado pela engenheira Simone Baía, diretora da mulher da federação, e com a participação de Claudia Santiago Giannotti, coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação, e Sonia Latgè, da União Brasileira de Mulheres. As fotos são de Adriana Medeiros.

 

O FORTALECIMENTO DA IMPRENSA SINDICAL NA REDEMOCRATIZAÇÃO

Para Claudia Santiago, jornalista e historiadora, a produção da imprensa sindical na redemocratização foi essencial para que as organizações de trabalhadores pudessem se fortalecer e trazer novas ideias em comunicação. "Vivíamos um momento de efervescência política, que era a luta contra a ditadura, e que se traduzia numa forte imprensa alternativa, de bairro, comunitária. Na abertura política, no entanto, nos encantamos com os jornais, principalmente a Folha de S. Paulo... um jornal da burguesia", analisa ela. Segundo Claudia, enquanto, nesta época, todas as outras imprensas alternativas enfraqueceram, a imprensa sindical resistiu e se desenvolveu. "A imprensa sindical resistiu e acompanhou esse processo, cresceu, amadureceu, floresceu e deu frutos, e hoje tem até uma 'Engenheira Eugênia'! Foi a imprensa sindical que fez o enfrentamento quando todas as outras imprensas alternativas enfraqueceram no Brasil. A imprensa sindical reagiu sozinha ao massacre neoliberal, porque a imprensa alternativa já havia se desmontado", afirmou. "Vocês estão renovando a comunicação. Eu não abro mão do jornal de papel, da entrega do jornal pessoalmente, por exemplo. Mas, em uma área como a Engenharia, em que são poucos os lugares em que muitos engenheiros e engenheiras trabalham juntos, esse trabalho se torna mais difícil", disse Claudia. Reconhecer essas especificidades e apostar em novas linguagens é uma decisão acertada. "Se não fossem os jovens que me cercam, eu não saberia me comunicar hoje. É preciso aprender com a juventude e acreditar nela", disse Claudia. 

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NAS LUTAS SINDICAIS

Sonia Latgè falou sobre o papel das mulheres dentro das organizações sindicais, destacando também a necessidade de levar a comunicação para as bases. "Na época da ditadura, nós organizávamos as mulheres dentro dos banheiros femininos da Light. Nós íamos onde elas estavam. Fazíamos assembleia, com ata e tudo, lá dentro. E é nesse exemplo, de levar para as bases, que a Eugênia ganha vida. Vocês estão investindo em cultura, uma das coisas que mais tocam o ser humano", afirmou. 

Um dos pontos tratados tanto pelas convidadas quanto questionada pela plateia foi a paridade de gênero nas direções sindicais. Virgínia Berriel, da CUT Nacional, lembrou que a central sindical aprovou a paridade em sua diretoria, e que o desafio de fazer valer essa política está sendo enfrentado de forma a levar formação e qualidade para a luta das trabalhadoras. Para Sonia Latgé, muitas vezes há uma preocupação com a "qualidade" dessas novas dirigentes, mas é preciso lembrar que a formação política continuada deve estar presente no dia a dia do movimento sindical. "A CUT acabou de aprovar a paridade de gênero em sua diretoria, mas isso representa mesmo isonomia? Ocupação efetiva de responsabilidades, orçamentos iguais para todas as diretorias? São questões que estão postas para gente, e que vamos construir juntos, homens e mulheres, se tivermos consciência de essa é uma construção a partir da perspectiva de classe. Qualidade se constrói. Ninguém nasceu 'dirigente'. Não tenho dúvida de que a paridade deve ser conquistada. Apostem nos 50%: as mulheres serão muito melhores do que vocês poderiam imaginar", disse ela.

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

 

MULHERES, HOMENS E NOVAS NARRATIVAS DE LUTA

- Simone Baía, engenheira e diretora da mulher da Fisenge: "Falar do Coletivo de Mulheres da Fisenge é falar de luta. Na Engenharia, enfrentamos o assédio moral e sexual, a reprodução do machismo entre as mulheres, na falta de direitos (como banheiros nas obras), na desqualificação do trabalho, entre outros desafios. Nos sindicatos, precisamos de acolhimento, de espaços menos hostis. Receber as mulheres, ouvir suas ideias. Precisamos de políticas para mulheres nos acordos coletivos também".

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

 

- Jô Portilho, Sindicato dos Bancários: "Atividades que se propõem a discutir questões de gênero não têm qualquer coerência se forem apenas no 'clube da Luluzinha", só entre mulheres. A presença dos homens é fundamental e mostra maturidade deles. Mostra também que a Eugênia não é considerada por eles como uma atividade só do coletivo de mulheres. E eu espero que a Fisenge, que tem capacidade para discutir os grandes problemas nacionais, também consiga discutir os grandes problemas familiares, como a terceirização dentro da família, muitas vezes maquiada mesmo entre nós, sindicalistas".

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

 

- Clecio Santos, engenheiro recém-formado e ex-coordenador do Senge Estudante da Bahia: "Existe uma cultura muito machista nas universidades. Ainda temos uma educação muito sexista e misógina". Sem mudar a educação, as dificuldades na inserção e no respeito às mulheres continuam.

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

 

- Carlos Antônio de Magalhães (Magal), engenheiro e presidente do Senge-SE. "A dificuldade de participação das mulheres nos espaços políticos é cultural. Nada é feito de repente. A Eugênia contribui nessa evolução, assim como as mulheres que já estão nos sindicatos".

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

 

- Virgínia Berriel, da CUT Nacional: "A Eugênia tem aberto um espaço muito importante no movimento sindical. É uma linguagem que fala com os jovens, e atinge mais mulheres e homens. Vivemos dias de guerra e de dor, com um governo ilegítimo. E dias de ataque, o maior deles contra a presidenta Dilma. Ousar com as tirinhas, com as novas narrativas, e levar para os sindicatos, é muito importante".

 

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

 

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Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

 

Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres

SOBRE A ENGENHEIRA EUGÊNIA

Criadas em 2013, as histórias em quadrinhos da Eugênia procuram, em linguagem simples e ilustrada, trazer discussões atuais que envolvem o cotidiano de trabalhadoras e trabalhadores. Eugênia representa uma das muitas faces das mulheres engenheiras: prestes a completar 40 anos, sendo 15 de profissão, ela é negra, recém-divorciada e mãe de dois filhos. Está sempre atenta para dialogar sobre questões como a defesa dos direitos humanos e trabalhistas, respeito à diversidade e igualdade de gênero. As tirinhas mensais também pautam discussões que vão além do ambiente de trabalho, envolvendo sindicatos, movimentos sociais, família e amigos.

O formato em animação é uma aposta do Coletivo de Mulheres da Fisenge para diversificar e levar o trabalho para mais pessoas. A produção da animação foi feita pelo Estúdio Zota, do Espírito Santo, e as ilustrações são do artista Pater. Curta, compartilhe e faça sugestões para novas histórias! O email da Eugênia é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

"Lei é para ser cumprida": assista à animação no Youtube

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Confira as tirinhas da Engenheira Eugênia

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Os tempos são difíceis para a sociedade brasileira. A engenheira Eugênia enfrenta dentro de sua empresa um plano de sucateamento, precarização e terceirização. “A atual conjuntura nacional apresenta um cenário de retrocessos na conquista de direitos, que irá atingir diretamente as mulheres e os grupos historicamente oprimidos. É fundamental o fortalecimento dos movimentos sindical e social”, afirmou a diretora da mulher, Simone Baía. Nesta edição, os diretores e acionistas planejam o desmonte da empresa pública e articulam pela retirada de direitos trabalhistas.

Engenheira Eugênia luta contra retrocesso nos direitos trabalhistas

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Eugênia, a engenheira: Mulheres lutam por ampliação na licença-paternidade

Divisão das responsabilidades familiares e ampliação da licença-paternidade são os temas da tirinha da Engenheira Eugênia desse mês. Recém-aprovado no Senado, o projeto que amplia a licença-paternidade de 5 para 20 dias aguarda a sanção presidência. Os cuidados nos primeiros meses da criança, hoje no Brasil, ficam sob a responsabilidade da mulher. “A maternidade é um momento fundamental para a vida das famílias, que precisa ser compartilhada. Precisamos debater profundamente o campo privado em termos de políticas públicas. Muitos países já avançaram, como a Suécia, onde os casais têm direito a 480 dias de licença-parental”, afirmou a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía. A Suécia tem um dos menores índices de desigualdade de gênero do mundo, segundo uma classificação do Fórum Econômico Mundial. O país está na quarta posição entre os cinco melhores países - o Brasil aparece apenas em 85º lugar na lista de 145 nações.


Os quadrinhos têm periodicidade mensal. Contribua você também e ajude a divulgar! As contribuições poderão ser enviadas diretamente para o e-mail da engenheira Eugênia: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Será mantido total sigilo de fonte de todos os depoimentos e de todas as histórias enviadas. A publicação é livre, desde que citada a fonte.

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No dia dos namorados (12/6), a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lança uma história em quadrinhos sobre o Estatuto da Família, que tramita no Congresso Nacional. De acordo com a propositura, "define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes". Atenta a esse projeto, a engenheira Eugênia, na história, dialoga com seu colega José sobre a importância da mobilização pelo respeito à diversidade. "Esta tirinha em quadrinhos tem o objetivo de alertar sobre o retrocesso desse projeto, que atinge casais homoafetivos e a diversidade das famílias. Além disso, o PL promove uma perigosa institucionalização do preconceito e da opressão", disse a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía.  

Número 27/Maio 2015 - Engenheira Eugênia debate sobre o Estatuto da Família

Publicado em Quadrinhos da Eugênia