A beleza da mata de araucária preservada em Faxinal do Céu permeou o II Encontro do Senge Jovem Paraná, realizado nos dia 22 e 23 de julho, naquela comunidade do município de Pinhão, região Centro-sul do estado. Foram cerca de 90 participantes, de 20 diferentes instituições de ensino, públicas e privadas, de Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

Há alguns quilômetros do local do evento está a Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz, localizada no rio Iguaçu, a 5 km da jusante da foz do rio Areia. Construída pela Copel nos anos 1970, é a maior usina da Copel, com capacidade de 1.676 MW de potência. A visita àquela grande obra de engenharia de quase 50 anos foi a primeira atividade da programação do encontro, na manhã de sábado.

Com tema “Engenharia para construir um novo Brasil”, o encontro contemplou um amplo debate sobre o papel da engenharia para a superação da crise, além de passar por reflexões acerca de ensino, pesquisa e extensão, precarização do mercado de trabalho para a categoria, atraso tecnológico em países periféricos, realidade das mulheres na engenharia, e os impactos das reformas para os jovens profissionais.

Na abertura do período de palestras do encontro, o presidente do Senge, Carlos Bittencourt, enfatizou a intenção do sindicato ao investir na relação com os estudantes. “Queremos que vocês saibam que existe conheçam de perto o sindicato, para quebrar possíveis preconceitos que se formam pelo que é divulgado pela mídia comercial”.

A marca atualizada de associados ao Senge Jovem é de 2671 estudante, sendo 40,36% mulheres e 59,64% homens. “O Senge Jovem do Paraná serve do modelo para outros sindicatos de engenheiros e de outras categorias. Estar aqui em mais um grande encontro nos enche de orgulho e comprova que estamos no caminho certo, ao apostarmos no fortalecimento constante dessa iniciativa”, frisou Bittencourt.

Cícero Martins, diretor financeiro do Senge-PR, partir de uma retrospectiva histórica para chegar à análise da conjuntura atual do Brasil. Na avaliação do engenheiro Civil, apesar das contradições presentes nos governos Lula e Dilma, do Partido dos Trabalhadores, o Brasil viveu um período de forte desenvolvimento nacional, com a reconstrução de setores da indústria, elevação real do salário mínimos, com consequente elevação do salário dos engenheiros. “Porem, não se conseguiu avançar para promover reformas estruturantes, como do sistema político, tributária, urbana, agrária, das telecomunicações. Mesmo quando os governos Lula e Dilma tiveram índices de aprovação para fazer mudança mais profundas, não fizeram”, pondera.

Com o que classificou como “golpe parlamentar, jurídico e midiático” de 2016, que levou à saída da presidente Dilma Housseff e entrada de Michel Temer (PMDB), Martins chama a atenção para o desmantelamento da indústria nacional, sem que, de fato, se combata a corrupção.

“O vivemos agora são reformas conservadoras e antinacionais. É um Brasil de joelhos às portas da 4ª revolução industrial. Precisamos do resgate da democracia, novas eleições e um projeto popular e soberano para o país”, assegura.

Gabriela Caramuru, mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Tecnologia pela Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), falou sobre a chaga do atraso tecnológico nos países periféricos. Segundo a pesquisadora, entre as marcas das economias dependentes, com a do Brasil, está a superexploração do trabalho, baixos salários, jornadas de trabalhos elevadas e maior intensificação do trabalho. Para um plateia de estudantes, apontou o estágio como uma das formas recorrentes de superexploração da mão de obra estudantil, em detrimento do profissional já formado.

Nestas circunstância de trabalho explorado e condições precárias de subsistência para a maior parte dos trabalhadores, ela reforça o peso da dívida pública brasileira no orçamento da União: cerca de 50% do PIB nacional vão para pagamento de serviços e juros da dívida. Com esta sangria nos cofres públicos, os investimentos no desenvolvimento e nos serviços à população ficam na metade do que poderiam significar.

De acordo com a pesquisadora, há um abismo de produção de conhecimento que seja autônomo e que consiga uma competição no mercado internacional. “E não existe qualquer cresça de que os países centrais queiram fazer superar essa dependência, pois é essa dependência que garante mercados”.

“Cerca 90% das pesquisas de desenvolvimento tecnológico do mundo são feitas por pesquisa pública, que podemos dizer que é furtado por empresas privadas”. Como exemplo disso, cita os casos em que empresas privadas se beneficiam da produção científica produzida por estudantes bolsistas, com professores e estrutura das universidades públicas. A lógica capitalista torna o avanço tecnológico não socializado e barrado pelas patentes. “Ou paga, ou não produz”, sintetiza. “As patentes atrasam por si só o conhecimento do mundo. Eu imagino uma política de fim das patentes mesmo dentro do capitalismo”, projeta.

A reflexão sobre dependência tecnológica permeou a palestra seguinte sobre pesquisa, ensino e extensão, ministrada pelo professor da UFPR José Ricardo Vargas de Faria, diretor do Senge-PR e doutor pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro – IPPUR/UFRJ. A partir de dados dos últimos anos, o professor aponta um crescimento maior dos cursos de engenharia, se comparado à média dos demais cursos. A área ocupa 18% dos cursos das instituições públicas. Uma realidade recente é o avanço da modalidade de ensino à distância: são 73 mil vagas no EAD, 10% do total do número de vagas presenciais, que são cerca de 600 mil.

A criação e interiorização de universidades federais durante dos governos PT, com incentivo à abertura de cursos de engenharia, contribuiu para este cenário. Uma norma do Ministério da Educação obrigou as instituições federais a terem no mínimo cinco cursos e, para a criação de novos, deveria ser cumprido o critério de serem da área de licenciatura ou engenharia.

Se o acesso à formação acadêmica em engenharia aumentou, a questão apresentada pelo professor é a qual finalidade a profissão tem servido. “Para quem e para que os cursos de engenharia estão formando? Se o engenheiro é um solucionador de problemas, a minha pergunta é: quem formula o problema? Quem diz o que é um problema. Isso não está na nossa formação. Nos dão um problema, nós temos que resolvê-lo”, problematiza.

Faria questiona a aplicação prática da estrutura curricular dos cursos, e percebe uma dificuldade de que os próprios engenheiros incidam sobre os rumos do uso da engenharia: “Os conteúdos políticos de aplicação da engenharia normalmente são definidos por instância à parte, por exemplo a economia, pelas empresas, pelo mercado de trabalho, governos. Ficam de fora os problemas relacionados ao desenvolvimento nacional e a superação das desigualdades”, questiona.

Mary Stela Bischof, engenheira agrônoma e diretora do Senge-PR, falou sobre os desafios das mulheres na engenharia e no sindicato. Formada pela UFPR nos anos 1980, conta ter vivido o período de efervescência de alternativas de agricultura. Entre as experiências, participou da criação do Grupo de Estudos da Agricultura Ecológica – GEAE. A agrônoma tem mais de 30 anos de carreira no Emater e é especialista em desenvolvimento Rural, Agricultura Biológico-Biodinâmica e Administração Pública. A militância pelos direitos da mulheres permeou sua trajetória profissional e atualmente é integrante do Coletivo de Mulheres da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Finsege), e mobiliza o coletivo das engenheiras do Senge-PR.

A agrônoma frisou o avanço da participação das engenheiras na nova diretoria do Sindicato: a atual gestão tem 29% mulheres, num total de 23 engenheiras na direção estadual. Das sete regionais do Senge-PR, duas têm presidência de mulheres – Ponta Grossa e Campo Mourão. O percentual ganha força quando comparado aos 12% de engenheiras associadas ao sindicato e aos 19% de mulheres engenheiras no Paraná.

“Também precisamos comemorar as duas mulheres que são vice-presidentes dos seus Senge, em outros estados brasileiros. Temos que valorizar essas conquistas”, no entanto, ela ressalta haver ainda situações em que as mulheres assumem cargos e não são reconhecidas e, muitas vezes, acabam se afastando do sindicato. Como proposta a todos os participantes, Mary Stela sugeriu que sempre haja o esforço de tentar perceber os motivos pelos quais as mulheres se afastam e se, por exemplo, existem um ambiente voltado somente ao acolhimentos dos homens.

A agrônoma chama a atenção para a sobrecarga que recai sobre as mulheres que assumem cargos de gestão e direção, por haver maior cobrança e exigência: “A melhor coisa que tem é fazer gestão compartilhada, partilhar as decisões, faz com que todas avancem junto e temos menos sobrecarga.

O impacto das reformas do governo Michel Temer na vida dos jovens esteve no centro da palestra ministrada por Ramon Bentivenha, especialista em Direito Constitucional, com ênfase no Serviço Público, integrante dos coletivos Direitos Pra Todxs e do Advogados pela Democracia.

Para o advogado, a reforma do ensino médio trará mudanças significativas no perfil do engenheiro do futuro, uma vez que a mudança da matriz curricular abstrai os conteúdos mais críticos. Bentivenha prevê profissionais com mais dificuldade de enfrentar as questão já apresentadas por outros palestrantes, acerca do papel da engenharia e sobre a necessidade de uma atuação preocupa em responder aos problemas estruturais do Brasil.

O cenário de crise econômica tem sido usado pelas campanhas publicitárias do governo como cortina de fumaça para o principal e menos controlado gasto do Estado brasileiro nas últimas décadas: a Dívida Pública.

Enquanto a Previdência significa gasto de 19,13%, saúde 3,16% e educação 3,26%, o ralo da Dívida sugará 50,66% do PIB em 2017, segundo previsão do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI).

“Isso não está sendo discutido pelo Congresso ou apresentado pelo governo. Basicamente o que se discute são os gastos sociais, mas fica de fora o maior gasto, que é com a Dívida Pública”, questiona Bentivenha. Justamente esta fatia do gasto público é a única que ficou de fora da PEC 55, do congelamento dos gastos públicos, aprovada em novembro de 2016 e que deve vigorar por 20 anos. O advogado reforma a necessidade da realização de uma auditoria da dívida. “Ninguém quer ser caloteiro, mas sim saber quanto é o justo a ser pago”, pondera.

A reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em julho trará impactos diretos aos futuros engenheiros, pelo aumento da precarização das formas de contrato, piores salários, maior carga horário de trabalho, menor garantir de efetivação do piso da categoria. Conquistadas após intensas lutas anteriores, as previsões da CLT de 75 anos atrás hoje têm sido caracterizadas pelos defensores da reforma trabalhista e previdenciária como ultrapassadas. Ramon Bentivenha apresenta dados para refutar o rótulo dado à CLT: dos 821 artigos vigentes, 406 foram alterados ao longo dos anos – cerca de 49%. O maior número de alterações ocorreu em 1967, durante a ditadura militar, quando 180 quesitos mudaram. Mas, história da CLT, a reforma trabalhista recentemente é a maior já ocorrida.

Em síntese, o advogado classifica as reformas promovidas pelo governo Temer como uma “redução substancial do papel do Estado, com uma verdadeira de refundação do Estado brasileiro, que alteram profundamente a Constituição Federal”.

O relato do engenheiro civil Luiz Calhau, também diretor do Senge-PR, exemplificou o cenário apresentado pelo advogado Bentivenha. Mestrando da UFPR e com a atuação em planejamento de transporte urbano, Calhou falou da prática da “pejotização” na engenharia. “O patrão chegar e te da duas opções: ou eu assino a sua carteira de trabalho e te dar um salário menor, contratado como técnico, assistente ou analista. Ou eu te pago mais se você abrir uma empresa e você vai ser um prestador de serviço, um parceiro da empresa”.

Na prática, os custos com impostos e contador ficam a cargo do empregado. Além disso, o engenheiro vê neste tipo de contratação a aplicação do trabalho intermitente (agora aprovado na reforma trabalhista), que permite pagamento por hora, com jornada móvel e sem vínculo empregatício. Ao final do cumprimento de um trabalho, o contratante simplesmente dispensa o profissional, sem pagamento de rescisão.

Debates com grupos menos e sobre temas mais específicos foram realizados no momento das oficinas. Os assuntos abordados foram: agroecologia, orgânicos e agricultura familiar; oratória; comunicação; economia e engenharia; e política e formação sindical.

Ao final do encontro, os estudantes aprovaram uma nota em defesa da Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila), e a Carta Victor Romano “Salles” Pereira Lourenço, que presta uma homenagem ao jovem estudante de engenharia elétrica, vice-presidente do Diretório Acadêmico do curso e integrante do Senge Jovem desde julho de 2016, falecido no dia 11 de março de 2017.

Confira o documento da íntegra:

Carta Victor Romano “Salles” Pereira Lourenço*

Nos dias 22 e 23 de julho de 2017 foi realizado em Faxinal do Céu o II Encontro Estadual do Senge Jovem Paraná, onde foi debatido o papel da engenharia no processo de desenvolvimento do Brasil e da conjuntura política atual.

O objetivo desta carta é sintetizar o que foi discutido no encontro e elaborar um manifesto dos estudantes de engenharia do Paraná frente à situação da formação tecnológica e social dos jovens engenheiros, o retrocesso nos direitos trabalhistas e da previdência e a precarização do trabalho em geral promovida por um governo ilegítimo fruto de um golpe. O que reforça a necessidade de insistirmos no caminho democrático, para solucionar os problemas que hoje afligem a população brasileira.

Há um projeto de precarização da engenharia em curso, tanto pelas reformas quanto pela economia de mercado internacional, através do desmonte das empresas públicas e também do controle das políticas implementadas pelo governo federal por agentes financeiros externos, condicionando o Brasil a um papel subalterno dentro da geopolítica mundial.

Isso tem reflexos diretos no desenvolvimento da nação e da engenharia nacional, tanto no mercado de trabalho que se encontra precarizado quanto no ensino, pesquisa e extensão.

A organização dos jovens engenheiros se faz não somente urgente pela atual conjuntura, mas também necessária para a construção de uma resistência sólida aos ataques à engenharia e à soberania do povo brasileiro.

No que tange ao desmonte e precarização do ensino no país, deve-se defender a autonomia e diversidade da Universidade Federal de Integração Latino Americana-UNILA, um projeto concebido para a integração dos povos latino-americanos através do desenvolvimento humano, tecnológico, social e econômico, proporcionando elos de irmandade e cooperação entre as nações que a compõe. A UNILA tem hoje chances reais de ser desmembrada para a criação de uma universidade exclusivamente brasileira, em um ato político claramente xenófobo e de desintegração regional. Especificamente na área da engenharia, a UNILA contribui com o engrandecimento da função social da engenharia e oferecendo curso de alto nível. A UNILA resistirá com apoio do Senge Jovem em favor do marco na emancipação da integração latino-americana, historicamente sujeita aos interesses longínquos e de poucos, que apenas nos últimos anos passou revisto e que agora é novamente colocado em cheque.

No contexto estadual deve-se resistir aos ataques do governo do estado às universidades públicas do Paraná, como por exemplo a política de gestão de funcionários conhecida como meta 4, uma medida de arbitrária que visa cortar recursos do ensino superior público no estado. As universidades vêm sendo pressionadas a aderir a meta 4 sob ameaças de serem fechadas caso não venham a aderir as diretrizes de corte orçamentário impostas pelo governo Richa.

Deve-se consolidar o espaço do Senge Jovem dentro das universidades com ações afirmativas e com a disputa de espaços de representação. Formar e disputar a comunicação do Senge Jovem nas redes sociais e nas mídias convencionais, no intuito de capacitar os agentes regionais nas ferramentas de comunicação e otimizar o processo de publicação de ações promovidas pelo Senge Jovem.

A pauta das mulheres, negros e LGBTs nas engenharias e no mercado de trabalho, deve ser incluída nos trabalhos do Senge Jovem, no intuito de democratizar cada vez mais os espaços de discussão e de consolidar uma engenharia inclusiva e sem opressões e desigualdades de qualquer natureza.

Em síntese, firma-se essa carta, elaborada e aprovada pelos estudantes de engenharia do Paraná, pela valorização da engenharia nacional, em defesa da nossa soberania e pela quebra de paradigmas das engenharias, pautando uma engenharia democrática, empoderada e popular, na perspectiva de construção de um projeto nacional, que avance na consolidação de uma sociedade plural e para todos e todas.

*Victor, ou Sales, como era conhecido pelos amigos, era vice-presidente do Diretório Acadêmico de engenharia elétrica da UFPR, e participou do Senge Jovem desde julho de 2016, mas faleceu no dia 11 de março de 2017. Deixamos aqui nossa homenagem a ele.

Faxinal do Céu, 23 de julho de 2017

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O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE-PR), por meio da Regional de Foz do Iguaçu, vem a público se somar às manifestações da sociedade iguaçuense, paranaense, nacional e latino-americana, em defesa da Universidade Nacional de Integração Latino Americana (UNILA), sob ameaça da espúria proposta de Emenda Aditiva à Medida Provisória 785.

A UNILA é um projeto concebido para a integração dos povos latino-americanos, através do Desenvolvimento Humano, Tecnológico, Científico, Social e Econômico, num ambiente fértil para cultivo do conhecimento, aproveitando a belíssima riqueza multicultural, proporcionando com esse intercâmbio, os elos de irmandade e cooperação entre as nações. Estabelece, respeitando a soberania dos povos, um novo marco na emancipação deste Continente, historicamente sujeito aos interesses longínquos e de poucos, desde 1492.

Nas questões locais, a UNILA localizada estrategicamente na região tri-nacional, dinamiza a economia e torna Foz do Iguaçu um polo referencial que atrai Professores, Mestres, Doutores, na produção do conhecimento, cujo valor é imensurável.

Especificamente na área de Engenharia, a UNILA contribui com o engrandecimento dessa função social, oferecendo cursos de alto nível, resultando na formação de acadêmicos que futuramente dignificarão a profissão. E ainda, entendemos que ao se tornar um projeto educacional de sucesso, com o mesmo esmero e dedicação, os profissionais formados nas áreas de Ciências Humanas e Biomédicas serão tão exitosos como na área de Ciências Exatas. A extinção desse ambiente merece nosso repúdio.

Portanto, nos colocamos ao lado de todos que se dedicaram e se dedicam à construção desse projeto fraterno e desenvolvimentista. E também manifestamos nossa total solidariedade aos empregados, alunos, professores, e a toda comunidade universitária, que saberá lutar e resistir, para manutenção desse espaço, que merece apoio ao invés de ataques vis como este colocado através da tal Emenda.

Pela Integração, Soberania e Irmandade dos povos latino-americanos;

Pelo Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e do Conhecimento;

Pelo Desenvolvimento Local e Regional;

Pela UNILA!

Foz do Iguaçu, 20 de julho de 2017

Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE-PR) – Regional Foz do Iguaçu

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Ao longo desta semana, na quarta, quinta e sexta-feira, o Senge irá até as sete unidades da Sanepar recolher as procurações da ação pelo pagamento dos 13%, decorrentes da implantação do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR) de 2012, do enquadramento decorrente do concurso de 2004 e do complemento salarial dos que ainda o recebem.

No dia e hora marcados, basta o engenheiro ir até a recepção da unidade da empresa e deixar a procuração com o funcionário do Senge, que estará no local.

Confira logo abaixo o cronograma com dia, horário e tempo de permanência do funcionário em cada unidade.

>> Clique aqui e baixe o modelo de procuração em PDF.

Cronograma

Quarta-feira, 19 de julho

- SEDE SANEPAR, Rua Engenheiro Rebouças 1376 | Horário: das 14h às 14h30

- USHG, Rua Francisco Nunes, 160 | Horário: das 14h45 às 15h15

- USMA, Rua Francisco Nunes, 2055, e demais unidades do mesmo endereço | Horário: das 15h45 às 16h15

Quinta-feira, 20 de julho

- TARUMÃ, Rua Engenheiro Antônio Batista Ribas, 151 | Horário: das 9h30 às 10h.

- USPD, Rua Marechal Deodoro, 3081, e demais unidades do mesmo endereço | Horário: das 10h20 às 10h50.

- URCTN, Jovino do Rosário, 194 | Horário: das 11h20 às 11h50.

Sexta-feira, 21 de julho

- URCTS, Rua Pedro Nogas, 25 | Horário: das 10h às 10h30.

- Lais Peretti, Avenida João Gualberto, 1259 | No caso destas unidades, os engenheiros deverão entregar para a diretora do Senge Angela Doubek, no 9º andar, até o dia 21 de julho, sexta-feira.

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Em assembleias realizadas na noite desta segunda-feira (26), o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) aprovou adesão à greve geral marcada para esta sexta-feira, 30 de junho. As assembleias ocorreram em Curitiba e nas sete regionais – Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Campo Mourão e Sudoeste. O apoio à paralisação foi definido por 60 votos favoráveis, 12 contrários, e uma abstenção.

A greve deste dia 30 tem como pautas centrais o posicionamento contrário às reformas trabalhista e previdenciária, que tramitam de maneira acelerada no Congresso Federal. Propostas pelo executivo federal, as propostas desmontam as condições de trabalho e de aposentadoria dos trabalhadores.

Para além de todos os retrocessos imposto a todos os trabalhadores, os engenheiros ainda correm o risco de perder direitos históricos da categoria como aposentadoria especial e até mesmo o Salário Mínimo Profissional (SMP).

>> Veja a análise de especialistas sobre a reforma trabalhista e a reforma da previdência.

Para o presidente do Senge, Carlos Roberto Bittencourt, o esforço de unidade de várias centrais sindicais em âmbito nacional, e de sindicatos de diferentes categorias e entidades já tem gerado resultados, mas é preciso que a mobilizações crescem ainda mais. “Não há outra forma de barrar essa avalanche de retrocessos. Precisamos tomar as ruas, em unidade com as demais categorias de trabalhadores”.

Em breve divulgarem informações sobre as mobilizações marcada em Curitiba e em outras cidades do Paraná.

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O acordo do Programa de Participação nos Lucros e Resultados 2017/18 pode ter mais dois indicadores. A proposta de alteração dos critérios de meta para o acordo foi apresentado pela empresa na reunião quadrimestral com o Senge e demais sindicatos, realizada nesta terça-feira (20) e quarta-feira (21).

Na reunião, o Senge foi representado pelo vice-presidente e engenheiro da Copel, Leandro Grassmann. Os pontos a serem incluídos como itens seis e sete dos critérios são os indicadores coletivos de continuidade DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), pelos quais a estatal é avaliado pela Aneel.

A justificativa para a inclusão dos itens no PLR, segundo a Copel, se dá pelo acirramento da agência reguladora nas avaliações de tais indicadores para todas as empresas do setor, sob penalidade de perda da concessão.

Conforme aponta a ata da reunião das entidades com a Copel, os sindicatos questionaram a empresa sobre a inclusão dos indicadores na proposta. A Copel esclareceu que os indicadores DEC/FEC representam um dos maiores desafios da Copel Distribuição, e que podem levar à perda da concessão em caso de descumprimento.

Pelo histórico apresentado pela empresa nos últimos anos, os índices apresentados estão próximos aos limites traçados pela Aneel, chegando a ultrapassar a barreira indicada pela agência em alguns anos. Segundo dados da Aneel, em 2014 e 2015 o DEC apurado na Copel foi acima do estipulado em cerca de dois pontos.

Com isso, de acordo com a empresa, é importante que todos os funcionários, além de trabalharem para o atingimento destas metas, monitorem e sintam-se responsáveis pela fiscalização e cumprimento dos indicadores. A estatal aponta ainda que “as multas são a soma de todas as compensações que foram pagas para os consumidores quando extrapolamos a meta de falta de energia, sendo que o DEC e FEC por si só não geram multas”.

Apos a argumentação e pressão das entidades, ficou definido que os novos indicadores terão peso reduzido neste primeiro ano, e pela proposta para o PLR de 2017/18 assumiriam participação de 5% ambos. No quadro final, os indicadores seguiriam os seguintes pesos: ISQP-Estar entre classificadas 20%; Rentabilidade do Patrimônio Líquido PLR 15%; MPSO/ROL 15%; Disponibilidade do Parque Gerador 20%; SCM4 Garantia de velocidade instantânea 20%; DEC 5% e FEC 5%.

A proposta com as alterações dos indicadores e demais questões será enviada para avaliação do Conselho de Controle das Empresas Estaduais (CCEE) e posteriormente posto à votação dos trabalhadores da estatal. Clique aqui e baixe a íntegra da ata da reunião desta quarta-feira (21), em que foram debatidas questões sobre política e pesquisa salarial, sistema otimizador, sobreaviso e reflexo DSR e Fundação Copel. Aqui, você tem acesso à íntegra da ata da reunião de terça-feira (20), em que foram debatidas as questões do PLR.

 

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Vídeo registra os principais momentos do evento que marcou o início da gestão 2017/20 da direção estadual do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR). Mais de 300 pessoas, entre representantes de 70 entidades, sindicatos, movimentos sociais, órgãos públicos, participaram da posse da nova diretoria do Sindicato, em evento realizado em Curitiba no dia 1.º de junho.

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No dia 8 de junho, uma notícia do jornal Valor Econômico acendeu um sinal de alerta para o risco de venda de ações da Copel. Segundo a reportagem, a empresas paranaense avança na oferta de ações com a intenção de captar R$ 4 bilhões. De acordo com informações divulgadas pela empresa, as dívidas da Copel somam R$ 2,7 bilhões.

Em nota divulgada pela empresa no mesmo dia, é apresentado o ofício do Superintendente da bolsa de valores BOVESPA, Nelson Barroso Ortega, em que afirma não ter identificado informações sobre possível venda no “Sistema Empresas.NET”, por meio do qual a Copel deve noticiar este tipo de movimentação de interesse de mercado, conforme obrigações junto à Bolsa de Valores.

No entanto, a nota termina com a confirmação de que a empresa “avalia” fazer uma oferta de ações para “otimização de caixa”. O que leva a crer que parte da informação divulgada pelo Valor é procedente. O documento é assinado pelo Diretor de Relações com Investidores da empresa, Adriano Rudek de Moura.

Uma possível venda de ações direta da empresa ao mercado, nos moldes usualmente usados por empresas privadas (IPO) também deve ser monitorada de perto. Caso ocorra, é importante que a proporção de ações que o governo do Paraná detém permaneça acima dos 50% do total, sob pena de perda do controle acionário majoritário da companhia.

O governo do Paraná já tem caminho livre para a venda de ações das mais importantes empresas públicas do estado. No segundo semestre do ano passado, o governo Beto Richa contou com apoio da maioria na Assembleia Legislativa e aprovou a lei que autoriza que o executivo estadual vende ações ordinárias da Copel e da Sanepar. O Senge Paraná, em conjunto com outras entidades representativas de trabalhadores de diversas categorias profissionais, posicionou-se contrário ao Projeto de Lei. No caso da Sanepar, já houve venda de ações. No caso da Copel, o Estado detém 58,62% das ações ordinárias.

A partir das esparsas informações divulgadas até agora, não é possível saber qual a pretensão do governo ao cogitar a venda de ações, e qual seria a destinação total do recurso levantado. O cenário de crise financeira tem sido utilizado como justificativa para o avanço da privatização das empresas e dos recursos públicos brasileiros. E não é diferente no Paraná.

Manifestamos nossa preocupação com esta sinalização para a venda de ações da empresa, pelo risco que pode significar ao controle acionário do poder público. Reafirmamos nossa posição em defesa da Copel voltada para os interesses da população paranaense e com controle majoritário nas mãos do Estado.

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“Hoje é um desafio muito grande ser mulher em um sindicato, sobretudo da engenharia, área predominantemente masculina. Mas esse espaço deve ser ocupado, e isso vem por meio da luta”, afirma a nova diretora geral da Regional de Campo Mourão, engenheira agrônoma Losani Perotti. A defesa marca a posição da primeira engenheira a assumir a diretoria regional, empossada durante cerimônia do Senge nesta quarta-feira (7). Veja as fotos do evento no Facebook do Senge.

“No dia a dia, na luta no mercado de trabalho, temos que ficar provando que somos capazes de fazer nosso trabalho com qualidade e eficácia. Essa é uma luta diária, que se soma às outras batalhas com as jornadas triplas ou múltiplas, administrando a casa, a saúde da família e muito mais. Por muitas vezes diante dessas circunstâncias acabamos não assumindo esses espaços em nossas comunidades, no nosso sindicato. Mas digo que é fundamental que a gente ocupe esses espaços, para que sejamos protagonistas desta história”, afirma Losani. Veja abaixo a mensagem da diretora da regional sobre os desafios do próximo triênio.

Para o presidente do Senge, engenheiro agrônomo Carlos Roberto Bittencourt, a formação da diretoria estadual e das regionais nesta gestão que se inicia é uma marca histórica na luta pelo aumento da participação das mulheres nos espaços de poderes. “Essa diretoria estadual que assume o Senge no próximo triênio é a que tem maior presença de engenheiras. Elas são 29% da composição da nova direção. Nas regionais, a participação também aumenta, como aqui em Campo Mourão, que passa a ter como diretora da regional a guerreira companheira Losani. E que não ficará sozinha, mas também terá como colega de luta no sindicato a engenheira Márcia Laino, que entra agora na atual gestão, com uma forte história de militância na Associação dos Engenheiros Agrônomos de Umuarama”, afirma Bittencourt.

 

Desejando sucesso para a gestão que assume, o engenheiro Manoel Genildo Pequeno, que deixa a gestão após seis anos como diretor da regional, agradece o apoio da diretoria e da categoria nessa jornada na defesa da engenharia, dos engenheiros e da sociedade. “Deixar a diretoria sabendo que é assumida pela companheira Losani é uma grata satisfação, pois é uma batalhadora, uma engenheira que com os demais colegas do Senge ampliará cada vez mais a forte atuação da entidade na luta pela categoria, pela justiça e contra o abuso do capital. Agradeço aos companheiros que nos acompanharam nestes seis anos de gestão à frente da regional, com a promoção de inúmeros e importantes eventos e mobilizações. O que foi feito até aqui é mérito de um grupo, que trabalhou, se dividiu e as coisas aconteceram por isso”.

Além de cerca de 40 associados e lideranças sindicais e políticas da região, a cerimônia também foi acompanhada pelos dirigentes da Diretoria Colegiada, Victor Meireles Sampaio de Araújo e Claudinei Ribas Pedroso, e pela diretora da regional de Maringá, Ana Paula Aletto e Eduardo Augustinho dos Santos.

Veja abaixo a composição da diretoria da regional empossada para o próximo triênio

Diretora Geral Regional Eng.º Agr.ª Losani Perotti

Diretor Regional Secertário Eng.º Agr.º Roberto Menezes Meirelles

Diretor Regional Financeiro Eng.º Civil Sebastiao Carlos Mauro

Diretor Regional Eng.º Civil Vinicius Augusto Bussola

Diretor Regional Eng.º Civil Expedito Goulart Brasil

Diretor Regional Eng.º Prod. Mario Augustus Caldani

Diretora Regional Eng.º Agr.º Marcia Helena Laino

Diretor Regional Eng.º Agr.º Antonio Fernandes da Costa Neto

Ação em conjunto com os sindicatos, entidades de classe e movimentos sociais - outra frente de ação da regional para o próximo triênio, segundo a diretora Losani, será o fortalecimento da ação da entidade junto aos movimentos social e sindical para a resistência e avanço na luta contra os retrocessos de direitos trabalhistas e sociais.

“É fundamental que tenhamos a união e que, fortalecidos, a gente possa enfrentar essa dura batalha contra os ataques aos direitos, que vem alinhado tanto no governo federal quanto no estadual. E para isso nós temos que nos aproximarmos dos movimentos sociais e das outras entidades sindicais, para que não sejamos aniquilados, que é o objetivo de quem está no poder, de desmantelar as entidades que defendem os direitos da população, com medidas como o ataque às formas de custeio da organização dos trabalhadores”, afirma a engenheira.

Prova da aposta na parceria é a participação, na cerimônia mesa da cerimônia de posse, da coordenadora da Frente Brasil Popular, Leonice Casarin de Mattos Silva. Representando os movimentos sociais e sindicais , Leonice ressalta a participação e importância do Senge na luta progressista da região, alinhado às entidades que atuam pelos direitos dos trabalhadores. “No próximo dia 30 temos um novo chamado para a greve geral dos trabalhadores, e temos que nos reunir e nos fortalecermos, olhando para além das nossas categorias. Juntos somos melhores e mais fortes”.

Parceria com entidades de classe e com a prefeitura na luta pelas engenheiras e engenheiros – para o engenheiro Nilson Cardoso, vice-presidente do Crea, a regional de Campo Mourão é uma das mais ativas junto ao Conselho nas discussões sobre a regulamentação e fiscalização da profissão. Como entidades que representam a categoria, Nilson reafirmou o apoio do Crea ao Senge e desejou uma profícua gestão à engenheira Losani e demais companheiros da diretoria da regional.

Os votos de uma excelente gestão à frente da entidade na região de Campo Mourão também foi reforçado pelo engenheiro civil e secretário de obras e serviços públicos de Campo Mourão, Luiz Carlos Malavazzi. Representando a prefeitura, Malavazzi ressaltou o compromisso da gestão municipal com a valorização dos quadros técnicos da prefeitura, e reafirmou a abertura de diálogo com o sindicato para debater as reivindicações da categoria.

Seguir na aposta do futuro com novos engenheiros e estudantes - manter o compromisso com os futuros engenheiros e com a inserção dos estudantes de engenharia nos grandes debates sobre o futuro da profissão e sua função na sociedade foram cobranças externadas na faça do coordenador regional do Senge Jovem, estudante de engenharia eletrônica pela UTFPR, Duane Oliveira. “Esperamos que continue o incentivo ao espaço dos estudantes na gestão que se incia. Que essa aposta no Senge Jovem e nos futuros engenheiros, que também são o futuro da nação e o alicerce das mudanças que virão neste país, continue firme na regional do Senge em Campo Mourão”.

Uma secretária com garra de diretora do Senge. Edir é homenageada no discurso da nova diretora da regional – Emocionada, a diretora Losani, no encerramento de seu discurso de posse, faz uma homenagem à secretária da regional, Edir Isabel Botelho, a mais antiga funcionária do Sindicato. “Meu agradecimento a Edir Botelho, uma pessoa muito importante para nós, é uma viga mestra dentro do Sindicato. Essa pessoa guerreira,é uma mulher, é uma pessoa guerreira, que não se limita a ser secretária do Sindicato. Ela transcende essa responsabilidade de conduzir as organizações da Regional do Senge com muita responsabilidade, ela é uma militante que incorpora a missão do sindicato. Ela participa com a gente, participa das mobilizações, organiza como ninguém todas as ações e eventos nossos. Somos gratos pela sua atuação e contamos com você nesta gestão que se inicia”.

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A regional do Senge em Cascavel realizou nesta terça-feira (6) a cerimônia de posse da diretoria da entidade para a gestão 2017/20. O evento, que marca o início das cerimônias das regionais do Sindicato, reuniu cerca de 70 associados e lideranças sindicais e políticas da região para o evento marcado pelo compromisso de renovação na luta sindical.

“Assumimos o desafio de luta nesta próxima gestão com a garantia de renovação. Não apenas em nossa composição, com novos dirigentes e a participação feminina na diretoria, mas também com a renovação de forças para seguirmos lutando pelos engenheiros e pela sociedade”, afirma o diretor reeleito para a regional, engenheiro civil Nelson Müller Junior. Assista no vídeo abaixo uma mensagem do diretor Nelson sobre os compromissos da próxima gestão.

De acordo com Nelson, o cenário político recente ressalta a importância de entidades de luta e resistência dos trabalhadores e da consolidação de um sindicato formado pela atuação firme de seus representados. “Vivemos um momento crítico nacional em que direitos trabalhistas e previdenciários são atacados e precisamos cada vez mais de entidades sólidas e combativas como o Senge para nos defender. Isso, claro, não se faz apenas na atuação da diretoria, mas de todos os engenheiros que compõem a categoria. É por isso que faço um apelo a todos, que venham participar da luta conosco, das reuniões do Senge e da luta por uma sociedade mais justa”, conclama o diretor.

Em viajem pelo estado para participar das posses das regionais, o presidente do Senge, engenheiro agrônomo Carlos Roberto Bittencourt, lembrou dos avanços da gestão que se encerra tanto na diretoria colegiada quanto na regional, com o aumento da participação em negociações, com garantia de aumentos reais em salários ou recomposição da inflação, além da forte atuação na defesa dos engenheiros da inciativa privada e dos servidores públicos.

Ressaltando as conquistas e as ações do último triênio, Bittencourt fala sobre os desafios que se despontam para os trabalhadores com as medidas conservadoras do congresso e do governo federal, e convida aos associados a participarem dos eventos nacionais que serão sediados no Paraná para debater a soberania nacional e o papel da engenharia na resistência pelo desenvolvimento nacional e contra os retrocessos.

“Está em curso um plano de governo que em nada se assemelha ao que foi aprovado nas urnas. Uma coalização neoliberal quer reformar o país derrubando as vigas de sustentação dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. A engenharia nacional tem sentido na pele a retomada dessas medidas neoliberais, com congelamento de investimentos e queda de recursos. É nesse momento de crise política e econômica que o Senge sediará o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros, entre os dias 6 e 9 de setembro, em Curitiba. A defesa da engenharia e da soberania nacional e a proteção social e do trabalho estarão no centro das preocupações do encontro. De lá, pretendemos definir os caminhos que orientarão a atuação conjunta dos sindicatos federados pelo próximo triênio”, afirma Bittencourt.

Na composição de mesa de autoridades da posse, o vereador Paulo Porto (PCdoB), representando a Câmara Municipal de Cascavel, reconheceu a atuação da regional na gestão que se encerra na defesa da categoria e sobretudo pelos posicionamentos claros da entidade de forma justa e correta. “É uma honra participar desta cerimônia, sobretudo pelo que significa o Senge em Cascavel. É um sindicato que tem a clareza de seus interesses, de caráter progressista e classista, que não tem medo de se posicionar nas questões cruciais do país. Que o Senge siga defendendo a soberania nacional e resistindo sempre”, aponta Porto.

Também presentes na mesa de autoridade da posse, o secretário de planejamento e urbanismo de Cascavel, engenheiro civil Fernando Dillenburg, a coordenadora do curso de engenharia civil do Centro Universitário Fag, a engenheira Débora Falten, e o gerente da regional do Crea, Geraldo Canci, parabenizaram a nova diretoria eleita e reafirmaram o compromisso das entidades e do executivo nacional na parceria nas questões de engenharia e desenvolvimento municipal para a população cascavelense. Confira as fotos do evento no Facebook do Senge em https://goo.gl/bsZUTa 

A composição da nova diretoria para a gestão 2017/2020 é:

Diretor Geral da Regional engenheiro civil Nelson Müller Júnior

Diretor Regional Secretário engenheiro eletricista Moanir Stabile Filho

Diretor Regional Financeiro engenheiro civil Reni Heerdt

Diretor Regional engenheiro eletricista Harry Fockink

Diretor Regional engenheiro eletricista Helcio Alexandre Rodrigues Zilotti

Diretor Regional engenheiro agrônomo Luiz Henrique Klinger

Diretor Regional engenheiro civil Dari Paulo Londero

Diretora Regional engenheira civil Bruna Caitano Orizio

Diretora Regional engenheira de alimentos Alim. Karolline Marques da Silva

Diretor Regional engenheiro civil Raiger Moreira Alves

 

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O encontro preparatório do Senge-PR ao 11.º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge) terminou neste sábado (3), por volta das 18h, com auditório cheio. Mais de 70 pessoas participaram do encontro na sede do sindicato em Curitiba – entre elas, 18 acadêmicos de engenharia integrantes do Senge Jovem.

Para além das propostas que serão levadas ao Congresso, outro importante resultado do encontro foi a definição dos 38 delegados e delegadas que irão representar o Senge-PR no Consenge. A delegação contará ainda com observadores, convidados e estudantes.

A marca torna o Paraná o segundo maior estado em número de delegados, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde fica a sede da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge, organizadora do Congresso. Dez dos 12 sindicatos filiados à Fisenge já realizaram seus encontros preparatórios.

“Eu fica extremamente feliz com a presença massiva de vocês aqui hoje. Isso mostra a força do nosso sindicato. Não tenho dúvida de que faremos um grande Consenge, à altura do que esta conjuntura de crise nos exige”, disse o presidente do Senge-PR, o engenheiro agrônomo Carlos Bittencourt, ao final do encontro. O congresso será de 6 a 9 de setembro, em Curitiba.

Desenvolvimento e soberania nacional

Na última etapa do encontro paranaense preparatório ao 11.º Consenge, durante a tarde de sábado (3), o tema em debate foi “Desenvolvimento e a Soberania Nacional: políticas públicas com visão soberana do estado”.

O debate acerca dos temas foi precedido de palestras de Valter Bianchini, coordenador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Sul do Brasil e ex-secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e Fabiano Abranches Silva Dalto, professor de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Bianchini resgatou o papel dos movimentos camponeses na criação e efetivação das políticas públicas para o campo. Citou como exemplo o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, que nasce “muito tímido” entre 1993 e 1995: “A cada ‘Grito da Terra’ havia alguma adequação, algum avanço. O movimento social tem um papel importante no processo de geração de política públicas”, disse Bianchini, se referindo às mobilizações unitárias dos movimentos do campo nos anos 1990, que ocorriam anualmente no mês de maio.

Como engenheiro agrônomo, Bianchini participou da equipe de transição do primeiro governo do presidente Lula (PT), quando assumiu a secretaria de Agricultura Familiar do MDA, em que ficou de 2003 a 2007, e para onde retornou em 2012, já no governo Dilma Housseff (PT).

Na avaliação do engenheiro, ao longo dos 14 anos de governo do PT houve um avanço em iniciativas voltadas à soberania alimentar e ao fortalecimento da agricultura familiar.

Entre as iniciativas, citou o avanço de linhas de crédito dentro do Pronafe; a criação de um seguro da agricultura familiar, para casos de perdas de produção; a criação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2003 e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), em 2009; e o avanço na área de pesquisa.

“Esse universo nos ajudou a fortalecer mais de duas mil cooperativas de agricultura familiar por todo o Brasil”, garante. Somado a isso, criou-se um ambiente favorável para que os estados voltassem a investir em políticas públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

“A novidade é que a gente não repetir o erro dos anos 70, quando houve uma política de estado vertical e divisionista, com os chamados pacotes tecnológicos. O esforço agora é que a gente possa ter um modelo mais horizontal”, diz o agrônomo, ao ressaltar a necessidade de valorização dos saberes rurais, associada ao avança na assistência técnica. “Nós precisamos ter um sistema nacional de articulação dos sistemas de Ater”, opinou.

No cenário atual, Bianchini apontou a extinção do MDA como um grande prejuízo às políticas públicas em andamento. O governo de Michel Temer extinguiu a pasta em maio de 2016, transformado-a em uma secretaria dentro da Casa Civil. “O diálogo é muito difícil. Os movimentos se fragilizaram bastante como interlocutores dessa luta”.

Entre os principais perigos oriundos dessa desconfiguração do Ministério, na avaliação de Bianchini, está a privatizar das pesquisas nessa área: “Existe um setor muito forte que quer criar uma ‘Embrapa empresa’, que quer avançar na relação com o privado”, em detrimento dos interesses da agricultura familiar.

Entre as medidas necessárias está a realização de concurso público para fortalecer a renovação no Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR e o avanço na articulação entre pesquisa e extensão rural.

Fabiano Abranches Silva Dalto, professor do setor de economia da UFPR, focou sua palestra no campo das finanças públicas que, segundo ele, está entre as áreas da economia que mais suscita debates entre as população em geral. De início, já alertou para o mito de buscar relacionar a dinâmica das contas domésticas às contas públicas: “Governo é governo, e o seu bolso é só seu bolso. Têm que ser tratados de maneiras diferentes”.

O professor buscou desfazer mitos relacionados ao tema. Um deles é de que o crescimento é decorrente do consumo. Na prática, porém, os dados indicam que os investimentos públicos fizeram a linha de frente do crescimento.

Ainda neste campo, afirmou ser equivocada a compressão de que o investimento público desloca o investimento privado. A taxa do investimento do setor público atingiu os maiores índices entre 2006 e 2010, período em que também cresceu o investimento privado.

Para o professor, o estudo econômico aprofundado do Brasil nos último anos confirma o investimento público como alavanca principal do crescimento da economia. “Se você reconhecer publicamente que o setor público é que investe e alavanca, você cria um problema para o capitalismo”, provoca o professor, ao questionar propostas e medidas do governo de Michel Temer, como o congelamento dos gastos públicos por 20 anos.

 

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