O acordo do Programa de Participação nos Lucros e Resultados 2017/18 pode ter mais dois indicadores. A proposta de alteração dos critérios de meta para o acordo foi apresentado pela empresa na reunião quadrimestral com o Senge e demais sindicatos, realizada nesta terça-feira (20) e quarta-feira (21).

Na reunião, o Senge foi representado pelo vice-presidente e engenheiro da Copel, Leandro Grassmann. Os pontos a serem incluídos como itens seis e sete dos critérios são os indicadores coletivos de continuidade DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), pelos quais a estatal é avaliado pela Aneel.

A justificativa para a inclusão dos itens no PLR, segundo a Copel, se dá pelo acirramento da agência reguladora nas avaliações de tais indicadores para todas as empresas do setor, sob penalidade de perda da concessão.

Conforme aponta a ata da reunião das entidades com a Copel, os sindicatos questionaram a empresa sobre a inclusão dos indicadores na proposta. A Copel esclareceu que os indicadores DEC/FEC representam um dos maiores desafios da Copel Distribuição, e que podem levar à perda da concessão em caso de descumprimento.

Pelo histórico apresentado pela empresa nos últimos anos, os índices apresentados estão próximos aos limites traçados pela Aneel, chegando a ultrapassar a barreira indicada pela agência em alguns anos. Segundo dados da Aneel, em 2014 e 2015 o DEC apurado na Copel foi acima do estipulado em cerca de dois pontos.

Com isso, de acordo com a empresa, é importante que todos os funcionários, além de trabalharem para o atingimento destas metas, monitorem e sintam-se responsáveis pela fiscalização e cumprimento dos indicadores. A estatal aponta ainda que “as multas são a soma de todas as compensações que foram pagas para os consumidores quando extrapolamos a meta de falta de energia, sendo que o DEC e FEC por si só não geram multas”.

Apos a argumentação e pressão das entidades, ficou definido que os novos indicadores terão peso reduzido neste primeiro ano, e pela proposta para o PLR de 2017/18 assumiriam participação de 5% ambos. No quadro final, os indicadores seguiriam os seguintes pesos: ISQP-Estar entre classificadas 20%; Rentabilidade do Patrimônio Líquido PLR 15%; MPSO/ROL 15%; Disponibilidade do Parque Gerador 20%; SCM4 Garantia de velocidade instantânea 20%; DEC 5% e FEC 5%.

A proposta com as alterações dos indicadores e demais questões será enviada para avaliação do Conselho de Controle das Empresas Estaduais (CCEE) e posteriormente posto à votação dos trabalhadores da estatal. Clique aqui e baixe a íntegra da ata da reunião desta quarta-feira (21), em que foram debatidas questões sobre política e pesquisa salarial, sistema otimizador, sobreaviso e reflexo DSR e Fundação Copel. Aqui, você tem acesso à íntegra da ata da reunião de terça-feira (20), em que foram debatidas as questões do PLR.

 

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Vídeo registra os principais momentos do evento que marcou o início da gestão 2017/20 da direção estadual do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR). Mais de 300 pessoas, entre representantes de 70 entidades, sindicatos, movimentos sociais, órgãos públicos, participaram da posse da nova diretoria do Sindicato, em evento realizado em Curitiba no dia 1.º de junho.

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No dia 8 de junho, uma notícia do jornal Valor Econômico acendeu um sinal de alerta para o risco de venda de ações da Copel. Segundo a reportagem, a empresas paranaense avança na oferta de ações com a intenção de captar R$ 4 bilhões. De acordo com informações divulgadas pela empresa, as dívidas da Copel somam R$ 2,7 bilhões.

Em nota divulgada pela empresa no mesmo dia, é apresentado o ofício do Superintendente da bolsa de valores BOVESPA, Nelson Barroso Ortega, em que afirma não ter identificado informações sobre possível venda no “Sistema Empresas.NET”, por meio do qual a Copel deve noticiar este tipo de movimentação de interesse de mercado, conforme obrigações junto à Bolsa de Valores.

No entanto, a nota termina com a confirmação de que a empresa “avalia” fazer uma oferta de ações para “otimização de caixa”. O que leva a crer que parte da informação divulgada pelo Valor é procedente. O documento é assinado pelo Diretor de Relações com Investidores da empresa, Adriano Rudek de Moura.

Uma possível venda de ações direta da empresa ao mercado, nos moldes usualmente usados por empresas privadas (IPO) também deve ser monitorada de perto. Caso ocorra, é importante que a proporção de ações que o governo do Paraná detém permaneça acima dos 50% do total, sob pena de perda do controle acionário majoritário da companhia.

O governo do Paraná já tem caminho livre para a venda de ações das mais importantes empresas públicas do estado. No segundo semestre do ano passado, o governo Beto Richa contou com apoio da maioria na Assembleia Legislativa e aprovou a lei que autoriza que o executivo estadual vende ações ordinárias da Copel e da Sanepar. O Senge Paraná, em conjunto com outras entidades representativas de trabalhadores de diversas categorias profissionais, posicionou-se contrário ao Projeto de Lei. No caso da Sanepar, já houve venda de ações. No caso da Copel, o Estado detém 58,62% das ações ordinárias.

A partir das esparsas informações divulgadas até agora, não é possível saber qual a pretensão do governo ao cogitar a venda de ações, e qual seria a destinação total do recurso levantado. O cenário de crise financeira tem sido utilizado como justificativa para o avanço da privatização das empresas e dos recursos públicos brasileiros. E não é diferente no Paraná.

Manifestamos nossa preocupação com esta sinalização para a venda de ações da empresa, pelo risco que pode significar ao controle acionário do poder público. Reafirmamos nossa posição em defesa da Copel voltada para os interesses da população paranaense e com controle majoritário nas mãos do Estado.

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“Hoje é um desafio muito grande ser mulher em um sindicato, sobretudo da engenharia, área predominantemente masculina. Mas esse espaço deve ser ocupado, e isso vem por meio da luta”, afirma a nova diretora geral da Regional de Campo Mourão, engenheira agrônoma Losani Perotti. A defesa marca a posição da primeira engenheira a assumir a diretoria regional, empossada durante cerimônia do Senge nesta quarta-feira (7). Veja as fotos do evento no Facebook do Senge.

“No dia a dia, na luta no mercado de trabalho, temos que ficar provando que somos capazes de fazer nosso trabalho com qualidade e eficácia. Essa é uma luta diária, que se soma às outras batalhas com as jornadas triplas ou múltiplas, administrando a casa, a saúde da família e muito mais. Por muitas vezes diante dessas circunstâncias acabamos não assumindo esses espaços em nossas comunidades, no nosso sindicato. Mas digo que é fundamental que a gente ocupe esses espaços, para que sejamos protagonistas desta história”, afirma Losani. Veja abaixo a mensagem da diretora da regional sobre os desafios do próximo triênio.

Para o presidente do Senge, engenheiro agrônomo Carlos Roberto Bittencourt, a formação da diretoria estadual e das regionais nesta gestão que se inicia é uma marca histórica na luta pelo aumento da participação das mulheres nos espaços de poderes. “Essa diretoria estadual que assume o Senge no próximo triênio é a que tem maior presença de engenheiras. Elas são 29% da composição da nova direção. Nas regionais, a participação também aumenta, como aqui em Campo Mourão, que passa a ter como diretora da regional a guerreira companheira Losani. E que não ficará sozinha, mas também terá como colega de luta no sindicato a engenheira Márcia Laino, que entra agora na atual gestão, com uma forte história de militância na Associação dos Engenheiros Agrônomos de Umuarama”, afirma Bittencourt.

 

Desejando sucesso para a gestão que assume, o engenheiro Manoel Genildo Pequeno, que deixa a gestão após seis anos como diretor da regional, agradece o apoio da diretoria e da categoria nessa jornada na defesa da engenharia, dos engenheiros e da sociedade. “Deixar a diretoria sabendo que é assumida pela companheira Losani é uma grata satisfação, pois é uma batalhadora, uma engenheira que com os demais colegas do Senge ampliará cada vez mais a forte atuação da entidade na luta pela categoria, pela justiça e contra o abuso do capital. Agradeço aos companheiros que nos acompanharam nestes seis anos de gestão à frente da regional, com a promoção de inúmeros e importantes eventos e mobilizações. O que foi feito até aqui é mérito de um grupo, que trabalhou, se dividiu e as coisas aconteceram por isso”.

Além de cerca de 40 associados e lideranças sindicais e políticas da região, a cerimônia também foi acompanhada pelos dirigentes da Diretoria Colegiada, Victor Meireles Sampaio de Araújo e Claudinei Ribas Pedroso, e pela diretora da regional de Maringá, Ana Paula Aletto e Eduardo Augustinho dos Santos.

Veja abaixo a composição da diretoria da regional empossada para o próximo triênio

Diretora Geral Regional Eng.º Agr.ª Losani Perotti

Diretor Regional Secertário Eng.º Agr.º Roberto Menezes Meirelles

Diretor Regional Financeiro Eng.º Civil Sebastiao Carlos Mauro

Diretor Regional Eng.º Civil Vinicius Augusto Bussola

Diretor Regional Eng.º Civil Expedito Goulart Brasil

Diretor Regional Eng.º Prod. Mario Augustus Caldani

Diretora Regional Eng.º Agr.º Marcia Helena Laino

Diretor Regional Eng.º Agr.º Antonio Fernandes da Costa Neto

Ação em conjunto com os sindicatos, entidades de classe e movimentos sociais - outra frente de ação da regional para o próximo triênio, segundo a diretora Losani, será o fortalecimento da ação da entidade junto aos movimentos social e sindical para a resistência e avanço na luta contra os retrocessos de direitos trabalhistas e sociais.

“É fundamental que tenhamos a união e que, fortalecidos, a gente possa enfrentar essa dura batalha contra os ataques aos direitos, que vem alinhado tanto no governo federal quanto no estadual. E para isso nós temos que nos aproximarmos dos movimentos sociais e das outras entidades sindicais, para que não sejamos aniquilados, que é o objetivo de quem está no poder, de desmantelar as entidades que defendem os direitos da população, com medidas como o ataque às formas de custeio da organização dos trabalhadores”, afirma a engenheira.

Prova da aposta na parceria é a participação, na cerimônia mesa da cerimônia de posse, da coordenadora da Frente Brasil Popular, Leonice Casarin de Mattos Silva. Representando os movimentos sociais e sindicais , Leonice ressalta a participação e importância do Senge na luta progressista da região, alinhado às entidades que atuam pelos direitos dos trabalhadores. “No próximo dia 30 temos um novo chamado para a greve geral dos trabalhadores, e temos que nos reunir e nos fortalecermos, olhando para além das nossas categorias. Juntos somos melhores e mais fortes”.

Parceria com entidades de classe e com a prefeitura na luta pelas engenheiras e engenheiros – para o engenheiro Nilson Cardoso, vice-presidente do Crea, a regional de Campo Mourão é uma das mais ativas junto ao Conselho nas discussões sobre a regulamentação e fiscalização da profissão. Como entidades que representam a categoria, Nilson reafirmou o apoio do Crea ao Senge e desejou uma profícua gestão à engenheira Losani e demais companheiros da diretoria da regional.

Os votos de uma excelente gestão à frente da entidade na região de Campo Mourão também foi reforçado pelo engenheiro civil e secretário de obras e serviços públicos de Campo Mourão, Luiz Carlos Malavazzi. Representando a prefeitura, Malavazzi ressaltou o compromisso da gestão municipal com a valorização dos quadros técnicos da prefeitura, e reafirmou a abertura de diálogo com o sindicato para debater as reivindicações da categoria.

Seguir na aposta do futuro com novos engenheiros e estudantes - manter o compromisso com os futuros engenheiros e com a inserção dos estudantes de engenharia nos grandes debates sobre o futuro da profissão e sua função na sociedade foram cobranças externadas na faça do coordenador regional do Senge Jovem, estudante de engenharia eletrônica pela UTFPR, Duane Oliveira. “Esperamos que continue o incentivo ao espaço dos estudantes na gestão que se incia. Que essa aposta no Senge Jovem e nos futuros engenheiros, que também são o futuro da nação e o alicerce das mudanças que virão neste país, continue firme na regional do Senge em Campo Mourão”.

Uma secretária com garra de diretora do Senge. Edir é homenageada no discurso da nova diretora da regional – Emocionada, a diretora Losani, no encerramento de seu discurso de posse, faz uma homenagem à secretária da regional, Edir Isabel Botelho, a mais antiga funcionária do Sindicato. “Meu agradecimento a Edir Botelho, uma pessoa muito importante para nós, é uma viga mestra dentro do Sindicato. Essa pessoa guerreira,é uma mulher, é uma pessoa guerreira, que não se limita a ser secretária do Sindicato. Ela transcende essa responsabilidade de conduzir as organizações da Regional do Senge com muita responsabilidade, ela é uma militante que incorpora a missão do sindicato. Ela participa com a gente, participa das mobilizações, organiza como ninguém todas as ações e eventos nossos. Somos gratos pela sua atuação e contamos com você nesta gestão que se inicia”.

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A regional do Senge em Cascavel realizou nesta terça-feira (6) a cerimônia de posse da diretoria da entidade para a gestão 2017/20. O evento, que marca o início das cerimônias das regionais do Sindicato, reuniu cerca de 70 associados e lideranças sindicais e políticas da região para o evento marcado pelo compromisso de renovação na luta sindical.

“Assumimos o desafio de luta nesta próxima gestão com a garantia de renovação. Não apenas em nossa composição, com novos dirigentes e a participação feminina na diretoria, mas também com a renovação de forças para seguirmos lutando pelos engenheiros e pela sociedade”, afirma o diretor reeleito para a regional, engenheiro civil Nelson Müller Junior. Assista no vídeo abaixo uma mensagem do diretor Nelson sobre os compromissos da próxima gestão.

De acordo com Nelson, o cenário político recente ressalta a importância de entidades de luta e resistência dos trabalhadores e da consolidação de um sindicato formado pela atuação firme de seus representados. “Vivemos um momento crítico nacional em que direitos trabalhistas e previdenciários são atacados e precisamos cada vez mais de entidades sólidas e combativas como o Senge para nos defender. Isso, claro, não se faz apenas na atuação da diretoria, mas de todos os engenheiros que compõem a categoria. É por isso que faço um apelo a todos, que venham participar da luta conosco, das reuniões do Senge e da luta por uma sociedade mais justa”, conclama o diretor.

Em viajem pelo estado para participar das posses das regionais, o presidente do Senge, engenheiro agrônomo Carlos Roberto Bittencourt, lembrou dos avanços da gestão que se encerra tanto na diretoria colegiada quanto na regional, com o aumento da participação em negociações, com garantia de aumentos reais em salários ou recomposição da inflação, além da forte atuação na defesa dos engenheiros da inciativa privada e dos servidores públicos.

Ressaltando as conquistas e as ações do último triênio, Bittencourt fala sobre os desafios que se despontam para os trabalhadores com as medidas conservadoras do congresso e do governo federal, e convida aos associados a participarem dos eventos nacionais que serão sediados no Paraná para debater a soberania nacional e o papel da engenharia na resistência pelo desenvolvimento nacional e contra os retrocessos.

“Está em curso um plano de governo que em nada se assemelha ao que foi aprovado nas urnas. Uma coalização neoliberal quer reformar o país derrubando as vigas de sustentação dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. A engenharia nacional tem sentido na pele a retomada dessas medidas neoliberais, com congelamento de investimentos e queda de recursos. É nesse momento de crise política e econômica que o Senge sediará o 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros, entre os dias 6 e 9 de setembro, em Curitiba. A defesa da engenharia e da soberania nacional e a proteção social e do trabalho estarão no centro das preocupações do encontro. De lá, pretendemos definir os caminhos que orientarão a atuação conjunta dos sindicatos federados pelo próximo triênio”, afirma Bittencourt.

Na composição de mesa de autoridades da posse, o vereador Paulo Porto (PCdoB), representando a Câmara Municipal de Cascavel, reconheceu a atuação da regional na gestão que se encerra na defesa da categoria e sobretudo pelos posicionamentos claros da entidade de forma justa e correta. “É uma honra participar desta cerimônia, sobretudo pelo que significa o Senge em Cascavel. É um sindicato que tem a clareza de seus interesses, de caráter progressista e classista, que não tem medo de se posicionar nas questões cruciais do país. Que o Senge siga defendendo a soberania nacional e resistindo sempre”, aponta Porto.

Também presentes na mesa de autoridade da posse, o secretário de planejamento e urbanismo de Cascavel, engenheiro civil Fernando Dillenburg, a coordenadora do curso de engenharia civil do Centro Universitário Fag, a engenheira Débora Falten, e o gerente da regional do Crea, Geraldo Canci, parabenizaram a nova diretoria eleita e reafirmaram o compromisso das entidades e do executivo nacional na parceria nas questões de engenharia e desenvolvimento municipal para a população cascavelense. Confira as fotos do evento no Facebook do Senge em https://goo.gl/bsZUTa 

A composição da nova diretoria para a gestão 2017/2020 é:

Diretor Geral da Regional engenheiro civil Nelson Müller Júnior

Diretor Regional Secretário engenheiro eletricista Moanir Stabile Filho

Diretor Regional Financeiro engenheiro civil Reni Heerdt

Diretor Regional engenheiro eletricista Harry Fockink

Diretor Regional engenheiro eletricista Helcio Alexandre Rodrigues Zilotti

Diretor Regional engenheiro agrônomo Luiz Henrique Klinger

Diretor Regional engenheiro civil Dari Paulo Londero

Diretora Regional engenheira civil Bruna Caitano Orizio

Diretora Regional engenheira de alimentos Alim. Karolline Marques da Silva

Diretor Regional engenheiro civil Raiger Moreira Alves

 

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O encontro preparatório do Senge-PR ao 11.º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge) terminou neste sábado (3), por volta das 18h, com auditório cheio. Mais de 70 pessoas participaram do encontro na sede do sindicato em Curitiba – entre elas, 18 acadêmicos de engenharia integrantes do Senge Jovem.

Para além das propostas que serão levadas ao Congresso, outro importante resultado do encontro foi a definição dos 38 delegados e delegadas que irão representar o Senge-PR no Consenge. A delegação contará ainda com observadores, convidados e estudantes.

A marca torna o Paraná o segundo maior estado em número de delegados, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde fica a sede da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge, organizadora do Congresso. Dez dos 12 sindicatos filiados à Fisenge já realizaram seus encontros preparatórios.

“Eu fica extremamente feliz com a presença massiva de vocês aqui hoje. Isso mostra a força do nosso sindicato. Não tenho dúvida de que faremos um grande Consenge, à altura do que esta conjuntura de crise nos exige”, disse o presidente do Senge-PR, o engenheiro agrônomo Carlos Bittencourt, ao final do encontro. O congresso será de 6 a 9 de setembro, em Curitiba.

Desenvolvimento e soberania nacional

Na última etapa do encontro paranaense preparatório ao 11.º Consenge, durante a tarde de sábado (3), o tema em debate foi “Desenvolvimento e a Soberania Nacional: políticas públicas com visão soberana do estado”.

O debate acerca dos temas foi precedido de palestras de Valter Bianchini, coordenador da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Sul do Brasil e ex-secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e Fabiano Abranches Silva Dalto, professor de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Bianchini resgatou o papel dos movimentos camponeses na criação e efetivação das políticas públicas para o campo. Citou como exemplo o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, que nasce “muito tímido” entre 1993 e 1995: “A cada ‘Grito da Terra’ havia alguma adequação, algum avanço. O movimento social tem um papel importante no processo de geração de política públicas”, disse Bianchini, se referindo às mobilizações unitárias dos movimentos do campo nos anos 1990, que ocorriam anualmente no mês de maio.

Como engenheiro agrônomo, Bianchini participou da equipe de transição do primeiro governo do presidente Lula (PT), quando assumiu a secretaria de Agricultura Familiar do MDA, em que ficou de 2003 a 2007, e para onde retornou em 2012, já no governo Dilma Housseff (PT).

Na avaliação do engenheiro, ao longo dos 14 anos de governo do PT houve um avanço em iniciativas voltadas à soberania alimentar e ao fortalecimento da agricultura familiar.

Entre as iniciativas, citou o avanço de linhas de crédito dentro do Pronafe; a criação de um seguro da agricultura familiar, para casos de perdas de produção; a criação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2003 e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), em 2009; e o avanço na área de pesquisa.

“Esse universo nos ajudou a fortalecer mais de duas mil cooperativas de agricultura familiar por todo o Brasil”, garante. Somado a isso, criou-se um ambiente favorável para que os estados voltassem a investir em políticas públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

“A novidade é que a gente não repetir o erro dos anos 70, quando houve uma política de estado vertical e divisionista, com os chamados pacotes tecnológicos. O esforço agora é que a gente possa ter um modelo mais horizontal”, diz o agrônomo, ao ressaltar a necessidade de valorização dos saberes rurais, associada ao avança na assistência técnica. “Nós precisamos ter um sistema nacional de articulação dos sistemas de Ater”, opinou.

No cenário atual, Bianchini apontou a extinção do MDA como um grande prejuízo às políticas públicas em andamento. O governo de Michel Temer extinguiu a pasta em maio de 2016, transformado-a em uma secretaria dentro da Casa Civil. “O diálogo é muito difícil. Os movimentos se fragilizaram bastante como interlocutores dessa luta”.

Entre os principais perigos oriundos dessa desconfiguração do Ministério, na avaliação de Bianchini, está a privatizar das pesquisas nessa área: “Existe um setor muito forte que quer criar uma ‘Embrapa empresa’, que quer avançar na relação com o privado”, em detrimento dos interesses da agricultura familiar.

Entre as medidas necessárias está a realização de concurso público para fortalecer a renovação no Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR e o avanço na articulação entre pesquisa e extensão rural.

Fabiano Abranches Silva Dalto, professor do setor de economia da UFPR, focou sua palestra no campo das finanças públicas que, segundo ele, está entre as áreas da economia que mais suscita debates entre as população em geral. De início, já alertou para o mito de buscar relacionar a dinâmica das contas domésticas às contas públicas: “Governo é governo, e o seu bolso é só seu bolso. Têm que ser tratados de maneiras diferentes”.

O professor buscou desfazer mitos relacionados ao tema. Um deles é de que o crescimento é decorrente do consumo. Na prática, porém, os dados indicam que os investimentos públicos fizeram a linha de frente do crescimento.

Ainda neste campo, afirmou ser equivocada a compressão de que o investimento público desloca o investimento privado. A taxa do investimento do setor público atingiu os maiores índices entre 2006 e 2010, período em que também cresceu o investimento privado.

Para o professor, o estudo econômico aprofundado do Brasil nos último anos confirma o investimento público como alavanca principal do crescimento da economia. “Se você reconhecer publicamente que o setor público é que investe e alavanca, você cria um problema para o capitalismo”, provoca o professor, ao questionar propostas e medidas do governo de Michel Temer, como o congelamento dos gastos públicos por 20 anos.

 

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O Senge-PR registrou junto ao Ministério do Trabalho a convenção coletiva do setor de consultoria para o período de 2017/18. O documento foi protocolado na última quinta-feira (31). A negociação garante aos engenheiros que atuam nas empresas do setor um reajuste mínimo de 4%, percentual acima da inflação registrada para o período, de 3,99% pelo INPC.

O documento com todas as cláusulas de abrangência aos trabalhadores do setor pode ser acessada no site do Senge clicando aqui. A convenção é assinada pelo Senge, Sindaspp, SindArq com o sindicato que representa as empresas do setor de engenharia consultiva.

Dentre as cláusulas da convenção, aprovada pela categoria em assembleia, está a de desconto da taxa de reversão salarial, que é para custeio de gastos com a campanha salarial. De acordo com o aprovado pelos trabalhadores, o desconto é de 2% sobre a folha de pagamento.

No entanto, há possibilidade de oposição ao desconto. Para isso, o engenheiro deve apresentar a oposição pessoalmente na sede do Senge, na Rua Marechal Deodoro, 630, 22 andar, em duas vias e portando documento de identidade. O horário de atendimento é das 8 horas às 12 horas e das 13 horas às 17 horas. A carta de oposição deve ser apresentada até a próxima sexta-feira (10). Mais informações em O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .b

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O Senge entrou na última sexta-feira (26) com ação coletiva contra a Sanepar pelo pagamento dos 13% decorrentes da implantação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) de 2012. A ação é coletiva, e representa a todas as engenheiras e todos os engenheiros que atuam na empresa desde a época do PCCR.

Na ação, o Senge é representado pelo escritório Trindade e Arzeno, assessoria jurídica especializada que atende o Sindicato nas questões trabalhistas, previdenciárias, administrativas e tributárias. Associados ou não ao Senge, todos os profissionais estão cobertos pela ação.

Ressaltamos que o escritório Trindade e Arzeno, que ingressou com a ação em nome do Senge e dos engenheiros da Sanepar, é o único escritório de advocacia com aval para ingressar com novas ações representando a entidade e coletivamente a categoria.

Na medida judicial, o Senge e a assessoria pede implantação imediata dos 13% nos salários e seus reflexos em outros benefícios previstos no Acordo Coletivo de Trabalho. Se atendido, os percentuais são aplicados já na sequência da análise inicial.

Com isso, os valores retroativos, bem como os demais reflexos passados, seriam calculados apenas ao final do trâmite total da ação. A decisão, se julgada favorável aos trabalhadores, assegura, no entanto, que o benefício seja já aplicado.

Na fase inicial, que compreende o ingresso da ação, não há custas para os profissionais, e nem necessidade de documentação neste estágio. A ação ajuizada pelo Senge reforça o compromisso da entidade com os engenheiros da Sanepar em buscar a efetivação dos direitos e garantir a qualidade dos serviços jurídicos prestados.

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Encerra nesta quarta-feira (31) prazo para garantira a vaga no encontro estadual preparatório à décima primeira edição do Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge). O evento regional será nesta sexta-feira (2) e no sábado (3) na sede do Senge em Curitiba. Os associados do sindicato podem participar. Para confirmar a presença, basta enviar e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

No encontro estadual regional serão definidas as propostas dos profissionais de engenharia do Paraná para o debate nacional do Consenge sobre os eixos definidos para este ano: Proteção social e do trabalho – com os subtemas: organização e formação sindical; resistência social e sindical; e ensino da engenharia- e Desenvolvimento e a soberania nacional – com os subtemas: fortalecimento do estado brasileiro; políticas públicas com visão soberana de estado; e o papel da engenharia para o desenvolvimento sustentável.

No dia 2 de junho (sexta-feira), o evento começará às 13h30 e vai até as 19 horas. No sábado (3), os debates, conduzidos com a participação de palestrantes que abordarão os temas “Resistência Social e Sindical” e “Políticas Públicas com Visão Soberana de Estado”, começarão às 8h30 e vão até as 18h30 com o encerramento do encontro estadual e a definição dos delegados que participarão do evento nacional.

Principal fórum nacional de debate da entidade sobre temas sociais de interesse nacional junto aos profissionais de engenharia, o 11.º Consenge será realizado em Curitiba, entre os dias 6 e 9 de setembro. Realizado a cada três anos pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) o evento tem a estimativa de público de 300 profissionais e lideranças sindicais. Confirme a sua presença no pré-Consenge até o dia 31 de maio (quarta-feira), pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou pelo telefone (41) 3224-7536.

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Nos dias 26 e 27 de maio, assédio moral, condições de trabalho e adoecimento serão temas de seminário realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), com apoio e participação do Senge-PR.

A atividade tem como objetivo aprofundar o debate em torno do assédio moral, passando pela definição do conceito, pelas formas de identificação, encaminhamentos e também pela prevenção.

Carlos Roberto Bittencourt, presidente do Senge, participa da mesa de abertura do encontro, ao lado de Hermes Silva Leão, presidente da APP, da Dra. Margareth Mattos, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná, e Dr. Olympio de Sá Sotto Maior Neto, procurador do Ministério Público do Paraná. Já Eduardo Faria Silva, assessor do Senge e coordenador da Pós de Direito Constitucional e Democracia da Universidade Positivo, e João Luiz Arzeno da Silva, especialista em Direito Administrativo que assessora o sindicato, farão palestra ao longo da programação.

A ação ocorre no auditório da sede da APP-Sindicato em Curitiba, Avenida Iguaçu, nº 880, no Bairro Rebouças.

Programação

Dia 26/05/17 – (sexta-feira)

8h00 – Credenciamento

8h30 – Apresentação Áudio Visual

9h00 – Mesa de Abertura – Hermes Silva Leão (Presidente da APP-Sindicato), Carlos Roberto Bittencourt (Presidente – Sindicato dos Engenheiros do Pr.-SENGE), Dr. Olympio, Dra. Margareth Mattos.

09h30 – Assédio Moral – Conceito e Aspectos Legais

Palestrante: Eduardo Faria Silva – Advogado do (Sindicato dos Engenheiros do Pr.-SENGE) e Coordenador da Pós de Direito Constitucional e Democracia da Universidade Positivo.

10h10 – Sob Pressão – O Cotidiano da Escola

Palestrante: Juçara Maria Dutra Vieira, professora aposentada da rede pública do Rio Grande do Sul, doutora em educação pela Universidade de Brasília (2012). Ocupa-se, especialmente, das temáticas: valorização dos trabalhadores em educação; formação e carreira dos profissionais da educação; organização sindical; questões de gênero e políticas públicas para a educação.

11h00 – Debate

12h00 – Almoço

13h30 – Saúde e Trabalho

Palestrantes: Paulo de Oliveira Perna, professor assistente da Universidade Federal do Paraná no Setor de Ciências da Saúde- Departamento de Enfermagem e docente em cursos de especialização e residências da UFPR – Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (1981) e mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000). Principais temas na área de Saúde Coletiva-Política Pública de Saúde, Estado e Sociedade, Saúde do Trabalhador, Controle Social e membro do Grupo de Pesquisa “Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva”-UFPR.

14h00 – Exposição de Experiências

Palestrantes: Paulo de Oliveira Perna (UFPR-NESC), Dr. João Luiz Arzeno da Silva – Especialista em Direito Administrativo – (SENGE), Dra Jane Salvador de Bueno Gizzi – Advogada do (Instituto de Defesa da Classe Trabalhadora – DECLATRA) Graduada em Direito em 1995 e pós-graduada pela Escola Superior de Magistratura do Paraná e em Direito Processual Civil pelo IBEJ, com mestrado em Direito pela (PUC-Pr) e especialista no tema Assédio Moral, Mário Sérgio (Diretor APP-Sindicato).

16h00 – Debates

18h00 – Confraternização

Dia 27/05/17 – (sábado)

8h30 – Apresentação do resultado do projeto de pesquisa “Identificação dos Processos Críticos Protetores e Destrutivos da Saúde dos Professores da Secretaria de Estado da Educação do Paraná”

Palestrante: Guilherme Souza Cavalcanti de Albuquerque, professor da Universidade Federal do Paraná. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (1982), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (2001), doutorado em educação pela Universidade Federal do Paraná (2009). Participa do grupo de pesquisa NESC, na linha de pesquisa “Economia Política de Saúde”. Experiência na área de Medicina, com ênfase em Saúde Coletiva. Principais temas de estudo: determinação social do processo saúde doença, condições de vida e saúde, saúde e educação na sociedade capitalista, saúde do trabalhador e organização de sistemas e serviços de saúde.

10h00 – Oficinas – Elaboração da Matriz de Processos Críticos da Saúde dos Professores

13h00 – Almoço

14h00 – Plenária – Matriz de Processos Críticos da Saúde dos Professores

15h00 – Debate dos encaminhamentos gerais

17h00 – Encerramento

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