Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o projeto SOS Brasil Soberano chega ao Paraná, no dia 14 de julho. A 4ª edição do Simpósio será em Curitiba e terá como tema “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”.

O evento é voltado para engenheiros e engenheiras, estudantes, integrantes de movimentos sociais e de sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e de entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A ação é iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e na capital paranaense é realizada também pelo Senge-PR.

“Para termos um país soberano, precisamos ter setores estratégicos, como as empresas públicas, na mão do Estado. Atualmente está ocorrendo a entrega do Pré-Sal e a venda de ativos que são patrimônio da Petrobras, principalmente para empresas estrangeiras e norte americanas”, aponta Carlos Bittencourt, presidente do Senge-PR.

Profissionais de diferentes áreas de atividade, acadêmicos, formadores de opinião, parlamentares e representantes da sociedade civil, participam dos debates para a construção de uma agenda de programas e projetos para o país, em direção contrária ao programa neoliberal imposto pelo governo Michel Temer. A programação completa será disponibilizada em breve.

“Precisamos ter essa discussão dentro da engenharia, dos sindicatos, dos movimentos sociais, para que possamos barrar esse movimento conservador que vem do executivo e do legislativo federal. É preciso mobilização de todos esses setores para garantir a soberania do nosso país”.

O Simpósio será no auditório da Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125, das 9h às 18h. O evento é gratuito e também será transmitido via internet.

>>> Confira o site: http://sosbrasilsoberano.org.br/

>> Inscrição

Para participar, preencha o formulário de inscrição disponível aqui. A inscrição pode ser enviada até o dia 13 de julho, quinta-feira. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8 horas.

 >> Agende-se!

4º Simpósio SOS Brasil Soberano: “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”
Data e horário: 14 de julho, sexta-feira, das 9h às 18h.
Local: Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125.

Publicado em Notícias

O Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (Seagro-SC), realizou nos últimos dias 25 e 26 de maio, o Encontro Preparatório ao 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge). O evento aconteceu no Kennedy Executive Hotel, em São José (SC) e teve como temas “Proteção Social e do Trabalho”, no qual foi discutida a organização e formação sindical e o ensino da engenharia e “O desenvolvimento e a soberania nacional”, e foram debatidas políticas públicas com visão soberana de Estado, como mobilidade urbana, gestão da água e do saneamento, educação, pesquisa agropecuária e extensão rural e como os recursos naturais e serviços públicos são fatores de soberania nacional. A abertura do encontro contou com uma palestra do ex-presidente da Fisenge e presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt, que apresentou um histórico sobre a fundação da federação e suas principais ações. De acordo com o presidente do Seagro-SC, a reforma trabalhista irá afetar drasticamente os sindicatos, afetando a atuação em defesa dos direitos dos engenheiros. Em relações às políticas agronômicas e agrícolas, Piazera ressaltou a importância de propostas que possam fortalecer o Sistema de Extensão Rural, a pesquisa agropecuária voltada para a agricultura familiar, a defesa sanitária animal e vegetal e a soberania e a segurança alimentar.

Publicado em Notícias

Depois dos longos 21 anos inativa, de 1993 a 2014, o grupo que retomou a Regional do Senge em Ponta Grossa assume a segunda gestão. A cerimônia de posse ocorreu nesta quarta-feira (21), na sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Ponta Grossa, onde fica também a Regional do sindicato. A diretoria-geral passa das mãos da engenheira civil Margolaine Giacchini – que permanece diretora na nova gestão – para a engenheira agrônoma Josiane Burkner dos Santos.

“Nesse momento conturbado, eu espero que o Senge em Ponta Grossa seja a casa dos engenheiros, e que eles possam usar essa estrutura aqui para que possamos melhorar as condições da categoria e possamos fazer a diferença”, garantiu a nova diretora-geral.

“Fico muito feliz por poder participar e prestar um serviço que possa transformar e mudar a vida das pessoas”, completou.

A cerimônia de posse contou com a presença do presidente do Senge-PR, Carlos Bittencourt, do vice-presidente, Leandro Grassmann, do presidente do Crea-PR, Joel Krüger, do diretor de ética profissional da Associação dos Engenheiros Agrônomos, Luiz Scheuer, entre outras autoridades, associados e familiares.

Confira a composição da nova gestão:

Diretora Geral Regional Engenheira Agrônoma Josiane Burkner dos Santos

Diretora Regional Secretária Engenheira Civil Ana Luiza Kubiak Tozetto

Diretor Regional Financeiro Engenheiro Agrônomo Henrique Luis da Silva

Diretora Engenheira Agrônoma Lutecia Beatriz dos Santos Canalli

Diretora Engenheira Agrônoma Adriana Baumel

Diretor Engenheiro Agrônomo Roberto Chueire Vieira

Diretor Engenheiro Civil Manoel Marcelo da Silva Martins

Diretor Engenheiro Agrônomo Roberto Franzini

Diretor Engenheiro Civil Guilherme Farhat

Diretora Engenheira Civil Margolaine Giacchini

 O triênio da retomada

Na avaliação de Margolaine Giacchini, que esteve à frente da Regional nestes primeiros três anos de retomada, o período foi importante para a reorganização interna e de reestruturação das atividades institucionais. “Agora vamos poder avançar em um trabalho mais próximo da categoria dos engenheiros para pode atendê-los melhor”, projeta.

Ela destaca como uma das principais realizações da Regional até agora a mobilização dos estudantes, por meio do Senge Jovem. “Já estamos com um número grande de associados ao Senge Jovem e a meta agora é ampliar”. A regional é a segunda com maior número de acadêmicos associados, com cerca de 200 associados, ficando atrás apenas de Londrina.

Outra ação ressaltada foi a contribuição para a organização do Coletivo de Mulheres do Senge-PR. “A nossa regional é atípica, pois a gestão anterior tinha sete mulheres e dois homens. É raro que as mulheres sejam maioria no campo da engenharia. Então a primeira reunião do Coletivo precisava acontecer aqui. Foi aqui que iniciamos e agora estamos trabalhando para dar continuidade”. A ex-diretora-geral agradeceu o presidente do Senge, Carlos Bittencourt, e o funcionário do Senge pelo incentivo e apoio para o desenvolvimento das ações.

O presidente do Senge-PR, Carlos Bittencourt, ressaltou a importância do trabalho de retomada realizado pela gestão anterior e expressiva paridade de gênero. “É a maior participação de engenheiras de todo o estado, com 50% de mulheres diretoras”.

Engenharia e soberania

Aliada à busca por melhores salários e condições de trabalho para os engenheiros, Carlos Bittencourt reformou a necessidade da atuação sindical também dirigir esforços para outras grandes lutas de interesse da categoria e da sociedade paranaense, pela soberania no âmbito estadual e federal, e em defesa da engenharia.

“Vamos continuar mobilizados e vigilantes pela contratação de todos os concursados do Instituto Emater. Muitos chegaram a escolher os locais onde iriam trabalhar, mas não foram chamados. Também é urgente a realização de concurso para o Instituto Agronômico do Paraná, o IAPAR, e para o Sistema Estadual do Meio Ambiente, setor que não contrata há 30 anos. A Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná, Codapar, também passa por sérias dificuldades”.

Joel Krüger, engenheiro civil presidente do Crea-PR, ressaltou a urgência do debate e da ação pela soberania brasileira, nas diversas áreas: “A palavra soberania soa muito forte nesse momento. Nós passamos por um momento de crise, em diversos aspectos, e de diversas formas essa soberania está sendo atingida. Primeiro na defesa das nossas profissões, da engenharia e dos nossos profissionais. Nós precisamos fazer uma defesa muito dura e forte para que a gente possa preservar todo o capital científico e tecnológico que nós temos, e também as nossas empresas, tanto públicas, quanto privadas”.

Em defesa da soberania e da engenharia, Krüger frisou a importância da Petrobras, “maior empresa de engenharia brasileira”, e da Copel, “maior empresa de engenharia de Paraná”, além da Embrapa, o IAPAR, e da Sanepar, das quais “não podemos abrir mão”, disse o engenheiro. Os ataques às empresas públicas ocorrem de maneira direta, com a extinção ou venda da empresa, e indireta, não contratando. “Você destrói a empresa quando não tem mais funcionários, não tem mais engenheiros, mais agrônomos. Então a empresas existe no papel, mas na prática não tem mais estrutura nenhuma e você não consegue atingir os objetivos”.

Luiz Scheuer, diretor de ética profissional da Associação dos Engenheiros Agrônomos, reafirmou a importância da cooperação entre a Associação e o Senge-PR. Atualmente a sede da regional do Sindicato é compartilhada com a Associação.

O agrônomo desejou sucesso à nova gestão: “Que cada vez mais nós sejamos parte e sejamos protagonistas desse processo de desenvolvimento. Quando nós não ocupamos nosso espaço, tem outros que estão ocupando e são esses que estão tendo voz e vez na mídia e falando o que interessa a eles”.

Aniversariante

Já no momento da confraternização entre os participantes da cerimônia de posse, a diretoria da Regional de Ponta Grossa fez uma homenagem surpresa ao aniversariante do dia, Carlos Bittencourt.

Amigos de longa data expressaram reconhecimento e carinho pela presidente do Senge, lembrado como “Bitenca”, aquele que desde o período do movimento estudantil participava e incentivava os amigos a se somarem à luta social.

 

Publicado em Notícias

O texto base da reforma trabalhista foi rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, no dia 20/6, por apenas um voto de diferença. Este resultado representa uma vitória da classe trabalhadora empenhada na defesa de seus direitos. No entanto, o cenário ainda é incerto, uma vez que o projeto seguirá para avaliação dos senadores na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), formada por uma maioria governista golpista. O Brasil tem uma população com mais de 200 milhões de habitantes e, destes, mais de 14,2 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O nosso país vive uma crise política e econômica forjada pela afirmação de um projeto alicerçado pela lógica de privilégios e de favorecimento aos mercados financeiro e internacional. Ao contrário da narrativa do governo ilegítimo de Michel Temer, a Reforma Trabalhista irá precarizar ainda mais as relações de trabalho e aprofundar a rotatividade, o desemprego e os baixos salários.

Especificamente para a engenharia, a prevalência do negociado sobre o legislado poderá, por exemplo, acabar com o Salário Mínimo Profissional da categoria. Isso porque as negociações e acordos coletivos poderão ter força de lei e ignorar toda a legislação vigente. Se um acordo coletivo trouxer como cláusula o pagamento de salários inferiores ao Salário Mínimo Profissional dos engenheiros, a lei 4.950-A/66 poderá ser ignorada. Hoje, os sindicatos e as entidades de classe recorrem à Justiça do Trabalho para garantir o cumprimento do Salário Mínimo Profissional. Com a reforma, uma lei histórica para a nossa categoria de engenheiros será extinta.

Essa Reforma Trabalhista representa um retrocesso no Brasil e em qualquer país do mundo. É nosso dever denunciar o desmonte da legislação trabalhista e mobilizar para a greve geral marcada para o dia 30 de junho. Também é importante pressionar os senadores da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Acesse aqui a lista de e-mails e envie sua mensagem. Nenhum direito a menos! Fora Temer!

Rio de Janeiro, 22 de junho de 2017.
Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

Publicado em Notícias

O Sindicato dos Engenheiros no Estado da Paraíba (Senge-PB) realizou a etapa estadual do 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge). Dividido em três datas, as etapas aconteceram nos dias 17/5 em Patos, 18/5 em Campina Grande e 24/5 em João Pessoa. Na ocasião, foram eleitos os delegados que representarão o sindicato e também foram elaboradas as propostas, que serão encaminhadas para o debate no congresso.
No encontro regional de Patos, o tema foi “Desenvolvimento Sustentável e Segurança Alimentar” e a palestra proferida pelo ex-secretário de agricultura familiar da Paraíba, Lenildo Morais. Abordando o desmonte das políticas públicas que trabalham a segurança alimentar nos últimos 12 anos, os presentes discutiram a necessidade da retomada de medidas para que a formulação dos programas sociais que visem aperfeiçoar a segurança alimentar no estado, voltem a serem implementadas .

“Fizemos questão de enfatizar a participação política da Fisenge e dos sindicatos incorporados, na resistência e lutas em defesa da engenharia e da soberania nacional. Não existe nação sem direitos assegurados para trabalhadores e trabalhadoras”, disse a diretora da Fisenge e presidente do CREA-PB, Giucélia Figueiredo. Para ela, a expectativa é de que se possa criar um forte sentimento de mobilização e resistência contra as reformas do governo Temer. “Essas mudanças tentam, à custa dos trabalhadores e das trabalhadoras, entregar nosso país aos interesses do capital financeiro nacional e internacional”, completou.

Em João Pessoa, o principal debate foi sobre a Reforma Trabalhista, com participação do Procurador Regional do Trabalho da região, Dr. Eduardo Varandas Araruna, que falou sobre a destruição do Ministério do Trabalho com foco na retirada de direitos dos trabalhadores. De acordo com a coordenadora do Coletivo de Mulheres da Paraíba, Alméria Carniato, o recorte de gênero é essencial para analisar a atual conjuntura de retrocessos. “Quando existe uma crise política, as mulheres são as mais afetadas. O movimento de mulheres está na linha de frente de resistência social, pautando o desmonte do Estado e de políticas públicas. As reformas não têm categoria e atingem o conjunto da classe trabalhadora”, afirmou Alméria.

Já em Campina Grande, o tema foi “Gestão das Águas da Transposição do Rio São Francisco” e contou com a presença de representantes da Agência Estadual das Águas (AESA), que fizeram uma abordagem acerca de todo o processo de estiagem pelo qual a Paraíba enfrenta e também do processo de construção do eixo leste, que traz as águas do Rio São Francisco para o estado. “Para a Paraíba a transposição das águas coloca-se como um forte instrumento de sobrevivência da população e somente um presidente compromissado com o povo nordestino teria coragem de realizar tão importante e complexa obra de engenharia e o Presidente Lula , teve!”, enfatizou Giucélia.

Publicado em Notícias

O contexto do atual momento pelo qual o Brasil tem passado, marcado pela crise política e por reformas antipopulares, foram destacados pelos componentes da mesa de abertura da 3ª edição do Simpósio SOS Brasil Soberano. O evento teve início nesta manhã desta quinta-feira (08/06) em Belo Horizonte, no auditório do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Por Caroline Diamante (Senge-MG)

O simpósio foi aberto com a fala do diretor do Senge-MG e Subsecretário de Projetos da Secretaria de Transporte e Obras Públicas e organizador do Simpósio em Minas Gerais, Marcos Túlio de Melo. Ele falou sobre a crise no Brasil que, para ele, é decorrente do golpe que tirou do poder a ex-presidente Dilma Rousseff. Marco Túlio explicou que no atual governo houve um retrocesso nos projetos que viabilizaram o crescimento econômico e as políticas sociais nos últimos anos. De acordo com ele, esta terceira etapa do SOS Brasil Soberano tem como proposta debater com a sociedade e os profissionais de engenharia “ações e reformas necessárias para a retomada da perspectiva e do desenvolvimento nacional”.

O presidente do Senge-MG, Raul Otávio da Silva Pereira, destacou que o Simpósio é uma forma de instrumentalizar todos nós para retomarmos o debate dentro de um patamar mais avançado. “Para fazer um contraponto às informações distorcidas que escutamos nos ambientes que frequentamos, como escola, trabalho”, explicou. O presidente do Senge-MG ainda afirmou que temos uma disputa perdida no últimos 12 ou 24 meses que foi a disputa de ideias, que nos levou a ter conflitos na família, no trabalho, na rua, com amigos e parentes. “A disputa de ideias que se travou nos deixou acuados, oprimidos, arredios e momentaneamente sem reação. Esta perda na disputa de ideias não foi por acaso. Foi de forma estruturada e planejada.”

O presidente do Crea-MG, Jobson Andrade constatou que o Brasil é um reflexo de todo um processo que já se arrasta há 2 ou 3 décadas, a de não respeitarmos o contraditório. “Globalizamos o mercado, mas não globalizamos a cultura. Temos dificuldade em aceitar as diferenças.” Para o presidente do Crea-MG, temos que entender e respeitar estas contradições para construirmos uma sociedade mais equilibrada para que as pessoas tenham mais oportunidades

A deputada estadual Marília Campos (PT-MG) reconheceu a importância do Simpósio, que reúne lideranças de entidades do Brasil. Para ela, é uma oportunidade de pensar e repensar o processo de mobilização, importante para o enfretamento neste momento que o Brasil vive. A deputada destacou os retrocessos nas políticas sociais, econômicas e democráticas e a necessidade da fortificação das bandeiras da “Diretas Já” e “Fora Temer” nos movimentos. Ela falou, ainda, que as periferias ainda não entraram no processo de mobilização para garantir a resistência ao golpe.

Segundo a deputada, temos claramente um sistema político que representa o sistema das elites, e não do povo “Há poucas mulheres, negros e pobres neste sistema político. Ele precisa ser reformado para se ter um sistema representativo”, pontuou.

O Brasil vive uma fase sem precedentes na História, conforme pontuou o engenheiro civil e sanitarista e presidente da FisengeClovis Nascimento. Segundo Nascimento, as instituições estão derretendo e o que está em jogo é a luta de classes.”  Aqueles que não aceitavam o crescimento do país e a inclusão social são os que estão agora no governo impondo aos trabalhadores e ao povo brasileiro um atraso, jogando o país na década de 30. A periferia tem 14 milhões de desempregados e está pensando no que vai comer amanhã. A população não irá aceitar isso de forma passiva. As ruas sempre foram nossas. Esse governo ilegítimo e espúrio jamais poderia dirigir o Brasil. A Fisenge está na luta e nas ruas. Vamos ao bom combate”, conclamou Clovis.

Texto: Caroline Diamante (Senge-MG)

Foto: Alessandro Carvalho

Publicado em Notícias

O Senge-PR registrou junto ao Ministério do Trabalho a convenção coletiva do setor de consultoria para o período de 2017/18. O documento foi protocolado na última quinta-feira (31). A negociação garante aos engenheiros que atuam nas empresas do setor um reajuste mínimo de 4%, percentual acima da inflação registrada para o período, de 3,99% pelo INPC.

O documento com todas as cláusulas de abrangência aos trabalhadores do setor pode ser acessada no site do Senge clicando aqui. A convenção é assinada pelo Senge, Sindaspp, SindArq com o sindicato que representa as empresas do setor de engenharia consultiva.

Dentre as cláusulas da convenção, aprovada pela categoria em assembleia, está a de desconto da taxa de reversão salarial, que é para custeio de gastos com a campanha salarial. De acordo com o aprovado pelos trabalhadores, o desconto é de 2% sobre a folha de pagamento.

No entanto, há possibilidade de oposição ao desconto. Para isso, o engenheiro deve apresentar a oposição pessoalmente na sede do Senge, na Rua Marechal Deodoro, 630, 22 andar, em duas vias e portando documento de identidade. O horário de atendimento é das 8 horas às 12 horas e das 13 horas às 17 horas. A carta de oposição deve ser apresentada até a próxima sexta-feira (10). Mais informações em O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .b

Publicado em Notícias

O Mercado da Engenharia no Brasil foi tema de mesa redonda no II Encontro Pernambucano de Engenharia de Produção, que teve a contribuição do diretor do Senge-PE Roberto Freire e também do engenheiro Marcílio Cunha, e aconteceu na última terça-feira (23), na Universidade Salgado Oliveira, Universo.

O diretor Roberto Freire apresentou, para cerca de 30 alunos, a história do mercado da engenharia, desde a formação das primeiras turmas de engenharia no Brasil até a crise política e econômica da atualidade.

Roberto falou sobre as importantes conquistas do governo de Getúlio Vargas para a categoria, com a limitação da contratação de engenheiros estrangeiros e a valorização de empresas nacionais. Falou também das inúmeras crises da profissão, inclusive na década de 80, quando ficou famosa a história do “engenheiro que virou suco”, se referindo a um engenheiro que largou a engenharia e abriu uma venda de suco na Avenida Paulista, São Paulo.

Para o diretor do Senge-PE e coordenador do Senge Jovem, Mailson Silva, que também esteve presente no evento, não há como falar de empregabilidade dos engenheiros sem discutir sobre políticas públicas. “Fica claro que, quando um governo faz investimentos, a engenharia se fortalece, com projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração de Crescimento, nos governos de Lula e Dilma, o mercado da engenharia teve um salto de crescimento”, enfatiza.

Mailson aproveitou a oportunidade para falar da importância de iniciativas que visem aproximar as entidades sindicais da academia, “o Brasil vive uma situação de crise institucional, depois do golpe dado na presidenta legítima e eleita pelo povo, Dilma Rousseff. Nossas instituições estão fragilizadas, nos aproximarmos dos estudantes, promovendo a interação e apresentando a luta do trabalhador, é uma forma de renovar as esperanças”, finalizou.

O II Encontro Pernambuco de Engenharia da Produção, que aconteceu de 22 a 24 deste mês, é organizado por uma comissão de estudantes da Universo e tem como objetivo promover a troca de informações e experiências entre os alunos, os professores e os estudantes, em busca da valorização da engenharia de produção e de aproximar os jovens ao mercado de trabalho.

 

Publicado em Notícias

O Brasil assistiu aos escândalos de corrupção ligados ao presidente ilegítimo Michel Temer, na noite do dia 17/5, divulgados em diversos veículos de comunicação. A gravação mostra Temer dando o aval para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A operação de desvio de dinheiro envolve mais parlamentares do PMDB e do PSDB, como Aécio Neves (PSDB-MG), Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e Zezé Perrela (PSDB-MG).

Michel Temer não tem condições políticas de governar o país e demonstra que o golpe presidencial instaurado nunca teve o objetivo de combater a corrupção. O golpe ao mandato da primeira mulher democraticamente eleita, Dilma Rousseff, se consolida como um dos atos mais ilegítimos e imorais na História brasileira. Os interesses de Michel Temer seguem a lógica de privilegiar grupos historicamente e economicamente favorecidos, destruindo a soberania nacional e retirando os direitos da classe trabalhadora. A agenda acelerada de Temer pela aprovação das reformas trabalhista e da previdência demonstra esse cenário e tem a finalidade de beneficiar o mercado internacional e financeiro.

Defendemos o afastamento de Michel Temer da Presidência da República e a convocação imediata de eleições diretas livres. A soberania popular deve prevalecer como base democrática em momentos de crise institucional e a decisão pela ocupação da presidência deve retornar à população. Nesse sentido, também exigimos a retirada dos projetos das reformas trabalhista e da previdência, por sua origem de vício moral. Convocamos os sindicatos, engenheiros e engenheiras e toda a população brasileira a ocuparem as ruas numa voz uníssona pelo: FORA TEMER! ELEIÇÕES DIRETAS LIVRES JÁ!

Rio de Janeiro, 18 de maio de 2017

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

Publicado em Notícias

Por Francis Bogossian

A engenharia nacional está sendo desmontada. A situação do país é extremamente preocupante! Não me lembro de uma época tão atribulada quanto esta.
Não há investimentos e nem perspectivas para o setor de obras públicas, a curto prazo. O déficit dos governos federal, estaduais e municipais é monumental. Há dívidas do setor público para com as entidades privadas.
A crise que assola o Brasil exige que se busque um consenso em torno de soluções, tendo por base o interesse nacional. Não existe nação forte sem empresas nacionais fortes.
Agiria de modo mais consequente o poder público se, antes de adotar medidas de tal forma drásticas, constituísse comissão notável para estudar o problema e propor uma solução emergencial. Comissão esta que reunisse entidades nacionais de engenharia — tais como a Academia Nacional de Engenharia, os clubes e institutos de Engenharia do Brasil — para, em prazo emergencial pré-estabelecido, apresentar alternativas que visem a preservar a engenharia brasileira, setor fundamental ao desenvolvimento científico e tecnológico, ao progresso, à infraestrutura e à subsistência do país.
O combate à corrupção é essencial e deve ser mantido, mas não pode ser usado para provocar a estagnação da economia nacional. Não se pretende deixar de culpar os comprovadamente ilegais. A proposta a ser estudada teria como meta que as punições aconteçam, preservando ao máximo as empresas como um todo, sem levar ao desemprego profissionais probos, competentes e, ainda, a mão de obra dita “não especializada”, que está sem seu pão a cada dia.
Hoje, o setor que mais atua nas empresas de engenharia, ocupando patrões e empregados, é o de Recursos Humanos, para homologar indesejadas e desgraçadas rescisões contratuais. E já está começando a faltar dinheiro até para isso.
Empresas são formadas, majoritariamente, por profissionais, que aplicam seus conhecimentos e habilidades no desenvolvimento de equipes técnicas formadas e treinadas ao longo de décadas. Estas equipes estão sendo desmanteladas. As construtoras brasileiras, por exemplo, também têm o papel de educar. São estas empresas que empregam mão-de-obra não qualificada e analfabeta. Cursos de alfabetização são comuns nos canteiros de obras, assim como o treinamento dos trabalhadores sem qualificação, que são contratados como serventes e se profissionalizam como pedreiros, encanadores, etc. É por eles que precisamos lutar! Colapsar as empresas brasileiras de engenharia é extinguir nossa soberania.
O Brasil tem extraordinários feitos em ciência aplicada e engenharia, tais como as conquistas do setor elétrico nos últimos 60 anos, o Pró Álcool, a recuperação do cerrado, a produção de petróleo em águas profundas e muitos outros que são referências internacionais. Necessitaria então, realmente, se valer de maciça participação de empresas estrangeiras em nossos projetos de engenharia para sua recuperação econômica?
Francis Bogossian é professor, presidente da Academia Nacional de Engenharia, membro das academias Brasileira da Educação e Pan-Americana de Engenharia e ex-presidente do Clube de Engenharia.
* Esse artigo também foi publicado na seção de opinião do jornal O Globo, no dia 12/05/2017.

Publicado em Notícias
Pagina 1 de 13

Galeria de Vídeos

 

Receba nossos boletins!

captcha 

Publicações