A diversidade no discurso da esquerda foi o ponto principal abordado pelo geógrafo e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Carlos Walter Porto Gonçalves. Para ele, com a crise civilizatória em que o mundo vive, é necessário fundamentar a luta nas questões raciais, de gênero e de etnia.

“Se os sociólogos europeus não foram capazes de levar em conta essas questões em seus estudos, a realidade da América Latina mostra o quanto isso é necessário.”

Como exemplo, o professor cita a situação dos indígenas no Brasil, país mais indígena da América Latina. “Temos um projeto soberano de Brasil respeitando os povos indígenas? Será que a mais-valia seria a mesma se não fosse o trabalho não-remunerado das mulheres?”, questionou.

Com relação ao processo de desenvolvimento que aconteceu no Brasil desde o lançamento do Plano Real, Carlos Walter criticou a forma e o resultado que o projeto trouxe para as populações mais pobres.

“Vemos o Estado máximo para os bancos e mínimo para o povo. Vemos o Estado abandonar a nação. Ou nós recuperamos a ideia de algo além do capitalismo, o centro da esquerda, ou dependeremos de alianças. E a burguesia brasileira já mostrou de que lado está”, defendeu.

O professor afirmou ainda que, apesar de estar no meio acadêmico, tenta se distanciar apenas do discurso teórico e verdadeiramente dialogar com o mundo. Ele conta que sua inspiração para seguir por esse caminho, na década de 1970, foram as cartas escritas por Karl Marx como resposta para Vera Zasúlich, militante russa que o questionou sobre a falta de análise dos movimentos sociais no “Manifesto do Partido Comunista”, focando apenas nos trabalhadores de fábrica. Ela questionou especialmente os movimentos do campo, área em Zasúlich militava.

“Eu achava que conhecia muito da teoria marxista, mas não tinha o conhecimento de quem resiste ao capital que são as pessoas que verdadeiramente enfrentarão o capital. Foi nesse momento que decidi estudar os movimentos sociais”.

Fonte: Senge-RJ 

Foto: Giorgia Prates

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A profunda crise que o Brasil vive e as recentes aprovação da Reforma Trabalhista pelo Senado e a condenação do ex-presidente Lula na Operação Lava-Jato. Esses foram os principais temas abordados pelos participantes do Soberania em Debate, roda de conversas que inicia o simpósio SOS Brasil Soberano. Nesta edição, realizada no dia 13 de julho, a jornalista da Fisenge, Camila Marins, recebeu o jornalista Rogério Galindo, o economista e professor Nilson Maciel de Paula, e a historiadora e também professora Kátia Baggio.

“O que estamos vendo é o desmonte do estado como rede de proteção em momentos de crise. Isso está sendo falado abertamente. Usar a receita do estado mínimo como a forma para o país voltar a crescer. O Brasil não é o único país do mundo a passar por uma crise, mas precisa entender que as bases democráticas não podem ser destruídas. E foi justamente isso que aconteceu com o golpe”, afirmou o economista Nilson Maciel de Paula.

O impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, trouxe instabilidade na política e na economia. O ilegítimo Michel Temer, atendendo às demandas do mercado financeiro, vem aprovando “reformas” que aumentarão a desigualdade, a pobreza e o desemprego. É o que mostram os estudos realizados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Há um engodo embutido nisso no caminho que a politica econômica está indo para superar a crise a complexidade da crise envolve outros aspectos: sociedade esgarçada, fragmentada, que está indo na direção do empobrecimento”, lamenta o economista.

 Financiadores do golpe

A historiadora Kátia Baggio apresentou os dados de sua pesquisa que revelam o financiamento de grupos neoliberais brasileiros, como o Estudantes Pela Liberdade e o Movimento Brasil Livre, por entidades americanas. Uma delas, a Atlas Networking, possui mais de 460 organizações parceiras em mais de 90 países. Destas, 12 estão no Brasil. Segundo Baggio, essas entidades tiveram forte atuação no processo que levou ao impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

“Entre 2012 e 2016, a receita do Estudantes Pela Liberdade cresceu mais de 10 vezes. Para mim, é muito evidente que esses recursos foram usados para criar formar grupos liberais como também para sustentar os protestos pro impeachment, porque o MBL tem um laço estreito com a Atlas e com a Students For Liberty. Há uma grande articulação do capital financeiro que banca estas instituições e que fortalecem essas organizações para desestabilizar governos que defendem o estado de bem-estar”, critica a historiadora.

“Não tenho dúvidas de que esse golpe tem relação com os projetos dos governos Lula e Dilma em relação aos BRICS, ao comércio na Ásia, na relação Sul-Sul. Foram fatores que incomodaram outros países. Ainda não conseguimos mapear completamente isso, mas eu como historiadora acredito que muito dos que nós vivemos nos últimos anos serão revelados.”

Perspectivas de futuro

Com críticas contundentes à política escolhida pelo governo ilegítimo de Michel Temer com a justificativa de tentar superar a crise, os participantes do Soberania em Debate afirmaram unânimes que a saída para a crise é buscar um caminho de país soberano.

“Precisamos nos encontrar na ideia de um projeto de nação, que não é só econômico. Parece que esquecemos que além dos números do PIB, câmbio, taxa de juros, a gente tem a Amazônia, o Nordeste, mais de 8 milhões de km² de extensão territorial. Temos muitas outras coisas e o Brasil não é um negócio, um número. O Brasil são pessoas, uma nação, uma comunidade”, criticou o jornalista Rogério Galindo.

“O Brasil precisa recuperar uma geopolítica que estabeleça parcerias e se aproxime de países com os quais possa haver cooperação. Não se trata apenas de criar mercado, mas de criar um arranjo contra-hegemônico, como o BRICS. Ao se concentrar em uma relação com as economias centrais, estaremos participando muito mais com uma submissão em uma agenda já estabelecida, porque esses países são protecionistas estrategicamente. Precisamos fazer politica externa não apenas para sermos obedientes de uma receita do terreno homogêneo, com a ideia de que todos nós estamos na mesma posição para competir. Os chineses não chegaram onde chegaram fazendo livre-comércio. O Brasil precisa fazer esse ajuste. Não fazemos politica econômica guiada apenas pela austeridade”, defendeu Nilson Maciel.

Foto: Katarine Flor

Fonte: Senge-RJ

 

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No dia 13 de junho de 2016, a vida da professora universitária Marlene de Fáveri virou de cabeça para baixo. Com uma trajetória reconhecida nacional e internacionalmente nos estudos de gênero e feminismo, a historiadora e professora do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) foi processada por uma ex-aluna e orientanda no mestrado, sob o argumento de perseguição religiosa e doutrinação ideológica.

O processo foi movido duas semanas depois da aluna ter sido reprovada no mestrado. De Fáveri, no entanto, já não era mais orientadora dela, após a estudante afirmar que não acreditava no projeto que estava escrevendo e que fazia apenas pelo diploma. O estudo que era desenvolvido tinha como tema feminicídio e a professora ministrava a disciplina “História e Relações de Gênero”. A aluna, por outro lado, afirmava ser “antifeminista” e defendia, nas redes sociais, pautas conservadoras que não corroboravam com a pesquisa e a disciplina estudadas.

Ao descobrir que a orientanda publicava nas redes sociais conteúdos que desqualificavam o campo de estudo, a professora a chamou para conversar e, após o diálogo, decidiu interromper a orientação. “Minha decisão irrevogável de abrir mão da orientação da mestranda se justifica devido à incompatibilidade do ponto de vista teórico-metodológico com relação à abordagem do tema quando de seu ingresso, incompatibilidade esta expressa em vídeo difundido por mídias eletrônicas, de acesso público, onde manifesta concepções, do ponto de vista acadêmico, que ferem a disciplina que ora ministro e, por extensão, a linha de pesquisa do programa de Pós-graduação em História”, justifica a professora no documento que formaliza sua solicitação de substituição ao colegiado. O pedido foi aceito.

“Eu virei o centro das atenções na questão da Escola Sem Partido e da liberdade. O processo me constrangeu, mas também me fortaleceu. Estou sendo julgada, não por um crime, mas por um discurso. No entanto, o discurso é o que temos de mais livre. Minha luta é pela defesa da democracia, da liberdade, da educação, da cátedra, do nosso lugar como professoras e professores”, defende Marlene De Fáveri.

A professora afirma ser veementemente contra o Projeto Escola Sem Partido. Segundo ela, é na escola onde surgem as questões de racismo, machismo, violência e desigualdade. Por isso, ela acredita que é impossível simplesmente ignorar essas questões e implementar um sistema educacional que não ensina a pensar.

“Gênero e feminismo são questões políticas e não podemos deixar de lutar. O meu feminismo é pela luta dos direitos das mulheres, para uma mulher ser eleita e ser mantida no cargo. O golpe que derrubou Dilma Rousseff foi machista, misógino. É contra todas nós, é contra a educação. Não sou vítima. Vítimas somos todos nós, que eles querem calar, neutralizar o ensino, para não se tenha mais uma sociedade crítica. Não à escola sem partido, sim à liberdade de cátedra, à democracia, à liberdade e à justiça social”, afirma a professora, emocionando a plateia do Simpósio.

Fonte: Marcelle Pacheco/Senge-RJ

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Curitiba recebeu, nesta sexta-feira (14/7), o IV Simpósio SOS Brasil Soberano, com mais de 150 participantes. Com o tema “Brasil 2035: um país justo e soberano”, o evento reuniu engenheiros, estudantes, ativistas, intelectuais e políticos. Participaram da mesa de abertura o engenheiro e presidente da Fisenge, Clovis Nascimento; o engenheiro e presidente do Senge-PR, Carlos Roberto Bittencourt; o engenheiro presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos; o presidente do CREA-PR, Joel Krüger; e o presidente Sindicato dos trabalhadores em educação pública do Paraná (APP Sindicato), Hermes Leão.

"O Brasil vive uma crise política sem precedentes na História. A mídia e os setores conservadores tentam tirar o foco da Reforma Trabalhista, que foi aprovada e representa uma das propostas mais destruidoras para os trabalhadores. Nem Margaret Thatcher [ex-primeira ministra britânica] nem Pinochet [ditador chileno que derrubou o governo de Allende] fizeram propostas tão cruéis e perversas. Nós vamos para as ruas construir e fortalecer a resistência. A nossa resposta é nas ruas e na luta", presidente da Fisenge, Clovis Nascimento.

Na mesa de abertura do encontro, o presidente do Senge-PR, Carlos Bittencourt, deu as boas-vindas e falou sobre a cidade aos participantes vindos de outros estados e frisou as recentes mobilizações ocorrida na capital paranaense. “Curitiba tem muita resistência. O Brasil todo acompanhou a luta dos professores e funcionários do estado, professores e servidores do município. Foi uma forte resistência, até contra a repressão policial com violência. Curitiba também teve o maior número de ocupações das escolas contra a reforma do ensino médio”, relatou o presidente.

Bittencourt destacou o retrocesso nos direitos dos trabalhadores aprovado pelo Senado: “É uma semana muito difícil para todos nós por conta da aprovação da Reforma Trabalhista. É um golpe nos direitos de todos os trabalhadores”.

A história ensina

Mais 21 mil pessoas foram assassinadas durante a Guerra do Contestado, que aconteceu entre 1912 e 1916 nos estados de Santa Catarina e do Paraná. O fato histórico foi lembrado pelo professor Hermes Leão, presidente da APP Sindicato, para fazer uma relação com o momento em que o Brasil vive atualmente. Segundo ele, a pauta não mudou: a tentativa de entrega das riquezas nacionais para o capital estrangeiro.

“Esse governo de Michel Temer poderia ser o retrato do grupo que protagonizou a tragédia da Guerra do Contestado. É o retrato da entrega, da criminalização do povo. A história nos ensina a luta necessária. O golpismo ainda é uma marca muito forte nessa nação”, explicou Hermes.

Oligarquias

O presidente do Senge-RJ, Olímpio Alves dos Santos, destacou o período político e econômico que o país vive e defendeu a importância entender este momento para ter a capacidade de se organizar e lutar. “No Brasil, ainda não conseguimos derrotar uma oligarquia que impede que possamos nos tornar uma nação soberana. Temos este desafio pela frente”, defendeu o presidente.

Origem do projeto

“É preciso uma compreensão mais macro do que estava acontecendo no país durante. Não se tratava apenas de tirar uma presidenta sem crime. Se tratava de mudar a condição de país. Transformaram o estatuto desse país, que vinha se colocando como uma das grandes potências do mundo, em uma nação subalterna. Demoliram os setores estratégicos. O Brasil é um país onde os CNPJs são destruídos e os CPFs são preservados”, afirmou o coordenador do SOS Brasil Soberano e o professor de História, Francisco Teixeira.

Com informações do Senge-RJ (Marcelle Pacheco) | Fotos de Giorgia Prates

 

 

 

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A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) e o ex-deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB/SP) estarão em Curitiba nesta sexta-feira (14), em um simpósio sobre soberania brasileira. Será o IV Simpósio do projeto SOS Brasil Soberano, uma iniciativa da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), que na capital paranaense é realizado também pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).

Pesquisadores, jornalistas e intelectuais de várias áreas do conhecimento e de diferentes estados brasileiros estão entre os convidados para o evento. Veja aqui a programação completa.

Marlene de Fáveri, cientista social, historiadora e feminista, é outra figura confirmada. Ela é professora na Universidade do Estado de Santa Catarina (UFSC) e ficou conhecida nacionalmente pelo caso de uma ex-aluna e ex-orientanda de mestrado quer ser indenizada por supostos danos morais que a cientista teria lhe causado. A ex-aluna, que relatou seu “processo de perseguição” em sessão especial sobre o projeto Escola sem Partido, é antifeminista e a acusa de perseguição ideológica por ser cristã e conservadora. Marlene vem recebendo o apoio de inúmeras instituições acadêmicas e políticas.

O presidente da Associação Brasileira de Ciência Política, Leonardo Avritzer, e o ex-presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), Carlos Walter Porto Gonçalves, também compõem a programação.

No campo do jornalismo, estarão presentes Bia Barbosa, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), e Laura Capriglione, uma das criadoras da Rede Jornalistas Livres, focada na cobertura de Direitos Humanos e Sociais.

O evento é voltado para engenheiros, estudantes, integrantes de movimentos sociais e sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A atividade é gratuita, das 9h às 18h, na Universidade Positivo da Praça Osório, 125, Centro de Curitiba. Para participar, clique aqui e preencha o formulário de inscrição. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8 horas.

Os apoiadores são o Senge Jovem Paraná, o Sindicato dos Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), a Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR) e a Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA.

Para acompanhar pela internet

Na noite desta quinta-feira (13), a partir das 18h, os organizadores do simpósio farão uma espécie de “esquenta”, com um bate-papo sobre os principais temas a serem abordados no evento. O debate não terá participação aberto ao público, e sim transmissão ao vivo pela página no projeto.

Os debatedores serão Kátia Gerab Baggio, historiadora e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Rogério Galindo, jornalista, repórter e colunista da Gazeta do Povo; e Nilson Maciel de Paula, economista e professor da Universidade Federal do Paraná.

Por que debater soberania?

“Soberania é o governo tomar para si os destinos da nação. Quando o governo abdica disso, ele entrega, abre mão da soberania do seu povo. Portanto, o que nós defendemos é que o governo retome para si os destinos da população brasileira, do desenvolvimento do Brasil, de cada região, de cada área específica, de cada política pública. Nós não podemos abrir mão disso”, garante Clovis Nascimento, presidente da Fisenge, que junto do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), é idealizadora do projeto SOS Brasil Soberano. A iniciativa

Para o presidente do Senge-PR, Carlos R Bittencourt, a defesa da soberania brasileira torna-se imprescindível neste momento de crise econômica e política: “Para termos um país soberano, precisamos ter setores estratégicos, como as empresas públicas, na mão do Estado. Atualmente está ocorrendo a entrega do Pré-Sal e a venda de ativos que são patrimônio da Petrobras, principalmente para empresas estrangeiras e norte americanas”.

..:: Programação ::..

Dia 13

18h – Talk show – Soberania em debate: Bate-papo, transmitido ao vivo pela página no projeto, sobre os principais temas que serão abordados no IV Simpósio, com mediação da jornalista Camila Marins, assessora de Comunicação da Fisenge, e a participação dos seguintes convidados:

Kátia Gerab Baggio – Historiadora, doutora em História Social, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Rogério Galindo – Jornalista, colunista da Gazeta do Povo, em Curitiba, Ganhador do Prêmio Esso, doutorando em Filosofia pela UFPR.

Nilson Maciel de Paula – Economista, professor titular da Universidade Federal do Paraná onde trabalha com temas relacionados a comércio internacional, agronegócio e aglomeração industrial.

Dia 14

9h – Mesa de abertura
- Carlos Bittencourt, presidente do Senge-PR
- Joel Krüger, presidente do CREA-PR
- Clovis Nascimento, presidente da Fisenge
- Olímpio Alves dos Santos, presidente do Senge-RJ
- Hermes Silva Leão, presidente da APP Sindicato
- Regina Cruz, presidente da CUT-PR

9h30: Conferência de abertura: senadora Gleisi Hoffmann, primeira mulher eleita presidente do Partido dos Trabalhadores (PT)

+ Apresentação do Projeto SOS Brasil Soberano (SOSBS) – pelo professor e historiador Francisco Teixeira

10h30 às 12h30 | Mesa 1: Política e Estado

Marlene de Fáveri – Cientista social, historiadora, feminista, professora e pesquisadora na Universidade do Estado de Santa Catarina (UFSC).

Leonardo Avritzer – Cientista social, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), presidente da Associação Brasileira de Ciência Política.

Bia Barbosa – Jornalista, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e Secretária-Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Coordenação: Eng. Clovis Nascimento, presidente da Fisenge

14h30 às 18h | Mesa 2: Economia e Cidadania

Aldo Rebelo – Ex-deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN).

Carlos Walter Porto Gonçalves – Geógrafo, ex-presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), professor adjunto da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Laura Capriglione – Jornalista e uma das criadoras da Rede Jornalistas Livres, focada na cobertura de Direitos Humanos e Sociais.

Coordenação: Eng. Carlos Roberto Bittencourt, presidente do Senge-PR

>> Para saber mais sobre o projeto, acesse o site: sosbrasilsoberano.org.br

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Diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Valter Fanini estará no IV Simpósio SOS Brasil Soberano, dia 14 de julho, em Curitiba (PR). “Só teremos soberania, domínio do nosso território, se pudermos extrair dele as condições materiais de nossa existência. Se não tivermos capacidade tecnológica, empresas, conhecimento de engenharia para isso, outros farão em nosso lugar, e capturarão nossa soberania (…) SOS Brasil Soberano é uma ação de engenheiros para a soberania territorial, para a manutenção do Brasil para os brasileiros.”

Fonte: SOS Brasil Soberano

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Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o projeto SOS Brasil Soberano realiza a 4ª edição no Paraná, em Curitiba, no dia 13 e 14 de julho. Dentro do tema “Brasil 2035: um país justo e soberano”, duas mesas tratarão respectivamente de Política e Estado, e Economia e Cidadania, conforme programação no site http://sosbrasilsoberano.org.br/simposio/programa/

O simpósio é voltado para engenheiros, estudantes, integrantes de movimentos sociais e sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A ação é iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e na capital paranaense é realizada também pelo Senge-PR.

Inscrição:
Para participar, clique aqui e preencha o formulário de inscrição. A inscrição pode ser enviada até o dia 13 de julho, quinta-feira. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8 horas.

Local: Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125, Centro de Curitiba.

Entrada gratuita

>> Para saber mais sobre o projeto, acesse o site: sosbrasilsoberano.org.br

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Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o projeto SOS Brasil Soberano chega ao Paraná, no dia 14 de julho. A 4ª edição do Simpósio será em Curitiba e terá como tema “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”.

O evento é voltado para engenheiros e engenheiras, estudantes, integrantes de movimentos sociais e de sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e de entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A ação é iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e na capital paranaense é realizada também pelo Senge-PR.

“Para termos um país soberano, precisamos ter setores estratégicos, como as empresas públicas, na mão do Estado. Atualmente está ocorrendo a entrega do Pré-Sal e a venda de ativos que são patrimônio da Petrobras, principalmente para empresas estrangeiras e norte americanas”, aponta Carlos Bittencourt, presidente do Senge-PR.

Profissionais de diferentes áreas de atividade, acadêmicos, formadores de opinião, parlamentares e representantes da sociedade civil, participam dos debates para a construção de uma agenda de programas e projetos para o país, em direção contrária ao programa neoliberal imposto pelo governo Michel Temer. A programação completa será disponibilizada em breve.

“Precisamos ter essa discussão dentro da engenharia, dos sindicatos, dos movimentos sociais, para que possamos barrar esse movimento conservador que vem do executivo e do legislativo federal. É preciso mobilização de todos esses setores para garantir a soberania do nosso país”.

O Simpósio será no auditório da Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125, das 9h às 18h. O evento é gratuito e também será transmitido via internet.

>>> Confira o site: http://sosbrasilsoberano.org.br/

>> Inscrição

Para participar, preencha o formulário de inscrição disponível aqui. A inscrição pode ser enviada até o dia 13 de julho, quinta-feira. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8 horas.

 >> Agende-se!

4º Simpósio SOS Brasil Soberano: “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”
Data e horário: 14 de julho, sexta-feira, das 9h às 18h.
Local: Universidade Positivo, na Praça General Osório, 125.

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Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, o projeto SOS Brasil Soberano chega ao Paraná, no 14 de julho. A 4ª edição do Simpósio será em Curitiba e terá como tema “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”.

O evento é voltado para engenheiros e engenheiras, estudantes, integrantes de movimentos sociais e de sindicatos de outras categorias de trabalhadores, e de entidades em geral que tenham interesse em debater e construir alternativas soberanas para o Brasil, diante do contexto de políticas neoliberais impostas pelo executivo e por parte do legislativo federal.

A ação é iniciativa do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e na capital paranaense é realizada também pelo Senge-PR.

“Para termos um país soberano, precisamos ter setores estratégicos como as empresas públicas na mão do estado. Atualmente há a entrega do Pré-Sal, a venda de ativos que são patrimônio da Petrobras, principalmente para empresas estrangeiras e norte americanas”, aponta Carlos Bittencourt, presidente do Senge-PR.

Profissionais de diferentes áreas de atividade, acadêmicos, formadores de opinião, parlamentares e representantes da sociedade civil, participam dos debates para a construção de uma agenda de programas e projetos para o país, em direção contrária ao programa neoliberal imposto pelo governo Michel Temer.

“Precisamos ter essa discussão dentro da engenharia, dos sindicatos, dos movimentos sociais, para que possamos barrar esse movimento conservador que vem do executivo e do legislativo federal. É preciso mobilização de todos esse setores para garantir a soberania do nosso país”.

O simpósio será no auditório da Universidade Positivo, na Praça Galeria Osório, 125, das 9h às 18h. A programação completa será disponibilizada em breve.

 >> Inscrição

Para participar, preencha o formulário de inscrição disponível aqui. Haverá emissão de certificado pelo Senge-PR, com carga horária de 8. O evento é gratuito e também será transmitido via internet.

 >> Agende-se!

4º Simpósio SOS Brasil Soberano: “Brasil, 2035, uma Nação Forte, Democrática e Soberana!”
Data e horário: 14 de julho, sexta-feira, das 9h às 18h.
Local: Universidade Positivo, na Praça Galeria Osório, 125.

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“Resistir é fundamental, necessidade imediata. Mas temos que discutir novas alternativas que levem em conta essa realidade imposta”, alertou a deputada federal Jô Moraes, no III Simpósio SOS Brasil Soberano, no dia 8/6, em Belo Horizonte. A deputada chamou atenção para a necessidade de, além de resistir e negar, discutir alternativas à política previdenciária diante dos novos dados demográficos, sem esquecer, ressalta, a permanência da inclusão como forma de proteção social.

A deputada defende que os benefícios previdenciários são ferramentas de construção da cidadania, e é fundamental uma readequação, diante do novo momento, com aumento significativo da expectativa de vida do brasileiro. “Viver mais é uma conquista. Não é ônus. Significa o desenvolvimento tecnológico, mudança de hábitos, melhoria de qualidade de vida. Foram grandes conquistas do cuidado com a vida e de novas políticas”.

Para Jô Moraes, o debate em torno da reforma da Previdência Social é a principal arma para derrotar Temer e retomar a democracia, uma vez que é ele que tem mobilizado todas as classes sociais. “Para dialogar com o povo e mobilizar a rua, a reforma da previdência tem tocado e mobilizado mais”. Ela enfatiza a necessidade de ir às ruas, como forma de barrar a reforma e fortalecer a luta pela democracia.

“Toda vez que os setores progressistas chegam ao poder, as elites com apoio externo e internacional tentam golpear”, a deputada destaca que existiram vários erros nos últimos governos, mas defende que não foram esses erros responsáveis pela atual situação vivenciada. “Não foi pelos nossos erros, foram pelas conquistas democráticas e sociais. Com apoio do capital financeiro estrangeiro, esse golpe foi dado contra os gastos sociais. Uma ruptura democrática a partir do consórcio jurídico midiático”, afirma Jô Moraes.

Diretas Já

“Nós temos que apontar para sociedade uma perspectiva política para além e mostrar para o povo que o caminho é o seu voto. Precisamos valorizar a soberania do voto popular”.

Fonte: Marine Moraes (Senge-PE)

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