O Mercado da Engenharia no Brasil foi tema de mesa redonda no II Encontro Pernambucano de Engenharia de Produção, que teve a contribuição do diretor do Senge-PE Roberto Freire e também do engenheiro Marcílio Cunha, e aconteceu na última terça-feira (23), na Universidade Salgado Oliveira, Universo.

O diretor Roberto Freire apresentou, para cerca de 30 alunos, a história do mercado da engenharia, desde a formação das primeiras turmas de engenharia no Brasil até a crise política e econômica da atualidade.

Roberto falou sobre as importantes conquistas do governo de Getúlio Vargas para a categoria, com a limitação da contratação de engenheiros estrangeiros e a valorização de empresas nacionais. Falou também das inúmeras crises da profissão, inclusive na década de 80, quando ficou famosa a história do “engenheiro que virou suco”, se referindo a um engenheiro que largou a engenharia e abriu uma venda de suco na Avenida Paulista, São Paulo.

Para o diretor do Senge-PE e coordenador do Senge Jovem, Mailson Silva, que também esteve presente no evento, não há como falar de empregabilidade dos engenheiros sem discutir sobre políticas públicas. “Fica claro que, quando um governo faz investimentos, a engenharia se fortalece, com projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração de Crescimento, nos governos de Lula e Dilma, o mercado da engenharia teve um salto de crescimento”, enfatiza.

Mailson aproveitou a oportunidade para falar da importância de iniciativas que visem aproximar as entidades sindicais da academia, “o Brasil vive uma situação de crise institucional, depois do golpe dado na presidenta legítima e eleita pelo povo, Dilma Rousseff. Nossas instituições estão fragilizadas, nos aproximarmos dos estudantes, promovendo a interação e apresentando a luta do trabalhador, é uma forma de renovar as esperanças”, finalizou.

O II Encontro Pernambuco de Engenharia da Produção, que aconteceu de 22 a 24 deste mês, é organizado por uma comissão de estudantes da Universo e tem como objetivo promover a troca de informações e experiências entre os alunos, os professores e os estudantes, em busca da valorização da engenharia de produção e de aproximar os jovens ao mercado de trabalho.

 

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O Brasil assistiu aos escândalos de corrupção ligados ao presidente ilegítimo Michel Temer, na noite do dia 17/5, divulgados em diversos veículos de comunicação. A gravação mostra Temer dando o aval para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A operação de desvio de dinheiro envolve mais parlamentares do PMDB e do PSDB, como Aécio Neves (PSDB-MG), Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e Zezé Perrela (PSDB-MG).

Michel Temer não tem condições políticas de governar o país e demonstra que o golpe presidencial instaurado nunca teve o objetivo de combater a corrupção. O golpe ao mandato da primeira mulher democraticamente eleita, Dilma Rousseff, se consolida como um dos atos mais ilegítimos e imorais na História brasileira. Os interesses de Michel Temer seguem a lógica de privilegiar grupos historicamente e economicamente favorecidos, destruindo a soberania nacional e retirando os direitos da classe trabalhadora. A agenda acelerada de Temer pela aprovação das reformas trabalhista e da previdência demonstra esse cenário e tem a finalidade de beneficiar o mercado internacional e financeiro.

Defendemos o afastamento de Michel Temer da Presidência da República e a convocação imediata de eleições diretas livres. A soberania popular deve prevalecer como base democrática em momentos de crise institucional e a decisão pela ocupação da presidência deve retornar à população. Nesse sentido, também exigimos a retirada dos projetos das reformas trabalhista e da previdência, por sua origem de vício moral. Convocamos os sindicatos, engenheiros e engenheiras e toda a população brasileira a ocuparem as ruas numa voz uníssona pelo: FORA TEMER! ELEIÇÕES DIRETAS LIVRES JÁ!

Rio de Janeiro, 18 de maio de 2017

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

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Por Francis Bogossian

A engenharia nacional está sendo desmontada. A situação do país é extremamente preocupante! Não me lembro de uma época tão atribulada quanto esta.
Não há investimentos e nem perspectivas para o setor de obras públicas, a curto prazo. O déficit dos governos federal, estaduais e municipais é monumental. Há dívidas do setor público para com as entidades privadas.
A crise que assola o Brasil exige que se busque um consenso em torno de soluções, tendo por base o interesse nacional. Não existe nação forte sem empresas nacionais fortes.
Agiria de modo mais consequente o poder público se, antes de adotar medidas de tal forma drásticas, constituísse comissão notável para estudar o problema e propor uma solução emergencial. Comissão esta que reunisse entidades nacionais de engenharia — tais como a Academia Nacional de Engenharia, os clubes e institutos de Engenharia do Brasil — para, em prazo emergencial pré-estabelecido, apresentar alternativas que visem a preservar a engenharia brasileira, setor fundamental ao desenvolvimento científico e tecnológico, ao progresso, à infraestrutura e à subsistência do país.
O combate à corrupção é essencial e deve ser mantido, mas não pode ser usado para provocar a estagnação da economia nacional. Não se pretende deixar de culpar os comprovadamente ilegais. A proposta a ser estudada teria como meta que as punições aconteçam, preservando ao máximo as empresas como um todo, sem levar ao desemprego profissionais probos, competentes e, ainda, a mão de obra dita “não especializada”, que está sem seu pão a cada dia.
Hoje, o setor que mais atua nas empresas de engenharia, ocupando patrões e empregados, é o de Recursos Humanos, para homologar indesejadas e desgraçadas rescisões contratuais. E já está começando a faltar dinheiro até para isso.
Empresas são formadas, majoritariamente, por profissionais, que aplicam seus conhecimentos e habilidades no desenvolvimento de equipes técnicas formadas e treinadas ao longo de décadas. Estas equipes estão sendo desmanteladas. As construtoras brasileiras, por exemplo, também têm o papel de educar. São estas empresas que empregam mão-de-obra não qualificada e analfabeta. Cursos de alfabetização são comuns nos canteiros de obras, assim como o treinamento dos trabalhadores sem qualificação, que são contratados como serventes e se profissionalizam como pedreiros, encanadores, etc. É por eles que precisamos lutar! Colapsar as empresas brasileiras de engenharia é extinguir nossa soberania.
O Brasil tem extraordinários feitos em ciência aplicada e engenharia, tais como as conquistas do setor elétrico nos últimos 60 anos, o Pró Álcool, a recuperação do cerrado, a produção de petróleo em águas profundas e muitos outros que são referências internacionais. Necessitaria então, realmente, se valer de maciça participação de empresas estrangeiras em nossos projetos de engenharia para sua recuperação econômica?
Francis Bogossian é professor, presidente da Academia Nacional de Engenharia, membro das academias Brasileira da Educação e Pan-Americana de Engenharia e ex-presidente do Clube de Engenharia.
* Esse artigo também foi publicado na seção de opinião do jornal O Globo, no dia 12/05/2017.

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Onde está o engenheiro?". "A engenheira sou eu". Esta é uma das situações pelas quais as mulheres engenheiras passam em seu cotidiano. Com o objetivo de dar visibilidade a esta e a outras situações, as engenheiras da Fisenge contam relatos de luta e resistência vividas ao longo da vida profissional e revelam o machismo velado de cada dia.

Nas redes sociais da Fisenge, outras profissionais da engenharia se identificaram e contaram suas histórias, como: “Perdi uma vaga de estágio com a desculpa de que só teria homens na obra e seria perigoso” e “participei de diversos casos de seleção para entrevistas de trabalho onde os pré- requisitos eram jovens, solteiras, sem filhos e companheiros”.

“A violência contra a mulher, seja simbólica ou institucional, faz com que as mulheres sejam cada vez mais atingidas pelo desemprego e pelas relações precárias de trabalho, além de colaborar para que elas componham um quadro de vulnerabilidade social cada vez maior. É importante que casos como os relatados tanto no vídeo, quanto nos comentários, sejam mostrados para que nós consigamos, cada vez mais, ocupar espaços de poder na engenharia e na sociedade”, afirma a engenheira e diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, convidando as engenheiras a participarem dos coletivos de mulheres em seus estados.
Clique aqui para assistir ao vídeo. 

 

 

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A pauta de reivindicações dos engenheiros (as) empregados da Copasa foi protocolada na companhia, no dia 18 de abril, pelo Senge-MG. Junto a ela, o Sindicato de Engenheiros solicitou agendamento de reunião com o diretor de Gestão Corporativa, Francisco Eduardo Queiroz Cançado para que as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) tenham prosseguimento e pediu a garantia da data-base da categoria, que é no dia 1º de maio. A diretoria da Copasa enviou reposta através de ofício, no qual garantiu o respeito à data-base.

Reivindicações

Na pauta de reivindicações dos engenheiros da Copasa consta a recomposição das perdas salariais pela inflação acumulada do período (INPC) de maio de 2016 a abril de 2017. Os empregados da Copasa pedem 3% de reajuste a título de ganho real, mas há uma cláusula na pauta na qual os engenheiros reivindicam reajuste e ganho real de 2% após a implantação do PCCS, em compensação às perdas da GDI incorporada no ano de 2015.

Quanto aos tíquetes de alimentação /refeição, cestas básica e de Natal, os reajustes pedidos também compreendem o INPC e o ganho real solicitados no reajuste salarial.

Aos engenheiros lotados no POOL, é pedido, em virtude do princípio da isonomia, a garantia dos mesmos direitos dos demais engenheiros.

Outra reivindicação dos engenheiros da companhia é a implantação e a garantia da carreira dos engenheiros na Copasa, bem como o pagamento do piso salarial como salário base, conforme a Lei 4.950 A/66, independente da alteração do PCCS.

Acesse aqui a pauta de reivindicações completa dos engenheiros da Copasa. 

Enviado por: Luiza Nunes

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A ciência brasileira sofre com o acesso a recursos cada vez mais escassos. Em 30 de março, foi anunciado um congelamento de 44% do orçamento inicialmente previsto para o Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações em 2017. Se o corte for confirmado ao longo do ano, será o menor orçamento destinado ao ministério desde 2005. O gráfico abaixo mostra a trajetória dos recursos destinados à pasta. São despesas executadas pelo ministério (com valores corrigidos pela inflação até 2016) e a previsão para 2017, já com o corte recém-anunciado.

O Brasil vive um ajuste fiscal aplicado pelo governo de Michel Temer que significou um corte de R$ 42 bilhões nos gastos previstos do Poder Executivo em 2017. O Ministério da Ciência foi atingido em cheio: dos R$ 5 bilhões previstos na Lei Orçamentária, a pasta terá apenas R$ 2,8 bilhões.

Contabilizando os recursos do Programa de Aceleração de Crescimento, em projetos que são de responsabilidade do Ministério da Ciência, a pasta terá no total R$ 3,275 bilhões para custeio e investimento - o que representa apenas 0,35% dos gastos totais da União em 2017.

O corte anunciado no fim de março vem numa sequência de contingenciamentos de orçamento desde 2014. E, agora,  levanta discussão e reclamações na comunidade científica. Nesse sentido, está marcada para o dia 22 de abril a Marcha pela Ciência no Brasil.

A marcha acontece em todo o mundo, para promover a atividade científica na sociedade e chamar a atenção para importância da produção de ciência. No Brasil, nunca teve muita participação, mas agora, em 2017, com os cortes orçamentários na pauta, promete atrair mais gente. “Utilizaremos tesouras, pequenas e grandes (de papelão), para simbolizar os cortes (organizando um ‘tesouraço’) e, ao final da atividade, as tesouras serão descartadas em um grande recipiente”, disseram ao “Jornal Ciência” os organizadores do protesto, que incluem integrantes de entidades de professores e pesquisadores do Rio de Janeiro.

Os organizadores criaram um grupo no Facebook a fim de mobilizar a comunidade científica para o evento, que está confirmado em ao menos 13 cidades brasileiras.

Um artigo na revista científica “Nature” chama a atenção para como o corte deixou cientistas brasileiros “horrorizados”. O neurocientista Sidarta Ribeiro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, disse à revista que “este é um ato de guerra contra o futuro do Brasil. Cientistas vão deixar o país”. Ele refere-se à chamada “fuga de cérebros”: com a falta de dinheiro para fazer pesquisa, as melhores cabeças vão para universidades estrangeiras.

Em um debate organizado pelo jornal “Folha de S.Paulo” no fim de março, pesquisadores também cobraram financiamento e reconhecimento para a ciência feita no Brasil. O físico e presidente da Associação Brasileira de Ciência, Luiz Davidovich, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), disse que há cientistas na universidade que não conseguem fazer pesquisa porque não têm verba para importar insumos. “A maioria não percebe o papel estruturante da ciência e tecnologia na construção do país”, disse o físico no debate organizado pelo jornal.

Para entender o impacto dessas medidas, o Nexo fez duas perguntas às seguintes especialistas: Mayana Zatz, professora titular do Instituto de Biociências da USP Helena Nader, professora titular da Unifesp, e presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

O que a ciência brasileira perde com os cortes no orçamento?

MAYANA ZATZ O Brasil já tinha, antes dos cortes, um orçamento próximo a 1% do PIB,  muito inferior aos países do primeiro mundo para a pesquisa científica e tecnológica. Israel e Coreia do Sul tem mais que 4%, a  União Europeia pretende chegar a 3% do PIB  no ano 2020. Com esse corte e com a enorme burocracia torna-se cada vez mais difícil fazer uma pesquisa competitiva no Brasil. Além de não conseguirmos atrair pesquisadores do exterior, temo que vamos perder muitos jovens cientistas que não verão um futuro no nosso país. Se não pudermos reverter essa situação, esse corte nos afastará cada vez mais da ciência internacional.

HELENA NADER Perde muito, em muitos aspectos. Perde em quantidade. Com o corte havido, certamente muitos projetos de pesquisa hoje em andamento terão de ser paralisados ou evoluir de maneira tímida, e tantos outros projetos ficarão apenas no papel, pois não haverá recursos para financiá-los. Ou seja, vamos produzir menos ciência. Perde em participação na ciência mundial. Nos últimos 20 anos, como resultado dos investimentos crescentes, nossa produção científica se multiplicou por sete, enquanto a produção científica mundial cresceu 2,8 vezes. Com os cortes, não conseguiremos manter esse ritmo. Ou seja, nossa participação na produção científica mundial vai diminuir. A qualidade da nossa ciência medida pelo número de citações, índice h, entre outros, melhorou ao longo dos anos. Com certeza, haverá um efeito também evidente na qualidade da ciência aqui produzida. A internacionalização da ciência brasileira medida pelo número de artigos com participação de autores de outros países, que é ainda pequena comparada à de outras nações, também estacionará ou declinará. Perde em manutenção da infraestrutura instalada. Qualquer equipamento exige manutenção permanente. Em muitos laboratórios há equipamentos sofisticados, que exigem uma manutenção minuciosa. Sem recursos, essa infraestrutura de pesquisa perderá desempenho e valor. Perde em capacidade de apresentar soluções para problemas das pessoas, da sociedade, do país. A ciência cada vez mais tem uma participação maior na solução de questões que afligem a sociedade, nas mais diversas áreas: saúde, alimentos, habitação, transporte, meio ambiente etc. etc. Com a diminuição da produção científica, essas áreas todas ficarão prejudicadas. Perde em capacidade de gerar desenvolvimento tecnológico e inovação. Também cada vez mais, a ciência tem uma interface maior e mais intensa com a economia. A ciência induz a tecnologia, que induz a inovação tecnológica, que possibilita às empresas maior competitividade, que proporciona à economia do país uma melhor performance perante a economia mundial. Ou seja, os cortes na ciência terão um reflexo direto na economia brasileira.

Por quantos anos vamos sentir o impacto dos crescentes cortes recentes?

MAYANA ZATZ É impossível prever. Os prejuízos podem ser irreparáveis. A única maneira de diminuir o impacto desses cortes é atrair mais investimentos da iniciativa privada. Recentemente foi criado o Instituto Serrapilheira, por João e Bianca Moreira Salles, que investiram R$ 350 milhões para financiar a pesquisa científica. Trata-se de uma iniciativa pioneira que sozinha não poderá substituir os aportes públicos. Mas ela pode tornar-se um exemplo e um incentivo para outros financiamentos de instituições privadas que poderiam diminuir o impacto dos cortes das agências de fomento a pesquisa.

HELENA NADER O mundo vive hoje a economia do conhecimento. O Brasil deu um grande passo para trás, ao considerar que ciência, tecnologia e inovação são gastos e não investimentos, e a permitir cortes crescentes na área. A Coreia, que em 1998 também enfrentou uma grave crise econômica, e diferentemente do nosso país, apostou em CT&I tem hoje sua economia ocupando posição de destaque. A China buscando sair da crise econômica recente, decidiu investir ainda mais na área, buscando atingir até 2020, 2,5% do PIB, inclusive com um aumento de 30% nos investimentos em ciência básica. Diante dessa diversidade de aspectos, seguramente é impossível prever por quanto tempo os cortes atuais se refletirão ao longo dos anos. Como em ciência, normalmente, se obtém resultados somente no médio ou no longo prazo, uma coisa é certa: se os cortes não forem revertidos imediatamente, serão necessários muitos anos para retomamos o estágio atual.

Fonte: Nexo Jornal 

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O Confea, o Crea-PA e a Comissão Organizadora do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (CONTECC), juntamente com a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA), convidam a todos a participarem do SOEA/ CONTECC2017, que ocorrerá na cidade de Belém do Pará – Pará, no período de 8 a 11 de agosto de 2017.

Com o tema “A responsabilidade da Engenharia e Agronomia para o desenvolvimento do País” o evento espera reunir alguns dos principais especialistas nesta área de conhecimento, como também em todas as áreas da engenharia e da agronomia, para discutir o cenário de suas realidades locais e nacional, demonstrando exemplos de inovações em empresas, institutos de pesquisas, IFES, etc. e apontar caminhos para que o as inovações se desenvolvam com técnicas e aplicação de pesquisas que tenham como objetivo aumentar o desenvolvimento do país.

A SOEA/CONTECC tem como um de seus objetivos a divulgação dos trabalhos técnicos científicos desenvolvidos nas mais diversas instituições brasileiras, trabalhos estes que serão publicados nos anais do evento como também em revistas cientificas.

A programação está sendo preparada com a intenção de desenvolver sessões com trabalhos técnico-científicos, conferências e palestras de especialistas, reuniões sobre temas importantes, polêmicos e atuais, representando rara oportunidade para a efetiva troca de experiências entre pesquisadores, professores, estudantes e profissionais.

O evento será realizado com a certeza que de que ele tem grande valor para todos os interessados no avanço do conhecimento da Engenharia e da Agronomia. Não deixem de participar.

Objetivos

Estabelecer ambiente adequado para análise e discussão de oportunidades nas atividades profissionais voltadas à Engenharia e à Agronomia e o contexto para o desenvolvimento do país.

Criar espaço de difusão e debate a partir dos conhecimentos científicos obtidos nas diferentes áreas temáticas do Congresso.

Área temática principal

A responsabilidade da Engenharia e Agronomia para o desenvolvimento do País

Público-alvo

Técnicos, pesquisadores, estudantes, gestores e empresários do setor e, de forma geral, todas as pessoas interessadas no avanço da aplicação dos conhecimentos da Engenharia no desenvolvimento nacional.

Seleção dos 24

Os autores apresentadores dos 24 trabalhos selecionados pela comissão cientifica serão convidados a serem apresentados oralmente no evento e terão suas despesas com deslocamento e hospedagem custeadas pela organização do evento.

Inscrições de 11 de abril a 5 de maio pelo site www.soea.org.br

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Fugir de um trote universitário abusivo e violento e plantar boas ações para colher cidadania. Como fazer isso? Um exemplo é reunir mais de uma centena de estudantes para pintar e fazer a limpeza de uma escola estadual em Curitiba. Isso é o que o Senge Jovem fez no início do ano com os calouros de engenharia da UFPR.

Futuros engenheiras e engenheiros de produção, química e bioprocessos e biotecnologia participaram da ação do trote solidário, uma realidade cada vez mai presente nos ambientes acadêmicos.

“Nós percebemos as atividades do trote solidário são essenciais para despertar nos estudantes a noção de que pequenas ações podem colaborar muito com a sociedade. Por isso decidimos neste ano estar ainda mais próximos e presenciar a ajudar na promoção de ações assertivas junto com os cursos de engenharias e odontologia da UFPR”, afirma a coordenadora geral do Senge Jovem em Curitiba e presidente do Centro Acadêmico de Engenharia Química da UFPR, Letícia Partala.

O trote solidário consiste na promoção de atividades e ações que beneficiem a sociedade. A ação deste ano foi desenvolvida junto ao Colégio Estadual Maria Aguiar Teixeira, no bairro Capão da Imbuía, em Curitiba. Foram pintados os muros e realizado uma limpeza na área externa da escola.

“Os calouros ficaram animados com a iniciativa, esperamos que eles continuem realizando ações como essas, ou atividades de extensão universitária, para que retribuam para a sociedade todo o investimento que será realizado neles”, afirma Letícia.

Por mais trotes solidários e menos truculência e violência nas universidades – positivas e promotoras da cidadania, as ações do trote solidário, além de auxiliar a sociedade, também integram as medidas de combate ao trote abusivo, que vitimam todos os anos estudantes em inúmeras instituições públicas e privadas de ensino.

O primeiro caso de morte decorrente de trote no país data de março de 1831, na Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, segundo levantamento do psicólogo e doutor em educação, Antônio Álvaro Soares Zuin, no livro “Trote Na Universidade: passagens de um rito de iniciação”. A vítima, Francisco da Cunha e Menezes, foi morto a facadas ao resistir ao trote violento.

De lá pra cá, são apontados, sobretudo na imprensa, anualmente inúmeros casos de relatos de violência envolvendo trotes acadêmicos. Mesmo sem um estudo estatístico completo sobre o tema, os dados em pesquisas pontuais já são alarmantes.

Uma pesquisa feita pela professora do curso de medicina da USP, Maria Ivete Castro Boulos, em 2015, e que embasou a CPI dos Trotes em São Paulo, revelou mais de 110 casos de estupros ocorridos apenas na USP, maior instituição universitária da América do Sul.

 

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A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) elaborou para leitura, reflexão e debate o caderno de teses do 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), que será realizado entre 6 e 9 de setembro, em Curitiba (PR). O material está disponível para download no site www.fisenge.org.br.

Acompanhando a temática central do Congresso “Resistir! Em defesa da engenharia e da soberania nacional”, o material irá subsidiar a realização dos debates, a elaboração de propostas para a ação sindical no próximo período e contribuir para a formulação de políticas públicas, seja nos Encontros/Congressos Regionais, seja no Congresso Nacional.

O caderno reúne as três teses escolhidas, pelo Conselho Deliberativo da Fisenge, para serem debatidas no evento: “Desenvolvimento, Soberania e Engenharia”, “O desenvolvimento e a soberania nacional” e “Proteção social e do trabalho”, respectivamente formuladas pelo embaixador, professor do Instituto Rio Branco e ex-secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, pelo historiador e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC, Valter Pomar e pelo professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas, Marcio Pochmann.

“Nossa tarefa é construir o diálogo necessário e ampliar a mobilização nas ruas. A nossa memória nos dá força para organizar, resistir e avançar. Esse Consenge tem o objetivo de provocar a reflexão, o debate e também possibilitar a formulação coletiva de propostas para um projeto de País. Queremos um Brasil desenvolvido, igualitário, fraterno e soberano”, diz o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento. 

 

Confira as teses AQUI 

Confira os vídeos no canal da Fisenge no YouTube:

 

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O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) completa 82 anos de luta em defesa dos engenheiros, da engenharia e da sociedade. Quarto mais antigo sindicato da categoria no Brasil, o Senge foi fundado “aos seis dias do mez de abril do ano de mil e novecentos e trinta e cinco, nesta cidade de Curityba”, como revela um dos principais documentos da entidade, a “acta de fundação”.

Em uma página e meia, em amareladas folhas pautadas unidas entre uma desgastada capa preta, com uma tímida rubrica no canto superior direito imprimindo “A.Beltrão”, a assinatura de onze grandes engenheiros registram a fundação do que hoje é uma das mais respeitadas entidades sindicais da sociedade paranaense.

Dentre os nomes, estava a primeira diretoria da entidade, tendo na presidência o engenheiro Civil Alexandre Beltrão; na secretaria, o engenheiro Civil Angelo Lopes; na tesouraria, o engenheiro Civil Odilon Maeder; e no conselho fiscal os engenheiros civis Eduardo Fernando Chaves, Rosaldo Gomes de Mello Leitão e Flávio Suplicy de Lacerda.

De lá para cá, foram inúmeras lutas pela democracia, em prol da sociedade, na defesa incansável pelos direitos dos engenheiros, pela igualdade e pela justiça. São 82 anos de trabalho permanente em favor dessa categoria profissional que tem como marca a presença em todas as fases do desenvolvimento do nosso estado e do nosso País.

Neste 6 de abril de 2017, parabéns, Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná pelas mais de oito décadas de sólida atuação em defesa dos engenheiros e da engenharia!

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