Em homenagem ao Dia Nacional da Mulher (30/04), o Coletivo de Mulheres da Fisenge lançou nas redes sociais uma campanha de fotos e vídeo que retratam as dificuldades da mulher na engenharia. Por ser uma área de maioria masculina, as mulheres contam suas histórias de luta e resistência, buscando combater o machismo. "A violência contra a mulher é manifestada de forma física, simbólica e institucional. As reformas trabalhista e da previdência são atentados à vida das mulheres trabalhadoras. Precisamos nos unir em uma só voz para resistir, avançar e dizer: nenhum direito a menos", afirmou a engenheira química e diretora da mulher, Simone Baía.

Porque 30 de abril?

A data foi escolhida por ser o dia do nascimento de Jerônima Mesquita, líder do movimento feminista no país e fundadora do Movimento Bandeirante, além de também estar envolvida na criação do Conselho Nacional das Mulheres. A comemoração deste dia, que foi instituído em 1980, é um reforço à luta pelas questões de gênero, e a difusão da data é importante para que a mulher alcance cada vez mais o espaço que lhe é de direito.

Veja o vídeo AQUI 

 

 

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A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) elaborou para leitura, reflexão e debate o caderno de teses do 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), que será realizado entre 6 e 9 de setembro, em Curitiba (PR). O material está disponível para download no site www.fisenge.org.br.

Acompanhando a temática central do Congresso “Resistir! Em defesa da engenharia e da soberania nacional”, o material irá subsidiar a realização dos debates, a elaboração de propostas para a ação sindical no próximo período e contribuir para a formulação de políticas públicas, seja nos Encontros/Congressos Regionais, seja no Congresso Nacional.

O caderno reúne as três teses escolhidas, pelo Conselho Deliberativo da Fisenge, para serem debatidas no evento: “Desenvolvimento, Soberania e Engenharia”, “O desenvolvimento e a soberania nacional” e “Proteção social e do trabalho”, respectivamente formuladas pelo embaixador, professor do Instituto Rio Branco e ex-secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, pelo historiador e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC, Valter Pomar e pelo professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas, Marcio Pochmann.

“Nossa tarefa é construir o diálogo necessário e ampliar a mobilização nas ruas. A nossa memória nos dá força para organizar, resistir e avançar. Esse Consenge tem o objetivo de provocar a reflexão, o debate e também possibilitar a formulação coletiva de propostas para um projeto de País. Queremos um Brasil desenvolvido, igualitário, fraterno e soberano”, diz o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento. 

 

Confira as teses AQUI 

Confira os vídeos no canal da Fisenge no YouTube:

 

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A realidade das mulheres no mercado de trabalho e o histórico da luta por direitos estiveram no centro da conferência realizada em Campo Mourão, região noroeste do Paraná, nesta sexta-feira (24). Organizada pelo Senge e Coletivo de Mulheres e Senge Jovem, o evento reuniu mais de 70 pessoas no auditório do Sindicato de Servidores Municipais (Sindiscam).

Tayná Silva, integrante do Senge Jovem da regional de Londrina, abriu o encontro lançando o convite para que estudantes e engenheiras já formadas façam parte do Coletivo de Mulheres do sindical, para que assim seja possível avançar em questão ainda presentes no cotidiano, como assédio moral e sexual. “São situações que não devem ser deixados nos bastidores, e sim devem ser trazidas para o debate mais amplo e crítico”.

“Esperamos que esse seja um momento em que nós, mulheres, possamos refletir e se sentir estimuladas a ocupar o nosso espaço. Pois se a gente não ocupar, não vamos avançar”, propôs Losani Perotti, diretora adjunta da regional do Senge-PR em Campo Mourão.

A conferência teve palestra de Rosane Pereira Scapin, engenheira agrônoma e agente de fiscalização do CREA-PR, Simone Baía Pereira Gomes, engenheira química e Diretoria da Mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), e Miria Maria Peres, advogada e professora do curso de direito da Faculdade Integrado de Campo Mourão.

Mulheres mobilizadas

“Não há registro da presença e da participação das mulheres. A igualdade era defendida, mas não era praticada”, garante Simone Baía Pereira Gomes, engenheira química e Diretoria da Mulher da Fisenge, ao se referir à história do movimento sindical.

Esta invisibilidade, de acordo com a engenheira, é incompatível com a ativa participação feminina nos movimentos, na busca por melhores condições de trabalho, por melhores salários, pela redução da jornada, pela proibição do trabalho infantil, entre outras pautas. “Mas a história do movimento sindical é registrada pelas lideranças dos movimentos, que em geral eram homens. A história e a participação das mulheres foi esquecida, apagada”, lamenta.

A conquista do espaço pelas mulheres nas entidades de classe avançou na década de 1980, mas não sem tensionamentos. “Não foi natural, pois existem as relações de poder. Não existe a cessão de espaço para as mulheres, existe a luta pelo espaço”, afirmou a sindicalista, que é a primeira diretora da Mulher da Fisenge.

O caminho para a criação do Coletivo de Mulheres da Fisenge é exemplo dessa luta pela conquista de espaço. A primeira ação organizada das engenheiras foi em 2005, durante o 7º Consenge, na Bahia. “O que essas mulheres queriam? Um coisa muito simples: um espaço para a discussão da questão da mulher”. Não conseguiram. A conquista veio três anos depois, no Congresso seguinte, quando as engenheiras exigiram a criação da Diretoria da Mulher.

De lá para cá, o Coletivo de Mulheres tomou forma e ganhou força. Somado à defesa dos direitos, Simone frisa a perspectiva humanista do feminismo, que também atua pela superação das demais desigualdades e injustiças intrínsecas da sociedade capitalista e machista. “A gente não trata só das questões de gênero, de maneira segregada. A gente tem que pensar na melhoria da sociedade e do mundo em que vivemos”.

Desigualdade

Para exemplificar a disparidade entre o acesso aos cursos de engenharia por homens e mulheres, Rosane Pereira Scapin, engenheira agrônoma e agente de fiscalização do CREA-PR, resgatou dados de 1950. Naquele ano, o CREA-PR tinha o registro de 512 engenheiros e de apenas 4 mulheres. Já em 2010, o número passou de 24.130 homens e 546 mulheres.

A diferença salarial entre os gênero no mundo da engenharia repete o que ocorre em outras categorias. De acordo com dados do CREA de 2011 a 2016, as engenheiras recebem em média 10% a menos do que os engenheiros.

Neste quesito, há diferenças entre as subcategorias: na engenharia civil, por exemplo, as mulheres recebem 7,5% a menos; na elétrica e na química a diferença fica em 10%; na mecânica chega a 12%; a geologia é a área com menos desigualdade: 3,7%; já na agronomia, a diferença salarial entre homens e mulheres é em média de 19%.

“A gente quer é uma sociedade igualitária, em que a gente ganhe os mesmos salários, que tenhamos as mesmas condições”, defende a engenheira.

“O mesmo cálculo que eu estudei é o que o homem estudou, a mesma física, química, os processos, os fenômenos. Porque eu que tenho diferença salarial se eu aprendi a mesma coisa?”, questiona Simone Baía.

Diante das estatísticas que comprovam a diferença salarial e a menor inserção das mulheres nos cargos de poder, Miria Maria Peres, advogada e professora universitária, reafirmou o predomínio de uma cultura de discriminação com a mulheres: “Nós temos mais anos de estudos que os homens, e assim mesmo recebemos menos. Em 500 empresas grandes no brasil, somente 14% são comandadas por mulheres”.

Como décadas de atuação na advocacia trabalhista, ela relata casos em que as trabalhadoras perderam o emprego ou foram pressionadas por conta da maternidade: “Muitas demissões logo depois que a mulher volta da licença maternidade. Tem empresas que, por debaixo do pano, pergunta para as mulheres se elas têm laqueadura”. Para a advogada, o avanço da terceirização irrestrita afetará de maneira ainda mais cruel as mulheres, que já ocupam trabalhos mais precarizados e com menor remuneração.

>> Para ver o álbum de fotos do evento, acesse: http://migre.me/wksJY

>> Acesse aqui os vídeos com a íntegra das palestras:

PARTE 1 AQUI

PARTE 2 AQUI

Fonte: Senge-PR

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Na tarde desta quinta-feira (23/3), o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL) recebeu diretores da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Ronaldo Lessa é presidente da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional no Congresso. O presidente da Fisenge, Clovis Nascimento destacou que é fundamental esse diálogo com o parlamento diante da atual crise política e econômica, que também atinge a engenharia brasileira e os profissionais. “Essa articulação na Frente tem o objetivo de contribuir na formulação de propostas para a retomada do desenvolvimento social e defender a engenharia nacional e a soberania”, afirmou Clovis ressaltando a agenda de retirada de direitos e de desmonte da engenharia brasileira após o golpe presidencial.

Durante o encontro, o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Olímpio dos Santos apresentou o projeto SOS Brasil Soberano ao deputado Ronaldo Lessa. “Nosso objetivo com o simpósio é propor alternativas que recoloquem o Brasil em condições de voltar a crescer economicamente, com soberania e dignidade para o povo trabalhador”, pontuou Olímpio. O primeiro seminário acontecerá dia 31/3, no Rio de Janeiro, sobre o tema “Contra a crise, pelo emprego e pela inclusão”.
De acordo com a diretora da Fisenge e presidente do Crea-PB, Giucélia Figueiredo, este também foi um momento para reafirmar o compromisso da Federação com a Frente Parlamentar. “O deputado Ronaldo Lessa que se colocou à disposição para contribuir com o projeto SOS Brasil Soberano. Defendemos um projeto de nação comprometido com o desenvolvimento social, a engenharia e a soberania”, disse.

O deputado federal Ronaldo Lessa afirmou seu comprometimento na construção do Simpósio SOS Brasil Soberano. “A Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia quer que a sociedade possa contribuir cada vez com o Congresso Nacional e possa responder às necessidades de que o Brasil precisa e a Fisenge está absolutamente sintonizada, participando ativamente das reuniões. A Frente também irá contribuir com o projeto SOS Brasil Soberano para a retomada do desenvolvimento social país”, destacou Lessa.


Também participaram da reunião o engenheiro Maurício Garcia e o assessor parlamentar da Fisenge, Maximiliano Garcez.

Sobre o SOS Brasil Soberano
O Senge-RJ e a Fisenge inciam, este mês, o Simpósio SOS Brasil Soberano, uma série de debates que irá reunir profissionais de diferentes áreas de atividade, acadêmicos, formadores de opinião, parlamentares e representantes da sociedade civil, em várias capitais brasileiras, para produzir uma agenda de programas e projetos para o país, em direção oposta a do atual governo. Os simpósios serão um espaço aberto para construir de forma participativa um projeto nacional, considerando um cenário até 2035, focado na engenharia, na soberania e no desenvolvimento econômico e social.

Estão programados quatro encontros até junho. Abre a série o I Simpósio SOS Brasil Soberano, no dia 31 de março, no Rio de Janeiro, com o tema “Contra a crise, pelo emprego e pela inclusão”. A escolha da questão do emprego para iniciar os encontros explica-se, de acordo com Clovis Nascimento, presidente da Fisenge, por ser a mais urgente: já são cerca de 13 milhões de desempregados, de acordo com o IBGE, considerando apenas os dados do trabalho formal. “É a maior crise da história recente do país”, avalia. “Nós, engenheiros, entendemos que sem planejamento não conseguimos chegar a lugar algum. Nosso objetivo é pensar e contribuir para a construção de um novo Brasil. O nosso país tem expertise em diversas áreas, como prospecção de petróleo em águas profundas, e não podemos ficar caudatários da internacionalização da engenharia e do ataque à soberania nacional. A mobilização para a defesa dos direitos e do patrimônio dos brasileiros tem um caráter nacional, multissetorial, porque interessa a toda a sociedade brasileira”, acrescentou Clovis.

A iniciativa tem a coordenação e curadoria de Chico Teixeira, professor de História Moderna e Contemporânea na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo ele, o simpósio deve constituir uma célula de pensamento, um espaço de reflexão, que vá além das análises de conjuntura e apresente propostas objetivas.

Foto da esquerda para a direita: presidente do Sindicato dos Engenheiros - Senge Rio, Olimpio Dos Santos, o engenheiro Maurício Garcia, o deputado federal Ronaldo Lessa, o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, a diretora da Fisenge e presidente do CREA PB, Giucelia Figueiredo e o assessor parlamentar Maximiliano Garcez

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Na manhã do dia 17/03, aconteceu o encontro dos estudantes de engenharia, organizados nos sindicatos filiados à Fisenge. Com a presença de representantes dos estados, a reunião teve como objetivo dar início à construção da agenda do “Fórum de Estudantes” para o 11º Consenge, que acontecerá entre os dias 6 e 9 de setembro.

De acordo com o presidente da Fisenge, Clovis Nascimento, a Fisenge sempre estimulou a organização de estudantes nos sindicatos. “Formalizamos um espaço institucional no congresso para que eles possam discutir efetivamente as formas de participação e os avanços com as propostas e os projetos da juventude da engenharia brasileira”, afirmou. Atualmente, as entidades organizam os estudantes em Senge ou Sindicato Jovem/ Estudante/Junior nos estados.

Para o engenheiro civil Cícero Martins Jr. e também coordenador do Senge Jovem no Paraná, é fundamental o apoio à organização de jovens engenheiros e estudantes. “A multiplicidade que existe no movimento estudantil é muito importante para socializar as experiências e fazer com que a gente consiga trabalhar numa linha comum”, disse. Ele acrescentou, ainda, que o desafio agora é fazer com que todas as engenharias conversem entre si e que seja possível agregá-las em busca de uma união. Já o estudante de engenharia de produção e representante do Senge Jovem de Pernambuco, Magno Moura acredita que organizar os estudantes dentro dos sindicatos é fundamental para aproximar os futuros engenheiros do mundo do trabalho. “Diante das mudanças recentes apresentadas pelo governo Temer, a importância do papel dos sindicatos na formação dos jovens engenheiros fica ainda mais intensa. É o estudante que protagonizará a luta contra essas mudanças e, para que isso aconteça, ele precisa estar bem informado e formado politicamente", declarou.

O coordenador do Senge Jovem de Minas Gerais, Rodrigo Carvalho afirmou que “foi um momento marcante pela aproximação dos Senge Jovem espalhados pelo país e o início da organização do Fórum dos Estudantes a ser realizado em setembro, abordando temáticas importantes para a formação política profissional e sindical, esclarecendo dúvidas e compartilhando informações para despertar a consciência dos futuros engenheiros e engenheiras”.

Um dos maiores desafios para a estudante de engenharia química na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Letícia Partala, de 20 anos, durante a faculdade é não ter contato direto com as dificuldades do mercado de trabalho. Para ela, o Senge Jovem é um meio de mostrar ao estudante que ele tem a quem recorrer. “Entrar para o Senge Jovem foi muito importante, porque eu consegui ver quantas discussões existem na engenharia e eu não imaginava. Agora, eu entendo como nós, profissionais, podemos contribuir para a cidade, como na questão no plano diretor, vazios urbanos, e assim dar atenção às questões que a prefeitura acaba ignorando. Um dos objetivos do sindicato é fazer com que a nova geração volte a acreditar que é capaz e que também abrace as lutas em busca de avanços para a sociedade”, pontuou Letícia.

Segundo o estudante de engenharia civil na Faculdade de Rondônia (FARO), Thiago Demarchi Ramos, de 28 anos, só no estado existem 300 estudantes inscritos no Senge Jovem e, para ele, a filiação é importante, pois ajuda a “entender o quê significa o sindicato e também sua atuação como instrumento de defesa dos nossos direitos trabalhistas, além de oferecer cursos e convênios”. Para a estudante do 5º período de engenharia civil da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Larissa Pereira, o sindicato representa a categoria e assegura os direitos do trabalhador, além de orientar em relação à conjuntura política, como na luta contra as reformas trabalhista e da previdência e as terceirizações”. Entretanto, a aluna cotista conta que dentro da universidade percebe a opressão relacionada à questão de classe: “Vejo os grupos mais ricos serem privilegiados com tratamentos diferenciados”, alertou.

Ao final da reunião, o vice-presidente da Fisenge, Roberto Freire falou que foi instituída uma comissão provisória para organizar e construir o Coletivo Nacional dos Estudantes (CNE). “Os estudantes debateram a organização e as pautas do Fórum de Estudantes do Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros”, contou. Esta é a segunda edição do Fórum dos Estudantes no Consenge, um passo estratégico para a categoria, que representa a renovação e o debate sobre o papel da engenharia na sociedade.

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Na próxima sexta-feira (24), a regional do Senge em Campo Mourão e o Coletivo de Mulheres do Sindicato realizarão a conferência Mercado de Trabalho e as Peculiaridades de Gênero, evento que busca debater as relações de trabalho sob a perspectiva do gênero dentro do universo da engenharia.

E por que debater? Pois há um abismo entre acesso e direitos, sobretudo no mercado da engenharia. Vamos aos números. A participação das mulheres no mercado da engenharia aumentou significativamente nos últimos anos. De fato, o número de engenheiras ocupando postos de trabalho mais que triplicou desde 2003. Mesmo assim, o número ainda é baixo em comparação com o total de vagas.

Segundo dados do mercado de trabalho da engenharia, dos 261 mil postos de trabalho registrados em 2014 em regime celetista, apenas 19% eram ocupados por mulheres.

A diferença é mais gritante quando passamos do número de vagas para os valores médios de salários. Enquanto no mesmo ano os engenheiros receberam, em média, remuneração de R$ 10 mil, as engenheiras ficaram com a média salarial de apenas R$ 8,3 mil, abaixo inclusive da média geral, de R$ 9,9 mil.

É por essa e por outras questões que se faz necessária a problematização e o debate sobre as diferenças e sobretudo como combater isso no mercado e no dia a dia.

Os temas principais da conferência serão: As Mulheres na Engenharia; Principais Direitos da Mulher Profissional e A Mulher e o Sindicato: Desafios e Conquistas.

Com entrada gratuita, a conferência contará com três palestras que abordarão questões como combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, discriminação de gênero e direitos trabalhistas. O evento será das 19 horas as 22 horas, no Auditório do Sindiscam, na Rua Mato Grosso, 2712, Centro.

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No dia 31 de março, o SENGE-RJ e a Fisenge iniciam o projeto "SOS Brasil Soberano". O objetivo é debater um modelo de construção do Brasil até 2035, focado na engenharia, na soberania e no desenvolvimento econômico e social. Será realizada uma série de encontros, com especialistas em vários setores estratégicos da tecnologia, ciência, economia, política e defesa para discutir propostas alternativas para a atual crise vivida no Brasil.

O presidente do SENGE-RJ, Olímpio Alves dos Santos, acredita que o projeto é fundamental para colocar ações em prática.

“Nosso objetivo é criar propostas concretas para resolver os problemas e a crise, de imediato. Nós temos o hábito de ficar apenas reagindo às situações. Queremos mudar esse paradigma”, explica Olímpio.

O primeiro encontro, que será realizado no dia 31 de março, no Rio de Janeiro, tem como tema "Contra a crise, pelo emprego e pela inclusão". Especialistas irão debater medidas de caráter imediato, anticíclicas, visando a retomada imediata do emprego e a reversão das perspectivas cruéis de uma longa depressão da economia brasileira.

“Precisamos mostrar que é necessário discutir o papel das empresas em setores estratégicos. As empresas estatais viraram cabides de interesses políticos e privados; e as empresas privadas viraram pontos de corrupção, o que as está destruindo, sem ninguém pensar no conteúdo tecnológico importante que elas possuem”, defende o presidente do SENGE-RJ.

O evento será entre as 9h e as 17h, no auditório da Faculdade MacKenzie, Av. Rio Branco 277 – 3º andar. Confira a programação completa aqui.

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O Governo Federal anunciou a redução de 50% na exigência de conteúdo local para a contratação de equipamentos e serviços pela indústria do petróleo. Isso significa que nas próximas rodadas de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as empresas que adquirirem concessões de áreas para exploração de petróleo no Brasil terão mais espaço para adquirir bens e serviços no exterior. Como efeito, o Brasil perde em geração de renda, emprego e no desenvolvimento de tecnologia.

Economistas e organizações de representação dos trabalhadores petroleiros avaliam a medida como um erro estratégico. "No rastro do desmonte da Petrobrás e da entrega do pré-sal, a indústria nacional é a mais impactada, gerando um efeito cascata sobre os trabalhadores e o povo brasileiro, que sofrem com o desemprego e a recessão imposta pelos golpistas", afirmou a Federação Única dos Petroleiros (FUP), em nota.

O presidente do Sindicato dos Petroleiros, Mário Dal Zot, é categórico: "Em meio a uma longa e grave crise econômica, com índices de desemprego chegando a 12% ao ano, anunciar uma medida que reduzirá a geração de empregos no país é como tentar apagar incêndio com gasolina".

Na contramão

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil sofreu queda de 3,6% em 2016, acima das expectativas do mercado. O índice, divulgado pelo IBGE no dia 7, veio na sequência do recuo de 3,77% registrado em 2015. É a pior recessão já registrada no país. Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), Cloviomar Cararine, a redução da política de conteúdo local vai na contramão do desenvolvimento da nação: "Estamos perdendo a oportunidade gerada com a descoberta do pré-sal, não gerando empregos e renda no país, não diversificando nossa economia e diminuindo a capacidade produtiva e inovativa de toda uma geração de brasileiros".

Fonte: Davi Macedo / Brasil de Fato
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Digite no Google as palavras “engenheira mulher”. Há as seguintes sugestões de pesquisa: "motivos para namorar uma engenheira"; "engenheira civil feminina", "engenheiras famosas", "engenheira civil como se vestir", "como uma engenheira deve se vestir". Agora, se digitarmos apenas a palavra "engenheiro", iremos verificar as seguintes menções "tipos de engenheiro"; "profissão engenheiro", "engenheiro salário", "engenheiro o que faz". E qual a diferença entre uma pesquisa na internet e a realidade? Nenhuma. Uma mulher engenheira é questionada pela sua aparência e pelo seu gênero, e não por sua competência e capacidade técnica. Pensamento este fruto da sociedade machista que questiona, invisibiliza, objetifica e inferioriza a mulher e o seu trabalho.

Por Simone Baía

A engenharia é uma área predominantemente formada por homens. De acordo com dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), os homens registrados representam pouco mais de 86% e as mulheres cerca de 14% apenas. Na seleção de uma vaga de emprego, é comum que mulheres sejam rejeitadas pelo mercado de trabalho, pois têm a sua competência questionada a todo o momento e, geralmente, a cultura organizacional das empresas é masculina. Uma mulher engenheira chefe, presidente ou coordenadora garante representatividade e também possibilita que outras mulheres avancem. A engenharia pode, concretamente, melhorar a vida das mulheres trabalhadoras, com obras de saneamento, tratamento de água, construção de creches, escolas, produção de alimentos seguros, entre outros.

Nós, engenheiras, queremos ser percebidas por nossa capacidade técnica e competência, e não por nossos corpos. E os homens nessa luta precisam ser nossos aliados. Afinal, quando uma mulher avança nenhum homem retrocede. Em uma reunião de trabalho ou política, quantas mulheres são ouvidas? Vocês percebem quantas mulheres existem no espaço? Quantas mulheres têm seu local de fala respeitado?

Esse quadro de machismo é também refletido na conjuntura nacional com o golpe sofrido pela primeira presidenta mulher do Brasil, Dilma Rousseff. Passado o golpe, uma das primeiras medidas foi a ocupação dos espaços de poder majoritariamente por homens e o fim do status de Ministério da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, vinculando ao Ministério da Justiça e da Cidadania. Para agravar ainda mais o cenário, o presidente ilegítimo, Michel Temer anunciou como prioridade as reformas trabalhista e da previdência, que atingem diretamente as mulheres. Um dos pontos iguala a idade de aposentadoria entre homens e mulheres para 65 anos, ignorando a dupla jornada de trabalho da mulher, que pode chegar a 20 e 25 horas semanais a mais com as responsabilidades familiares e domésticas.

Por todos esses motivos, escolhemos o tema “Faça acontecer por todas nós: nem uma mulher a menos!”, para marcar o 8 de março deste ano, dialogando com o movimento internacional de mulheres. A proposta é dar visibilidade ao conceito de sororidade e fortalecer a luta pelo fim da violência contra a mulher. Afinal, o que significa sororidade? Sororidade é o apoio e o exercício de empatia entre mulheres. Não estamos sós e juntas somos mais fortes.

Culturalmente, somos estimuladas a tensionar uma rivalidade entre nós e até mesmo a reproduzir uma política de disputa. Não somos inimigas. Podemos nos apoiar reconhecendo a competência profissional de outras, acolhendo mulheres em situação de violência, indicando mulheres para vagas de emprego, construindo uma rede de apoio para mães, apoiando mulheres na ocupação dos cargos de direção política. Faça acontecer por todas nós significa interseccionar nossas lutas pelo feminismo negro, trans e indígena, e também rejeitar uma lógica simplista de meritocracia. A feminista norte-americana Angela Davis afirmou: "O tipo de feminismo que eu abraço não é um feminismo dividido. É um feminismo que busca a integração".

Precisamos de uma nova forma de fazer política, com espaço de escuta e disputa de ideias. Ouvir e acolher são exercícios necessários, em vez de somente política de reprodução da violência. Desta forma, conseguiremos avançar, reunir mulheres, formar novos quadros e politizar questões de gênero nos espaços. E você? Já perguntou a opinião de uma mulher hoje?

Simone Baía é engenheira química e diretora da mulher da Fisenge

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O Brasil é um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma mulher é morta a cada 2 horas por um homem. Para dar destaque ao assunto, vários movimentos sociais encabeçam a campanha “Nem uma menos!”, que nasce da indignação com as frequentes mortes de mulheres no país. Na semana em que comemora-se o Dia da Mulher, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) traz à tona o debate, que não é caso de polícia, mas um problema social, cultural, de saúde, de educação e de machismo.

Presidente do Crea-PB, a agrônoma Giucélia Figueiredo acredita que suscitar a discussão em torno do tema é uma ação de cidadania e lembra que o problema deve ser combatido através de políticas públicas especificas para que a violência seja de fato coibida. “Enquanto a sociedade clama para que essas mulheres não sejam só números de uma estatística assustadora, o Governo Federal, sob uma perspectiva policialesca, tira da Secretaria de Políticas Para Mulheres o status de ministério da pasta, agora subordinada ao Ministério da Justiça. Enquanto isso, os discursos misóginos de parlamentares e políticos conservadores avançaram em todo o país. Isso se confronta com a necessidade de enxergar as políticas para as mulheres de maneira ampla”, alerta Giucélia.

Na Paraíba, a realidade é assustadora. Segundo dados do Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres, o número de violência contra a mulher cresceu 260% no estado entre 2003 e 2013, pulando de 35 para até 140 casos. A esse crime dá-se o nome de feminicídio, termo que passou a ser reconhecido principalmente após a sanção da lei que o tornou uma qualificadora do homicídio, mas ainda é pouco discutido. “Em parceria com a Fisenge [Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros], levantamos esse debate como uma forma de lembrar, neste 8 de março, que as mulheres conquistaram muitos avanços, mas que o direito fundamental, que é a vida, ainda precisa ser assegurado, e é papel da sociedade cobrar do Poder Público políticas que contemplem essa questão, acima de tudo, social”, explica a presidente do Crea-PB.

Giucélia Figueiredo lembra que a lógica patriarcal de que “briga de marido e mulher não se mete a colher” mantém a violência no campo privado, como se eximisse o Estado e a sociedade de sua responsabilidade, mas afirma: a comoção e a sensação de impunidade a cada mulher violentada e morta precisam ser direcionadas para ações que deem sentido à palavra de ordem “Nem uma a Menos”.

Mulheres na Engenharia

Primeira mulher a presidir o Crea da Paraíba, Giucélia, apesar dos desafios, vê com otimismo as transformações alcançadas na sociedade, especialmente na área da Engenharia, vista como predominantemente masculina até então. Ela ressalta que, além de ter aumentado o número de estudantes do sexo feminino nos cursos da área tecnológica, também cresceu o número de mulheres nos espaços de debate e de decisão.

Embora a participação masculina ainda seja muito superior à feminina no setor, esta diferença está cada vez menor. Segundo dados do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, as mulheres continuam minoria na engenharia, mas em 2013 chegaram a 19% dos empregados formais. São 17.875 no total de 92.478. Em 2003, eram 7.829 e representavam 15%. Outro dado significante é a redução da disparidade por gênero. Em 2003, as engenheiras tinham salários que representavam em média 75% dos pagos aos seus colegas do sexo masculino. Em 2013, já obtinham remuneração equivalente a 81%.

A Paraíba acompanha a média nacional, com cerca de 20% dos profissionais ativos no Crea-PB sendo mulheres. Dos 12.419 registrados no Conselho Profissional, 2.538 são mulheres. A área de engenharia civil apresentou o maior aumento nos últimos 10 anos, de 166 engenheiras registradas em 2007 para 1070 profissionais ativas em 2017, um incremento de 85%.

Para a presidente do Crea-PB, os números são animadores e revelam que ocorre hoje uma transformação da Engenharia no Brasil. “Com essas mudanças, surgem espaços que passam a refletir o papel da mulher nas nossas profissões e, principalmente, o papel da mulher engenheira na sociedade”, afirma.

Giucélia Figueiredo cita os Coletivos de Mulheres do Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (Senge-PB) e da Fisenge como expoentes nesse processo. “São espaços democráticos fundamentais, onde as engenheiras debatem e vão à luta por uma série questões que nos envolvem enquanto profissionais e cidadãs. O Senge-PB e a Fisenge têm andado de mãos dadas de forma atuante e comprometida. É preciso ter a compreensão de que nós, mulheres, precisamos assumir esse papel ativo para construirmos a sociedade que queremos”, conclui.

Fonte: Crea-PB

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