Com o objetivo de promover o debate e buscar soluções para a crise institucional que o país enfrenta, o contexto de retrocessos promovido pelo governo Temer, que ameaça trabalhadores e trabalhadoras e coloca em risco a soberania nacional, o Sindicato dos Engenheiros no Estado da Bahia (Senge-BA), a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e o Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior da Bahia (Apub) promovem no dia 27 de abril, das 9h às 18h, na Escola Politécnica da UFBA, o II Simpósio SOS Brasil Soberano. O evento, idealizado pelo Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), teve sua primeira edição na capital carioca, no dia 31 de março, e continuará em Belo Horizonte (maio) e Curitiba (junho).

Em Salvador, o Simpósio será composto de duas mesas: “O papel das empresas estatais e privadas no país soberano”, que terá como palestrantes o historiador Valter Pomar, o geólogo e ex-diretor da Petrobras Guilherme Estrella, o jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço, e o ex-diretor da OAS Bruno Dauster; e “Exploração e uso dos recursos naturais”, com a participação de Vicente Andreu, diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), de Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, do professor e engenheiro civil Asher Kiperstok e do professor Luis Fernandes, do Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ e do Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

As atividades visam construir uma proposta aberta, ampla, rumo à retomada de um desenvolvimento justo, autônomo e democrático.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou diretamente pelo link. Participantes inscritos terão direito a certificado.

Saiba mais sobre o projeto SOS Brasil Soberano através do site http://sosbrasilsoberano.org.br/

SERVIÇO
O QUE: II SIMPÓSIO SOS BRASIL SOBERANO
QUANDO: 27 de abril de 2017, das 9h às 18h
ONDE: Auditório Leopoldo Amaral – Escola Politécnica da UFBA (R. Prof. Aristides Novis, 02 – Federação)
INSCRIÇÕES: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 Assessoria de Comunicação

Sindicato dos Engenheiros da Bahia – SENGE-BA
Contato:(71) 9901-1959/ (71) 3335-0510

Fonte: Verônica Couto / SOS Brasil Soberano 

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O Senge-BA irá promover, no dia 2/2, a sua tradicional feijoada de Yemanjá, a partir das 13h. A ocasião também contará com a inauguração da nova sede do sindicato.

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Aconteceu no dia 28, na sede do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, o debate “Projeto Brasil – Cidades: impactos da crise na produção urbana e construção de um novo projeto para o Brasil”, que contou com a palestra de Ermínia Maricato, professora doutora e titular pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Na ocasião, também participaram como debatedores Juan Gonçalves do Levante Popular da Juventude e Marli Carrara da União Nacional Moradia Popular. O diretor do Senge-BA, Allan Yukio participou da mesa como mediador do debate.

A professora fez um apanhado histórico das lutas sociais no Brasil, enfatizando o direito à cidade, e também uma abordagem sobre o impacto da conjuntura nacional e internacional sobre os caminhos do desenvolvimento urbano. De início, ela enfatizou que “o povo constrói a cidade sem Estado e sem mercado”. Apesar disso, tanto um quanto o outro, têm o poder de definir a estrutura das cidades.

Segundo explica, o capital – empreiteiras, mercado imobiliário e especulativo, corporações – promove um verdadeiro assalto, a partir da privatização das terras públicas, da realização de grandes obras que não resolvem as questões essenciais para os trabalhadores, como mobilidade urbana, habitação, infraestrutura,acesso aos serviços, etc. A chamada “Máquina do Crescimento” gira em torno da especulação imobiliária e da acumulação do capital, alimentando a desigualdade e segregação social/racial nos centros urbanos. Ela cita o exemplo dos metrôs, inclusive em Salvador, que são instalados em áreas com pouca densidade populacional, preparando a especulação imobiliária. “O metrô tem um poder de interferência enorme na dinâmica da cidade. Mas são sempre pensados no sentido do mercado, não da necessidade.”

Ermínia também falou da política urbana nos últimos anos (governo Lula e Dilma), período em que se fez muito para inverter a lógica ao investir na urbanização das favelas e no fortalecimento da participação civil, a partir dos conselhos por exemplo. Mas, ela afirma que este ciclo se encerrou. “Nós temos leis incríveis. Estatuto das cidades, lei do saneamento, lei dos resíduos sólidos, lei da mobilidade urbana, lei da acessibilidade universal. Não estamos conseguindo aplicar estas leis.”

Juan Gonçalves do LPJ fez um repasse histórico de como a cidade de Salvador se organizou ao longo dos anos, desde a ocupação territorial dos homens e mulheres que foram escravizados e seus descendentes até a chamada “política de higienização” do governo de Antônio Carlos Magalhães, chegando à expansão promovida pelo capital imobiliário que ocupou novas áreas. Ele explicou a configuração da cidade hoje, subdividida em três “regiões”: miolo, orla e subúrbio, as quais tem características sociais e índices de desenvolvimento totalmente díspares. Ele também falou da importância da militância e da juventude das periferias para a construção deste projeto de país para as cidades.

Marli Carrara, que é também do Conselho Nacional das Cidades, explanou sobre o papel dos movimentos de luta por moradia na democratização do espaço urbano. Ela ressaltou que foram muitos ganhos nos últimos períodos com os PACs e projetos de habitação como Minha casa, minha vida. Mas afirmou que a esquerda precisa estar em contato e saber falar com as bases, os trabalhadores e trabalhadoras, para garantir as conquistas e impedir os retrocessos que já estão acontecendo. “Estamos num momento muito difícil. Agora é hora da trincheira!”.

Após isso, abriu-se espaço para colocações e perguntas dos participantes e conclusões dos debatedores.

Fonte: Senge-BA

 

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Neste sábado, 28 de janeiro, a partir das 9h30, o Senge-BA realiza o debate “Projeto Brasil – Cidades: impactos da crise na produção urbana e construção de um novo projeto para o Brasil” com a presença da professora Ermínia Maricato. Veja abaixo a programação:

 

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O Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA), a Fisenge, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindpetro-BA) e o Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (APUB Sindicato) realizaram, entre os dias 21 e 23 de outubro, o curso "Geopolítica do Petróleo", ministrado pelo professor titular da UFBA José Sergio Gabrielli.

No primeiro dia, Gabrielli falou sobre a importância estratégica do petróleo para a sociedade moderna, tornando-o recurso fundamental para o funcionamento e desenvolvimento das economias. “Tudo que existe hoje tem petróleo na sua composição ou foi transportado por ele”, disse. Daí, a necessidade de discutir os aspectos relacionados à descoberta de novos poços e a recuperação dos já em atividade, as cadeias produtivas, particularidades da extração óleo e as perspectivas do mercado. Em relação ao acesso às reservas, por exemplo, Gabrielli explica que hoje o aumento da produção vem dos reservatórios antigos, através da aplicação de novas técnicas de extração. Apesar disso, entre 2007 e 2010 houve um pico de descoberta: o pré-sal brasileiro.

Pré-sal e a necessidade de um novo marco regulatório

Sobre o pré-sal, Gabrielli lembra que, após a primeira perfuração, em 2006, quando de fato se comprovou sua existência e extensão, houve suspensão do leilão previsto, pois se percebeu que era necessária a criação de um novo marco regulatório. "Ser operador único é fundamental porque o conhecimento vem do processo operacional”, afirmou. Ele avalia que embora estejamos atravessando um momento no qual há um sobreprodução, haverá um agravamento das disputas por novas reservas, causado por um futuro aumento de demanda e das regulações ambientais para o uso do óleo e que o Brasil ocupa posição de destaque, pois é uma das áreas com mais potencial de contribuição para novos poços. “A discussão sobre quem vai se apropriar da renda gerada pelo petróleo é fundamental para entender também o que vai acontecer com o Brasil, o que vai acontecer com a educação e com a desigualdade no Brasil”, afirmou o professor.

Fontes de energia alternativas

No segundo dia do curso, foram abordados os tipos de petróleo existentes, traçando as diferenças entre os óleos leves e pesados e o papel das refinarias no processamento. Sobre o caso específico brasileiro, Gabrielli explicou que atualmente produzimos cerca de 2 milhões e 300 mil barris por dia e que, embora as refinarias brasileiras estejam atualizadas e em boas condições, sua capacidade de crescimento é limitada. Desse modo, para destilarmos maior quantidade de petróleo teríamos que necessariamente construir novas refinarias. “Se a demanda [por petróleo no Brasil] aumentar, teremos que importar derivados”, disse.

Em relação às fontes alternativas de energia, Gabrielli afirma que ainda é difícil encontrar um substituto para o petróleo, tal é a dependência que a sociedade tem do produto. “Somos ‘viciados’ em petróleo”, ele diz. Especialmente, no uso para os meios de transporte. Na eletricidade e na indústria, utiliza-se o carvão e o gás natural. A energia solar é a fonte alternativa que mais cresce, principalmente na China, seguida da eólica; ainda assim, todas as fontes alternativas reunidas representam apenas 1,5% da matriz energética mundial. Razão pela qual Gabrielli é taxativo a afirmar que “o petróleo vai demorar muito ainda para ser substituído”.

História e geopolítica

Uma parte do curso foi voltada para expor as variações do consumo de petróleo ao longo da História, em nível mundial. Gabrielli apresentou um panorama de 1965 a 2015, ressaltando que o consumo vem aumentando em países fora da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, formada por 34 países, entre eles Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido). Significa que o consumo começou a crescer fora dos países desenvolvidos, notadamente nos BRICS, em especial China e Índia. Já o consumo da OECD vem em declínio a partir de 2005. No Brasil, o consumo acelera a partir de 2003.

Diante do quadro de uma dependência de petróleo que deve se manter pelas próximas décadas e da escalada do consumo nos países em desenvolvimento, Gabrielli afirma que o óleo torna-se, cada vez mais, uma commoditie estratégica e que a tendência dos Estados é aumentar seu controle sobre ele. “O Brasil está fazendo o inverso”, alerta.

Também no sábado (22), o curso focou na parte histórica dos usos do óleo, disputas internacionais e formação do preço dos barris. O professor José Sérgio Gabrielli partiu desde antes da I Guerra Mundial, quando a exploração de petróleo ainda era precarizada e predatória. Nessa época, havia produção especialmente na região da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em Baku, no Mar Cáspio e na Pérsia. Os Estados Unidos eram o maior produtor mundial através da empresa Standard Oil que, posteriormente, foi forçada pela lei antitruste (Sherman Act, 1890) a se fragmentar em empresas diferentes para evitar o monopólio. Gabrielli destacou a forte interferência estatal na formação da indústria do petróleo no país.

Da primeira para a II Guerra Mundial, houve um aumento significativo no uso do petróleo para atividades bélicas, tanto no transporte de armamentos e pessoas, quanto nos ataques aéreos e no uso de veículos blindados. “Para se fazer guerra, era preciso garantir o acesso ao petróleo”, disse ele.

No pós-guerra, o Oriente Médio torna-se o maior fornecedor internacional devido ao baixo custo de extração, apenas 0,10 de dólar por barril. Assim, as empresas petrolíferas norte-americanas que atuavam em seu próprio país forneciam para o mercado interno, enquanto as que atuavam no Oriente Médio forneciam para a Europa. Antes da criação da OPEP (Organização dos países produtores de petróleo) o mercado era dominado pelas chamadas “7 irmãs” – Shell, Anglo-Persian Oil Company (hoje BP), Texaco, Gulf Oil, Esso, Socony e Socal – que ajustavam o preço dos barris com o objetivo de evitar ao máximo o pagamento de impostos. Apesar disso, entre 1946 e 1960 o preço mante-se em patamares estáveis, chegando até a cair, em termos reais, por conta da valorização do dólar.

Perspectivas para o futuro

No último dia do curso, no domingo (23), o foco foi o a finalização do percurso histórico da indústria petrolífera no mundo, passando pela criação da OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo), o declínio e desintegração da União Soviética e as gerras do Golfo Pérsico.

Sobre o momento atual da indústria, Gabrielli afirmou que a produção norte-americana tem se reduzido devido à baixa nos preços dos barris, enquanto o Irã aumenta sua exportação. Segundo ele, porém, no longo prazo, a tendência é que a demanda interna do Irã impeça o crescimento dessas exportações, embora ele já continuar a ser, juntamente com a Arábia Saudita, dos países de maior produção dentro da OPEP. Fora da Organização, Brasil, Cazaquistão e Canadá são os que mais se destacam. Ele ressalta que há uma recente queda na demanda interna brasileira, devido à crise, em contraste com o cenário mundial, que é de aumento. Há, portanto, óleo excedente para o mercado externo. “Nossa tendência é crescer a exportação”, disse.

Ao final, o diretor administrativo da Apub e presidente do Sindicato dos Engenheiros da Bahia, Ubiratan Félix, falou sobre a importância da preservação e fortalecimento das empresas nacionais.

Fonte: APUB Sindicato/Senge-BA

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O curso, gratuito, acontece em Salvador nos dias 21, 22 e 23 de outubro. Haverá certificado de participação. As vagas são limitadas, e inscrições podem ser feitas pelo Senge-BA (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 73 3335-0510) ou pela APUB (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. 71 3235-7433).

 

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Criada a partir de uma de uma campanha popular, hoje a maior empresa brasileira e principal fator do desenvolvimento econômico do Brasil, a Petrobrás completou neste mês, no dia 3, seus 63 anos.

Todo aniversário é uma oportunidade de prestigiar a luta dos que ergueram e defenderam o petróleo do Brasil, garantindo saúde, educação e desenvolvimento para o povo brasileiro. Os petroleiros são parte fundamental nisso, é esta categoria que comprova que são falsos as teorias que buscam enfraquecer a empresa nos últimos anos. Semelhante ao ocorrido em 1990, a empresa está exposta à aplicação do receituário neoliberal de fatiamento, venda e desmonte.

Deyvid Bacelar, petroleiro, ativista político e defensor da Petrobrás e Brasil. Coordenador Geral do Sindipetro Bahia e ex-Conselheiro de Administração da Petrobrás, enfatizou para o Senge, a importância da Petrobrás. Confira:

SENGE-BA : Qual a perspectiva para o futuro de luta pela Petrobras?

Deyvid Barcelar: Infelizmente, ou felizmente, a depender do ponto de vista, nós teremos, não somente neste ano de 2016, como nos próximos, uma serie de lutas em defesa da empresa integrada de energia, que nós conseguimos construir ao logos desses 13 anos. Muito por conta da mudança do governo, que aplica uma politica de estado mínimo, cumprindo o Neoliberalismo que foi iniciado, aqui, na década de noventa e que agora vão querer concluir o que não foi possível naquela década. Mas também por conta do novo plano de negócio de gestão da empresa que colaboram com essas ideais neoliberais, privatização, entrega de uma boa parte do patrimônio da Petrobras.

SENGE-BA : Quais as desvantagens da Petrobras deixar de ser operadora única?

Deyvid Barcelar: Esse é um dos principais tripés do modelo de partilha criado em 2010, os três pilares. O primeiro da Petrobras ter o direito de ser a operadora única do pré-sal e de deter no mínimo 30% dos campos do pré-sal brasileiro. Isso é importantíssimo, a Petrobras como operadora única, primeiro ela controla a produção de petróleo brasileiro, o que garante que não vai haver uma hiperprodução de petróleo, secando essas reservas, como aconteceu na Holanda, na Argentina. Temos também uma garantia de que ela vai desenvolver a indústria e engenharia local e nacional, gerando assim, emprego e renda para o país, e incentiva o desenvolvimento de pesquisa aqui no Brasil. Então este é o principal pilar do modelo de partilha, constitui em 2010. Porém temos outros dois, que é a garantia que haverá um percentual mínimo de cumprimento de conteúdo local no Brasil e o terceiro e ultimo pilar, que é a criação do fundo social soberano que destina 75% dos recursos oriundos do pré-sal brasileiro para educação e 25% para saúde. Então, tirar a Petrobras da operação exclusiva do pré-sal brasileiro e tirar os 30% dos campos de produção, é apenas derrubar o primeiro pilar, os outros por tabela acabam sendo derrubados.

Fonte: Senge-BA

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O Sindicato dos Engenheiros da Bahia foi fundado em 27 de setembro de 1937, no dia de São Cosme e Damião, por 69 profissionais, liderados pelo engenheiro Alfredo Nogueira de Passos. Neste dia, no famoso campo da Graça, houve uma memorável partida entre o Galícia e o Ipiranga, com a vitória surpreendente de 4 a 3 para o Ipiranga. O mês de setembro também foi um mês de conversas e conspirações políticas entre o estudante de Engenharia Carlos Marighella e o governador Juraci Montenegro Magalhães, sobre a possibilidade de resistir ao um Golpe de Estado do presidente Getúlio Vargas -- que seria efetivado com o Estado Novo, em novembro de 1937.

Nesta atmosfera conturbada, em que os jornais falavam da Guerra Civil Espanhola e da possível deflagração da Segunda Guerra Mundial, em que brilhava nas telas do cinema o filme Romeu e Julieta -- que, apesar de campeão de bilheteria, não levou o Oscar --, é que foi fundado o Sindicato dos Engenheiros da Bahia.

Durante todos esses anos o Senge-BA desenvolveu uma luta constante junto à categoria. Teve importante participação na campanha do “Petróleo é Nosso”, em defesa da Engenharia e da soberania nacional e pela industrialização da Bahia e do Nordeste. Foi também uma das entidades signatárias do projeto de lei, apresentado ainda na década de 60 pelo então Deputado Almino Afonso, que daria origem à legislação do Salário Mínimo Profissional. Mais recentemente, o sindicato teve um papel fundamental na ampliação do regime fiscal do supersimples para as micro e pequenas empresas de Engenharia -- apesar de ter obtido uma vitória parcial, com a extensão do beneficio apenas às empresas do setor de construção civil.

A partir da década de 80, com a implantação do Pólo Petroquímico e Centro Industrial de Aratu, houve uma mudança no perfil da categoria no Estado, passando a existir predominância de profissionais assalariados. O Senge-BA teve uma mudança de postura, com atuação mais próxima das categorias majoritárias, tendo que atuação dos seus dirigentes (Pedro Rocha, Paulo Jackson, Marcos Pimentel, Abelardo Oliveira, Eduardo Araújo, Manoel Barreto, José Olívio, Gustavo Paez, Marcelino Galo, José Fidelis Sarno, entre outros) neste período propiciado a formação do Sindicato dos Trabalhadores em Tratamento e Purificação de Água (SINDAE), do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Perícias, Pesquisas e Informações (SINDIPEC), do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Salvador e dos sindicatos das diversas categorias dos servidores públicos estaduais e federais.

O Senge-BA foi uma das entidades fundamentais na campanha das Diretas Já, do Fora Collor e na articulação dos movimentos dos servidores públicos municipais, estaduais e federais por melhores condições de trabalho, além das campanhas salariais das empresas estatais e do setor privado.

O sindicato é filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e à Fisenge (Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros), e possui uma base de 50 mil profissionais, sendo 4.800 filiados, entre engenheiros, engenheiros agrônomos, geólogos, técnicos agrícolas e industriais de nível médio, e tecnólogos, que atuam nos diversos ramos de produção ou como profissionais liberais.

Em 79 anos o mundo passou por diversas transformações tecnológicas, sociais e políticas, e muitos dos que vivem hoje talvez nunca tenham ouvido falar da “máquina de escrever Remington”, do “radiotelegrafista”, da “Régua de Cálculo”, da “rádionovela”, do “normógrafo”, da “régua T”, do “Repórter Esso”, do “Programa J. Silvestre”, das “chacretes” e do “Chacrinha”, do “muro de Berlim” e da “Guerra Fria”, porém existem algumas coisas que não mudaram: a desigualdade social, a necessidade de lutar pela soberania nacional e pelo desenvolvimento tecnológico, assim como o nosso compromisso com a Engenharia e com o Brasil.

Ubiratan Félix Pereira dos Santos
Presidente do SENGE BA
Professor do IFBA

Fonte: Senge-BA

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“Para nós hoje é um dia de festa”, afirmou Rute Carvalhal, na solenidade de comemoração de 30 anos da Associação Brasileira dos Engenheiros Civis da Bahia (ABENC- Ba), realizada no dia 18/8. Foram homenageados todos os ex-presidentes da Abenc-Ba e o presidente vitalício Raimundo Pereira Borges. Na mesa de abertura, diversas personalidades da engenharia estiveram presentes, como o presidente do Crea-DF, Flavio Correia, o presidente do IFBA, Caiuby Alves da Costa, e o presidente do Senge Bahia, Ubiratan Félix.

“Não vamos descansar, enquanto não colocarmos a engenharia em posição de destaque”, afirmou Rute em seu emocionante discurso. A atual presidente da Abenc-Ba agradeceu a todos os presentes, familiares, amigos e colegas de profissão, principalmente seu pai e fundador da associação, Raimundo Pereira Borges.

O presidente do Crea-Df, que também foi representando a Abenc-DF, afirmou que a associação tem se mostrado forte e que é necessário reconhecer e valorizar o passado, para que o futuro seja bem sucedido, “ A associação tem se mostrado desde sua formação até o momento atual forte” parabenizou Flavio à todos os ex-presidentes pela a excepcional atuação na Abenc-Ba.

Finalizando as falas, Raimundo Pereira Borges falou sobre a importância da união dos engenheiros civis para o fortalecimento da profissão e comemorou os 30 anos de Abenc-Ba. “Estamos aqui para congratularmos essa convivência. A Abenc, para ser criada há 30 anos atrás, contou com a ajuda de muitos engenheiros. Estamos comemorando por todos eles hoje também. Estamos juntos para dar um viva Brasil! Viva Abenc!”, enfatizou Raimundo.

Rute Carvalhal abriu a cessão das homenagens aos 8 ex-presidentes com a entrega do Diploma e da placa. Para o ex-presidente Airton Sá de Faria, o evento é importante para valorização dos profissionais e para a união da categoria. “O engenheiro civil precisava se movimentar. Precisamos ser fortes, nos unir para ter uma profissão coesa”. Após a entrega das homenagens, foi inaugurada a galeria dos presidentes da Abenc Bahia.

Fonte: Senge-BA

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No dia 20 de agosto, o Departamento de Construção Civil do IFBA de Salvador, em parceria com o Senge-BA e com apoio da APUB (Associação dos Professores Universitários da Bahia) e da Fisenge, realizou curso de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, com Estudo de Caso do Município de Senhor do Bonfim.

O instrutor do curso foi Ubiratan Félix, engenheiro civil, professor do IFBA Salvador e presidente do Senge-BA. O professor enfatizou os aspectos necessários para levantamento do diagnóstico institucional, gerencial, operacional, da manutenção preventiva e corretiva, da qualidade e abrangência dos serviços ofertados a população e dos custos de limpeza urbana municipal.

A partir do diagnóstico, foram apresentado as diretrizes para elaboração do modelo de recuperação de custos e controle social. Ubiratan ressaltou que o modelo proposto deve levar em consideração a realidade econômica e arrecadação do ente municipal, assim como as desigualdades sociais e de acesso de infraestrutura urbana dos diferentes bairros da cidade. O Plano de Gestão de Limpeza Urbana deve ser instrumento que irá consolidar o novo modelo de gestão de resíduos sólidos do município.

Fonte: Senge-BA

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