10 Ago 2016

Fisenge lança caderno sobre 50 anos do Salário Mínimo Profissional

Em comemoração aos 50 anos da lei 4.950-A, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) lançou um caderno sobre o Salário Mínimo Profissional. “A comemoração dos 50 anos da lei atravessa um momento conturbado no cenário político brasileiro. Com a paralisação da economia, as demissões de engenheiros aumentam, as empresas estrangeiras estão assumindo os contratos e, por conseguinte, estagnando a produção tecnológica nacional. Mais do que comemorar, os tempos são de afirmação de direitos e defesa da democracia brasileira”, afirmou o presidente da Fisenge, o engenheiro civil e sanitarista Clovis Nascimento. Inspirada pelo engenheiro e político brasileiro Rubens Paiva, a lei 4.950-A de 1966, que instituiu o Salário Mínimo Profissional, é de autoria do então deputado e advogado Almino Affonso. O SMP é um dos principais direitos da categoria, que prevê a utilização do valor de 8,5 salários mínimos para o piso inicial para engenheiros, agrônomos, químicos, arquitetos, médicos veterinários, todos no regime celetista. Uma das lutas é pela extensão da lei aos estatutários. “Temos um valor que é o piso mínimo estabelecido e, embora muitas empresas insistam em descumprir, nós, mulheres engenheiras, conseguimos entrar no mercado de trabalho com um valor salarial igual. É claro que não encerra com as vulnerabilidades, uma vez que homens ocupam mais espaços de poder e seus salários aumentam com maior frequência”, disse a diretora da mulher da Fisenge, a engenheira química Simone Baía. A lei foi aprovada durante o governo do primeiro presidente do regime militar, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. No entanto, recebeu o veto integral do então presidente. As entidades da engenharia e dos engenheiros brasileiros participaram das lutas pela regulamentação da profissão, e também pela valorização profissional. Graças a essa constante mobilização foi possível conquistar o estabelecimento do Salário Mínimo Profissional e derrubar o veto presidencial.    O caderno é uma produção conjunta da Fisenge com o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e também conta com charges de Carlos Latuff.

 

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Com alegria, Circo da Democracia promove debate político

A lona subiu e a cortina desceu. A noite de sexta-feira (5/8) foi marcada pela magia do "Circo da Democracia", inaugurado em Curitiba. O ato aconteceu no dia da abertura dos Jogos Olímpicos e tem o objetivo de denunciar o golpe ocorrido no Brasil e, com alegria, promover o debate e o diálogo na sociedade. Aos poucos, mulheres, homens e crianças lotaram o circo e a lona foi tomada pela fantasia e pela utopia. Artistas circenses fizeram apresentações pirotécnicas e de equilibrismo, além das tradicionais gargalhadas com os palhaços. O professor Carlos Marés abriu o circo contando sobre o contexto histórico do evento. "Estamos no mesmo espaço, onde montamos o 'Circo da Constituinte', em 1987, quando era uma simples arquibancada. Hoje, a Constituição começa a se romper no Brasil e temos a finalidade de debater a nossa jovem democracia, que é o meio de produzir e reproduzir vida e cultura. Esse não é um circo capitalista. É um circo solidário", afirmou Marés, também agradecendo à família circense Zanchettini, que promove boa parte do espetáculo. Com uma rosa vermelha em mãos, a rosa do povo, o sociólogo Emir Sader iniciou sua fala destacando que no Rio de Janeiro, a cidade vive uma festa. Uma festa de lutas, manifestações e resistências. "A direita perdeu quatro eleições e não querem apenas romper com a democracia. Querem retomar o projeto econômico com uma agenda de destruição do patrimônio público, de financiamento privado de campanha e parlamentarismo. Hoje, quem ocupa o governo é a parcela 1% mais rica do país. Terminamos a ditadura e não avançamos na democracia social", disse Emir, prestando solidariedade à atriz Letícia Sabatella que foi agredida na mesma praça nas últimas semanas.

O Circo da Democracia vai até o dia 15/8. Acompanhe no Facebook do Circo da Democracia

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 Carlos Careqa: "Curitiba é vanguarda e não uma República"

"Mas a vida anda louca. As pessoas andam tristes. Meus amigos são amigos de ninguém. Sabe o que eu mais quero agora, meu amor? Morar no interior do meu interior, pra entender porque se agridem, se empurram pro abismo, se debatem, se combatem sem saber", ensaiou o cantor e compositor Carlos Careqa, durante a passagem de som, no segundo dia (6/8) do Circo da Democracia, em Curitiba (PR). O trecho faz parte da canção do compositor e cantor Vander Lee, que faleceu no dia anterior (5/8). Aplaudido pela plateia, Carlos Careqa alertou: "Calma, gente. Essa é uma passagem de som. Daqui a pouco, eu volto". Assim foi a performance. Agora de paletó, Careqa sobe ao palco e repete a música "Onde Deus possa me levar", de Vander Lee. Seguiu o repertório emocionando e animando a plateia. Entre um verso e outro, surgia o "Fora, Temer" adaptado às rimas, acompanhado de pronto e em coro pela plateia. "Gente não precisa ser sempre original, ser igual é legal. "'Fora, Temer'", puxou o cantor, numa de suas canções mais populares, composta em parceria com Adriano Sátiro.

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Setor elétrico: TST apresenta proposta

Em audiência de conciliação entre os trabalhadores e a ELETROBRAS, nesta terça-feira (26), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou como proposta reajuste de 4,28% a partir da folha de agosto. A proposta anterior, apresentada pela empresa na última rodada de negociação, era 4,28% de reajuste a partir de novembro. Os trabalhadores do Cepel, Furnas e Eletrobras, no Rio, se reuniram em assembleia e aprovaram a proposta do TST. Eletronuclear não realizou assembleia por já ter aprovado a proposta anterior. No entanto, diretor de negociações coletivas do SENGE-RJ, Gunter Angelkorte, afirma que a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), ligado ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A próxima audiência será realizada no dia 22 de agosto. Caso a proposta não seja aprovada pelo DEST, volta a proposta da Eletrobras apresentada na última rodada de negociação. Além disso, passa a valer o ofício que determina que pelo menos 75% do quadro de funcionários esteja trabalhando. Caso isso não ocorra, os sindicatos deverão pagar multa de R$ 75.000 reais por dia. “O lamentável desta proposta do TST é que viola a lei que garante que o trabalhador tem o direito livre de lutar pela reposição salarial na data-base e coloca o DEST acima da lei. Esses são os novos tempos do governo golpista”, critica Gunter.

 

 

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Engenheiras da Fisenge lançam animação sobre direitos trabalhistas

No dia 22/7, o Coletivo de Mulheres da Fisenge lançou a animação “Lei é para ser cumprida”. A peça conta com a personagem Engenheira Eugênia, que é protagonista de histórias em quadrinhos publicadas há mais de três anos pela Federação. De acordo com a diretora da mulher da Fisenge, Simone Baía, a animação tem o objetivo de afirmar a importância da organização sindical e do empoderamento dos direitos dos trabalhadores. “A comunicação é estratégica para a disputa de pensamento e de visão de mundo. Com esta compreensão, nós, do Coletivo de Mulheres, temos apostado em instrumentos diversos e outras narrativas como quadrinhos, animação e campanhas pedagógicas”, disse Simone. Clique aqui para assistir

 >>> Lançamento da animação da Engenheira Eugênia traz debate sobre comunicação sindical e a luta das mulheres – Leia aqui 


Em artigo, Simone Baía fala sobre “Onde estão as engenheiras?”

Desde a infância, nós, mulheres, ouvimos que matemática “não é coisa de menina”. Este pensamento afasta meninas e mulheres da ciência e das áreas de exatas. Isso acontece porque vivemos em uma sociedade patriarcal, que enquadra as mulheres em posições secundárias. Na engenharia, uma área ainda predominantemente masculina, a situação pouco muda. A maioria dos alunos e professores ainda é de homens nas universidades, assim como na ocupação dos espaços de poder e cargos de chefia no mercado de trabalho. Mas estamos avançando e o número de mulheres engenheiras formadas tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Na Universidade de Dartmouth (EUA), entre os formandos do curso de engenharia este ano, 54% são mulheres. Este é um marco histórico, pois, pela primeira vez, um curso de engenharia nos EUA forma mais mulheres do que homens. No Brasil, dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, divulgada pelo IBGE em 2013, revelam que as mulheres são maioria da população, equivalente a 51,4%. Em Minas Gerais, a pesquisa “Perfil da Mulher Mineira”, realizada pelo Dieese e Senge-MG, apontou que algumas especialidades da engenharia apresentam uma diferença de quase 30% nos salários. De acordo com o levantamento, a única especialidade em que as engenheiras ganham salários maiores é na Engenharia de Agrimensura. Na Engenharia Civil, por exemplo, as engenheiras recebem, em média, 8,5% a menos do que os engenheiros. Já na Engenharia Química, o salário das engenheiras é, em média, 29% menor do que o salário dos engenheiros.

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Um tribunal para julgar crimes contra a democracia  

Refletindo sobre os crimes cometidos durante o nazismo, a filósofa alemã Hannah Arendt afirmou que os homens não são capazes de perdoar o que não podem punir nem punir o imperdoável. Metaforicamente, a omissão diante da história pode ser um crime não punível e imperdoável. No atual momento histórico porque passa o país omissão é a antítese do que fizeram os idealizadores do Tribunal Internacional Pela Democracia no Brasil, que julgou o processo de impeachment que sofre a presidenta Dilma Rousseff. Inspirado no Tribunal Russell II, que em 1974 reuniu professores e intelectuais, em Roma, para julgar a violação de direitos humanos pelas ditaduras latino-americanas, o Tribunal congregou no Rio de Janeiro nos dias 19 e 20 de julho de 2016 juristas e intelectuais, acadêmicos, professores, ativistas e sociedade civil em geral para o debate sobre a democracia na atual conjuntura nacional e internacional. 

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 Senge Jovem do Paraná lança manifesto em favor da engenharia democrática e transformadora

Valorizar os profissionais de engenharia, destacar sua importância para a sociedade e sobretudo incentivar o debate e a conscientização de que é possível construir uma engenharia mais democrática e transformadora, capaz de dar vazão às necessidades de nosso povo e nosso país. Essas são algumas das defesas lançadas pelos integrantes do Senge Jovem no manifesto Carta de Faxinal do Céu, documento aprovado durante o 1º Encontro Estadual do Senge Jovem, realizado nos dias 16 e 17 de julho. “É preciso, cada vez mais, reforçar a organização dos profissionais de engenharia, desde a graduação, bem como é necessário atuar em conjunto e em sintonia com entidades e instituições que defendam mais democracia e mais desenvolvimento, em contraposição às agendas retrógradas”, defendem as jovens engenheiras e os jovens engenheiros. Leia mais

 

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 Nova diretoria do Senge-RJ toma posse

A nova diretoria do Senge-RJ, para o triênio 2016-2019 tomou posse em cerimonia festiva realizada no dia 8/7, na Sociedade de Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ). O encontro contou com a presença dos diretores eleitos e também engenheiros, políticos e representantes de outras entidades e movimentos sociais. “Esse é o segundo golpe que vemos acontecer e nós sempre somos derrotados. Nós, enquanto sindicato de trabalhadores e representantes de movimentos sociais, precisamos reagir. Não somos redondos. Somos quadrados. Temos lado e quero deixar bem claro que o nosso lado é o dos trabalhadores e da democracia”, disse o engenheiro Olímpio Alves dos Santos, presidente do sindicato. Leia mais

 

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 Senge-MG: TRT nega recurso da Cemig para demitir sem justa causa

 Após a concessão da liminar pela Justiça do Trabalho que impede a Cemig de efetuar dispensas em violação ao Acordo Coletivo de Trabalho, a empresa buscou cassar essa medida liminar através de Mandado de Segurança. O pedido foi julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que, em decisão proferida pelo Desembargador José Marlon de Freitas, negou o requerimento da Cemig. Assim, a decisão liminar se mantém e deve ser cumprida pela empresa. O Senge-MG reafirma a todos que não fará nenhuma homologação das demissões arbitrárias da Cemig, respeitando assim a legislação trabalhista brasileira e as decisões da Justiça do Trabalho.

 

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>> Senge-MG: Trabalhadores da Urbel decidem por greve a partir de 1º de agosto

 


 Senge Volta Redonda: Engenheiros rejeitam proposta da CSN

Em assembleia realizada no dia 20/7, os engenheiros da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) rejeitaram, por unanimidade, a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017 oferecida pela empresa. O Senge-VR colocou a proposta em votação para saber a opinião dos trabalhadores. A diretoria já havia se manifestado contra a proposta em mesa de reunião com a empresa no dia 19. A oferta da CSN está muito abaixo do INPC, diminuindo o poder de compra do trabalhador e retirando direitos históricos. Leia mais

 


 

CSN já registra quatro mortos e cem acidentes em 2016

Os números de acidentes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), privatizada em 1993, dispararam e os trabalhadores estão se mobilizando para denunciar o descaso da empresa, localizada em Volta Redonda. O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho foram acionados e estão investigando quais os motivos da grande quantidade de ocorrências. Os trabalhadores elaboraram um dossiê com base em documentos e dados da empresa. Ele mostra que em 2014 ocorreram 194 acidentes, em 2015 foram 197 e em 2016, nos primeiros seis meses, já são mais de 100 acidentes. O documento aponta ainda sete acidentes com vítimas fatais, desde 2014. Quatro deles ocorreram esse ano. Leia mais (via Brasil de Fato)

 


 

Seagro-SC: lei estadual isenta microprodutor rural de ICMS

Aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 22 de junho, a Lei do Micro Produtor Rural garante tratamento diferenciado para cerca de 250 mil agricultores e pecuaristas familiares e pescadores artesanais. A mudança coloca novamente Santa Catarina em destaque no cenário nacional pela prática e incentivo à agricultura familiar. A lei atende a 80% dos cerca de 300 mil produtores rurais catarinenses, que a partir da regulamentação das regras não terão mais de pagar imposto para comercializar produtos artesanais ou mesmo abrir a propriedade para a visita de turistas, o conhecido turismo rural. Leia mais (via Secretaria de Agricultura e Pesca de Santa Catarina)

 


 Agroecologia: Chefe de agência da ONU destaca papel do Brasil na promoção da agricultura familiar

O Brasil tem muito a ensinar ao mundo sobre a importância dos agricultores familiares, afirmou o presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU (FIDA), Kanayo F. Nwanze, a caminho de Brasil, onde inicia amanhã, terça-feira, 19 de julho, uma visita oficial. “O papel dos agricultores familiares na alimentação do mundo é inegável. No Brasil, eles produzem até 70% dos gêneros alimentícios”, afirma Nwanze. Leia mais (via ONU Brasil)

 


 Agricultura familiar, prioridade contra a fome na América Latina 

A cada dia, 27 milhões de latino-americanos e caribenhos, cerca de 5,5% da população regional, acordam sem ter o que comer. É um número ainda colossal, mas bem menor do que a média de 58 milhões registrada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no período entre 1990 e 1992. À época, 14,7% dos moradores da América Latina e do Caribe sofriam com a desnutrição. Por isso, pode-se dizer que a América Latina e o Caribe cumpriram a missão — estabelecida nos Objetivos do Milênio — de diminuir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção de pessoas que sofrem com a fome. As Nações Unidas ainda consideram que a região está entre as que fizeram progressos mais rapidamente, devido ao ótimo desempenho econômico e agrícola e às políticas de proteção social adotadas no período. Entre elas, os programas de alimentação escolar e apoio à agricultura familiar. Leia mais (via El País Brasil)

 


 Helder Molina fala sobre atual conjuntura em série de entrevistas

Em série de entrevistas para a Fisenge, o professor Helder Molina fala sobre conjuntura política, criminalização do movimentos sindical e a autocrítica na esquerda brasileira. Molina é doutor em doutor em Políticas Públicas e Formação Humana e docente da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Assista em nosso canal no Youtube! 


 Seminário Nacional da Energia discute projeto energético popular

Mais de 30 sindicatos, federações, confederações e movimentos sociais de diversos estados brasileiros, além de trabalhadores da energia e atingidos por barragens de alguns países da América Latina, se reuniram, nos dias 21 e 22, no Rio de Janeiro (RJ), para o II Seminário Nacional da Energia, Educação e Indústria no Brasil. Organizado pela Plataforma Operária e Camponesa para a Energia, o seminário nacional discutiu os rumos do petróleo brasileiro e sua importância para o futuro da educação e da indústria, atualizando o debate sobre o atual modelo energético e buscar uma pauta comum que balize as ações para os próximos anos. Leia mais (via MAB) 


 Na contramão da Europa, Brasil pode autorizar diesel para veículos leves

 

Enquanto a Europa se esforça para diminuir o uso do diesel, o mais poluente dos combustíveis, um projeto que libera a fabricação e a venda de veículos leves com motores a diesel no Brasil tramita na Câmara dos Deputados e pode ser aprovado. Os defensores da medida louvam os custos mais baixos do produto, mas especialistas em poluição e até entidades automotivas consideram o texto “um atentado aos interesses da sociedade”. “O diesel do Brasil é horroroso. O usado na Europa já é muito poluente, mas o do Brasil é muito pior. O teor de enxofre dele é um absurdo, e o tipo mais usado chega a ser proibido nas regiões metropolitanas, por ser 50 vezes mais poluente”, afirma José Eli da Veiga, professor de Economia da USP e pesquisador de Núcleo de Economia Socioambiental (NESA) da universidade. Leia mais (via Agência Brasil)

 


 Conselho Nacional das Cidades aprova moção em defesa do saneamento público

A 49ª Reunião do Conselho, nos dias 20 e 21 de julho, aprovou moção em defesa dos serviços públicos de saneamento e contrária a qualquer forma de privatização no setor. Os movimentos populares e sindical e grande parte dos demais setores que integram o Conselho reafirmaram  sua posição que só o fortalecimento da gestão da gestão publica do saneamento com controle social pode alcançar a universalização do acesso. “Eliminando a lógica de maximização do lucro, imperativa no setor privado, a gestão pública do saneamento leva com frequência à melhoria da qualidade dos serviços, contribuindo para o fortalecimento da responsabilidade e da transparência, graças aos mecanismos de controle social”, diz um trecho.Leia o documento completo (via FNSA/Assemae)

 

Veja também:

>> Em Brasília, integrantes do Conselho das Cidades repudiam governo Temer

 


 

25 de julho marca luta da mulher negra latino-americana e caribenha

Cerca de 200 milhões de pessoas que se identificam como afrodescendentes vivem na América Latina e no Caribe, e são os mais afetados pela pobreza, marginalização e pelo racismo, que atingem ainda mais as mulheres negras. No Brasil, a data também é nacional, foi instituída por uma Lei de 2014, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola que viveu durante o século 18. Leia mais (via Rádio Agência Nacional/EBC)

 


 Governo projeta levantar R$ 120 bi em desestatizações

As desestatizações previstas pelo governo federal têm o potencial de levantar recursos de pelo menos R$ 120 bilhões, segundo levantamento feito pelo ‘Estado’ com base nas estimativas do próprio governo. Esse reforço nas contas virá de concessões, privatizações, vendas de ativos, securitizações e aberturas de capital, medidas que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chamou de “Plano B” da gestão da economia – o “Plano A” seria o corte de gastos e o “C” o aumento de impostos. Leia mais (via O Estado de S. Paulo)

 


 

'Querem a transferência dos recursos da saúde para os mercantilistas', diz médico

 

“Que o (ministro interino da Saúde) Ricardo Barros tenha sucesso vendendo plano de saúde em outro lugar, não no SUS”, afirma o médico do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo David Braga Júnior. Especialista em políticas públicas na área da Saúde, o médico concedeu entrevista à Rádio Brasil Atual, na qual apontou "má-fé, má intenção e ignorância de um governo provisório e um ministro provisório", sobre propostas de mudanças no SUS, que circulam pelo Legislativo, por iniciativa do governo provisório. Entre outras polêmicas, Braga não possui formação em Medicina e defendeu a criação de "planos de saúde populares", o que mostra sua posição contrária ao que determina a Constituição, que é o empenho do Estado pela universalização do Sistema Único de Saúde (SUS). "Para começar, o SUS não é assistência médica", explicou Braga Júnior. "O SUS atua em desembarque de navios, vacinações coletivas e aeroportos, não é uma assistência barata", observa. Leia mais (via Rede Brasil Atual)

 


 O desmonte social no plano Temer-Meirelles

O Projeto de Emenda Constitucional nº 241 (PEC 241) demonstra de forma clara o que está na agenda política do governo Michel Temer e na pauta econômica do ministro Henrique Meirelles. A proposta impõe um limite para o aumento do gasto público federal definido pela inflação do ano anterior, por um período de 20 anos. Ou seja, propõe congelar o gasto público em termos reais, retirando a decisão de gasto da esfera da política ao estabelecer um indexador econômico fixo, que não possui qualquer relação com capacidade de arrecadação (receita) ou com as demandas por bens e serviços públicos (despesa), que são as variáveis centrais da função alocativa de qualquer governo. Leia mais (via Carta Capital)

 Veja também:

>> Proposta de Temer achataria em 40% valor das aposentadorias em uma década 


 

Como a Suécia evita corrupção nas empresas estatais

A pergunta é – como evitar a corrupção em empresas estatais, e impedir sua utilização como pólos de transferência de recursos públicos para grupos privados bem conectados com o poder político? “É para isso que servem auditorias independentes, regulares e transparentes sobre as operações das estatais. E quero dizer auditorias verdadeiramente independentes, que façam não apenas um trabalho de fiscalização, mas também de promoção da eficiência”, observa Dimitrios Ioannidis, um dos responsáveis pela fiscalização das estatais da Suécia. “Se você não faz isso, só pode ficar perplexo com os resultados. E quando descobre a magnitude do problema, vai dizer, ‘oh, isso aconteceu? Mas como isso pôde acontecer?'” Leia mais (via AEPET)

 


 

Série de vídeos discute direitos sociais

Vamos falar sobre direitos? Em série de vídeos explicativos, o  Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) mostra a importância de falarmos sobre alimentação, meio ambiente, direitos civis, ‪‎reforma política e ‎democracia, entre outros assuntos. Confira no Youtube!

 


 

Pela primeira vez, curso de engenharia nos EUA forma mais mulheres do que homens

Brasil, 1957. Evelyna Bloem Souto é a única aluna mulher na primeira turma de engenharia civil da USP São Carlos. Na época, o meio era tão machista que Evelyna era proibida de entrar em canteiros de obras - a não ser que, antes, se vestisse com roupas masculinas,  prendesse o cabelo e a pintasse uma barba e um bigode no rosto. Corte brusco, mudança de cenário: é 2016, na Universidade de Dartmouth, nos EUA. Entre os formandos do curso de engenharia deste ano, 54% são mulheres - uma grande reforma desde a provação machista de Evelyna, há quase 60 anos. Pode parecer loucura, mas é a primeira vez que o número de alunas ultrapassa o de alunos em um curso de engenharia nos Estados Unidos - um país em que, em média, só 19% dos diplomas da área vão para mulheres. Leia mais (via Superinteressante)

 


 

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