06 Mai 2016

.:. Informativo Especial Setor Elétrico :: 06 de maio de 2016 .:.

Eletrobrás: Empresa não sinaliza avanços em rodada de negociação e não cumpre promessa de entregar contraproposta

 

Aconteceu, nessa quinta-feira (5/5), a primeira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Sistema Eletrobrás com o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). Os trabalhadores reivindicam ganho real, garantia de emprego e fim das privatizações. Representando a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), o diretor de negociação coletiva, Ulisses Kaniak disse que, diante da atual conjuntura política no país, os pontos fundamentais são a manutenção dos direitos e a defesa do modelo público e estatal do setor elétrico. "A empresa sinalizou um quadro de indefinição sobre a reposição inflacionária e ainda afirmou que não serão contratadas cláusulas novas", contou.

 

Sobre o índice de reajuste, a Eletrobrás justificou que aguarda orientação do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), órgão ligado ao Ministério do Planejamento. No entanto, o CNE esteve no dia anterior em reunião com dirigentes do DEST, que afirmaram que a Eletrobrás não atendeu à convocação que fizeram, como fazem todos os anos. Este cenário demonstra a falta de vontade política da empresa em negociar com os trabalhadores. "Queremos a manutenção de todas as cláusulas já existentes no ACT, garantia de emprego e o fim das privatizações. Continuaremos mobilizados em defesa do modelo público do setor elétrico federal", alertou Ulisses que reforça a importância da participação dos trabalhadores nas assembleias, que serão realizadas no dia 10/5.

 

Ao final da reunião, a Eletrobrás se comprometeu a apresentar uma contraproposta ainda hoje (6/5) pela manhã. Lamentavelmente, comprovou-se que a empresa mentiu, pois até agora não recebemos nada. 

 

Acesse o boletim do CNE AQUI 
Participe das assembleias em sua base!

 

 


 

27/4 - Eletrobras: trabalhadores entregam pauta do acordo coletivo 2016/2017

 

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) se reuniu novamente, no dia 27/4, com a direção da holding Eletrobras, no Rio de Janeiro, para dar continuidade nas negociações do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2015. Uma primeira reunião havia acontecido no dia 14, quando os trabalhadores solicitaram maior transparência nos dados da empresa e nos índices que são levados em consideração para o cálculo da PLR (veja mais aqui)

 

Houve, no entanto, pouco avanço na discussão da PLR, de acordo Gunter Angelkorte, diretor da Fisenge presente na ocasião. "Na reunião os diretores da Eletrobras apresentaram os detalhes do balanço financeiro, mas ficará para a próxima semana a definição dos resultados operacionais e econômico-financeiros, necessários para se definir qual será o montante da PLR", afirmou ele. Segundo Gunter, a Eletrobras sinalizou que pretende fazer negociações nos pesos dos parâmetros que definem a PLR, possivelmente desrespeitando os trabalhos da comissão paritária designada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em 2015, que definiu que o pagamento da PLR não pode estar totalmente vinculado à lucratividade da empresa -- a Eletrobras anunciou prejuízo recorde de quase 15 bilhões no ano passado (leia mais aqui).

 

Na reunião, o CNE entregou ao Diretor Financeiro da Eletrobras, Armando Casado, a pauta dos trabalhadores para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016-2017. A avaliação do movimento sindical é de que é necessário manter como norteadores da pauta a manutenção dos benefícios e dos direitos conquistados pelas categorias. A FNU enviou ofício à Eletrobras solicitando que a 1ª e 2ª rodadas de negociações do ACT sejam marcadas, respectivamente, para os dias 5 e 10 de maio. Na 2ª rodada, a Eletrobras deve apresentar contraproposta às pautas dos trabalhadores.

 

Veja tambémSTIU-DF: CNE discute PLR/2015 com a direção da Eletrobras

 


 

24/4 - Trabalhadores da Eletrosul fazem paralisação contra privatizações

A paralisação realizada pelos trabalhadores da Eletrosul no dia 27, quarta-feira, atingiu seu objetivo que era de mostrar sua não conformidade com a possibilidade da empresa privatizar alguns de seus recursos. O mote da campanha “Somos ativos contra a venda de ativos – Privatização Nunca Mais” fez lembrar aos mais antigos a luta despendida nas décadas de 80 e 90 e que culminou na privatização da geração da empresa.

 

Além dos trabalhadores da região de Florianópolis (sede e Sertão) se uniram ao movimento empregados de Tubarão, Joinville e Blumenau. Eles foram recebidos no início da tarde pelo presidente da empresa Márcio Zimmermann que suavizou a perspectiva de venda de ativos, arquitetada em conjunto com o banco suíço Credit Suisse. Disse que o cenário havia melhorado na última semana com o anúncio, no dia 22, por parte do Ministério das Minas e Energia, da indenização devida à Eletrosul no valor de R$ 1 bilhão, valor este que poderá ser incluído imediatamente no balanço da empresa. Esta indenização bilionária será paga a partir de 2017.

 

(...)

 

Apesar da fala aparentemente tranquilizadora do presidente, os trabalhadores ficarão alertas e mobilizados para defender a empresa que constroem com seu trabalho diário. Informação, articulação e unidade dos trabalhadores são elementos que poderão fazer a diferença no caso de novas investidas privatizantes em relação aos ativos da Eletrosul.

 

Leia a matéria completa do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região (Sinergia)

 


 

14/4 - Trabalhadores da Eletrobras pedem transparência na aplicação da PLR 2015

 

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) se reuniu, no dia 14/4, no Rio de Janeiro, com o diretor de administração da Eletrobras, Alexandre Aniz, e o assessor de relações sindicais da estatal, Maurício Joseph. Na pauta de discussões, a aplicação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2015 das empresas da holding Eletrobras. A Fisenge, que integra o CNE, esteve presente na reunião com Gunter Angelkorte, diretor da federação. No entendimento dos trabalhadores, é preciso mais transparência para que as negociações sejam encaminhadas. Leia mais

 

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