Fisenge http://fisenge.org.br Federação Interestadual de Sindicados de Engenheiros Thu, 17 May 2012 18:58:08 +0000 http://wordpress.org/?v=2.2.3 en Cientistas reivindicam 50% dos royalties do pré-sal para ciência e educação http://fisenge.org.br/2012/05/17/cientistas-reivindicam-50-dos-royalties-do-pre-sal-para-ciencia-e-educacao/ http://fisenge.org.br/2012/05/17/cientistas-reivindicam-50-dos-royalties-do-pre-sal-para-ciencia-e-educacao/#comments Thu, 17 May 2012 18:58:08 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/05/17/cientistas-reivindicam-50-dos-royalties-do-pre-sal-para-ciencia-e-educacao/ A Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) promoveu na tarde desta quarta-feira (16) uma manifestação em favor do investimento de 50% dos royalties do Fundo Social do pré-sal em educação e ciência e tecnologia.

O ato também teve o objetivo de garantir o restabelecimento dos recursos dos royalties que eram destinados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e que ficaram de fora da nova regra de partilha. O Projeto de Lei que definirá as regras em relação aos royalties do petróleo está tramitando no Senado.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da SBPC, Helena Nader, ressaltou que se o país não investir esses recursos em educação e ciência “irá continuar a ter uma cultura extrativista”. Ela lembrou que “o petróleo é finito” e ressaltou que os recursos podem viabilizar obrigações legais das unidades da federação, como o pagamento do piso aos professores.

Helena entregou a proposta da entidade ao relator da matéria, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), que disse acreditar que os cientistas irão conseguir a inclusão da partilha na proporção reivindicada.

Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, se posicionaram de forma favorável à partilha pleiteada pelos cientistas. Mas, segundo Helena Nader, isso não significa que a questão esteja fechada dentro do governo federal.

Fonte: Agência Pulsar

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“Escrachos” denunciam torturadores da ditadura em todo Brasil http://fisenge.org.br/2012/05/15/%e2%80%9cescrachos%e2%80%9d-denunciam-torturadores-da-ditadura-em-todo-brasil/ http://fisenge.org.br/2012/05/15/%e2%80%9cescrachos%e2%80%9d-denunciam-torturadores-da-ditadura-em-todo-brasil/#comments Tue, 15 May 2012 15:33:37 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/05/15/%e2%80%9cescrachos%e2%80%9d-denunciam-torturadores-da-ditadura-em-todo-brasil/ O início da semana foi marcado por mais uma série de protestos contra torturadores do regime militar. As manifestações, denominadas “Escrachos”, ocorreram em até 11 estados do país.

Os protestos ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Pará, Bahia, Ceará, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Em São Paulo, cerca de 100 jovens do movimento Levante Popular da Juventude fizeram o “escracho” do tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima, que foi reconhecido pela presidenta Dilma Rousseff como torturador da Operação Bandeirante. O ato ocorreu em frente a casa do militar, na cidade do Guarujá, no litoral paulista.

No Rio de Janeiro, o “escracho” aconteceu no bairro do Flamengo. É lá que mora o torturador José Antônio Nogueira Belham. Ele foi o chefe do DOI-CODI do Rio, um dos órgãos de repressão do regime militar. Dentre as inúmeras torturas e assassinatos cometidos em sua repartição está a do engenheiro civil e militante pelo PTB, Rubens Paiva.

Já na Bahia, 150 jovens foram às ruas de Salvador para fazer um “escracho” contra o torturador Dalmar Caribé, cabo do Exército na ditadura. Ele foi responsável pelos assassinatos dos lutadores populares Carlos Lamarca e Zequinha Barreto. Os manifestantes caminharam até a sede da Associação de Karatê da Bahia, fundada pela família de Caribé.

Os “escrachos” acontecem logo após a presidenta Dilma Rousseff anunciar os nomes da Comissão da Verdade, que apurará os crimes da ditadura militar. Os escolhidos pela presidenta foram: Nilson Gripp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República), Paulo Sérgio Pinheiro (sociólogo), Maria Rita Kehl (psicanalista) e José Paulo Calvalcanti Filho (adovgado).

Fonte: Agência Pulsar/ Brasil de Fato

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Angela Merkel não virá ao Brasil para a Rio+20, afirma embaixada alemã http://fisenge.org.br/2012/05/04/angela-merkel-nao-vira-ao-brasil-para-a-rio20-afirma-embaixada-alema/ http://fisenge.org.br/2012/05/04/angela-merkel-nao-vira-ao-brasil-para-a-rio20-afirma-embaixada-alema/#comments Fri, 04 May 2012 15:11:34 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/05/04/angela-merkel-nao-vira-ao-brasil-para-a-rio20-afirma-embaixada-alema/ A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, não vai participar da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (4) pela embaixada do governo alemão, em Brasília.

A comunicação de ausência foi feita pela própria chanceler alemã a presidente Dilma Rousseff. Segundo a embaixada, “Angela Merkel informou a presidente Dilma Rousseff por telefone sobre sua ausência, mas disse que está interessada nas negociações”. A data desta ligação não foi informada.

Nesta quinta-feira (3), em coletiva realizada em Berlim, um porta-voz do governo disse que durante o Segmento de Alto Nível, que reunirá chefes de Estado no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de junho, virão os ministros do Meio Ambiente e do Desenvolvimento. A Cúpula da ONU será realizada de 13 a 22 de junho.

É a segunda desistência “de peso” da Cúpula da ONU. O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, também anunciou que não participará da conferência e há o temor de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também não venha devido à eleição presidencial.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que não pode confirmar quais líderes de Estado virão ao Brasil na Rio+20 ou divulgar a lista daqueles que não estarão presentes. O Itamaraty estima a presença de cem representantes de Alto Nível.

Na última semana de abril, comunicado da Organização das Nações Unidas (ONU) informou que ao menos 135 presidentes e chefes de Estado, vice-presidentes, chefes de governo e vice primeiros-ministros se inscreveram na lista de oradores que vão discursar na plenária da cúpula.

Fonte: G1

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Bolívia nacionaliza empresa elétrica espanhola no país http://fisenge.org.br/2012/05/02/bolivia-nacionaliza-empresa-eletrica-espanhola-no-pais/ http://fisenge.org.br/2012/05/02/bolivia-nacionaliza-empresa-eletrica-espanhola-no-pais/#comments Wed, 02 May 2012 15:13:50 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/05/02/bolivia-nacionaliza-empresa-eletrica-espanhola-no-pais/ O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta terça-feira (1º) a expropriação das ações da Rede Elétrica Espanhola na Red Elétrica Internacional. Evo ordenou que as Forças Armadas assumam o controle das instalações da empresa.

Morales justificou a expropriação com os mesmos argumentos utilizados por Cristina Kirchner, presidenta da Argentina, ao expropriar a petrolífera YPF. Morales disse que a empresa não investe o suficiente e nem no ritmo adequado para a Bolívia.

O presidente determinou a nacionalização integral de todas as ações da empresa. Alegou ainda que a medida é um reconhecimento justo aos trabalhadores e ao povo boliviano. De acordo com ele, os serviços prestados pela companhia elétrica espanhola serão mantidos, sem riscos de interrupção.

Os empregos e os direitos trabalhistas dos funcionários também estão garantidos. A empresa espanhola informou que pedirá uma indenização financeira ao governo boliviano. Segundo o ministro da economia da Espanha, este ressarcimento já teria sido garantido pelo presidente Evo Morales.

A empresa Rede Elétrica Espanhola (REE) garantiu ainda que o impacto da nacionalização é muito pequeno em suas contas. A filial boliviana representaria apenas 1,5% do volume total de negócios do grupo empresarial.

Fonte: Agência Pulsar

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Especial Dia Nacional da Mulher: Entrevista Anildes Lopes http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-entrevista-anildes-lopes/ http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-entrevista-anildes-lopes/#comments Fri, 27 Apr 2012 14:08:38 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-entrevista-anildes-lopes/ Para homenagear o Dia Nacional da Mulher, entrevistamos a engenheira agrônoma Anildes Lopes, diretora suplente do Coletivo de Mulheres da Fisenge. Mineira de Montes Claros, mãe de três filhas, Anildes foi criada em uma propriedade rural onde só era possível estudar até a quarta série primária. Nesta entrevista, ela conta sobre os desafios de estudar em um meio onde isso não era prática comum entre as mulheres, ainda mais em uma área dominada por homens, como a agronomia.

- Quando você optou pela engenharia, uma profissão de maioria masculina, pensou alguma vez em desistir por ser mulher?

Fazer segundo grau para as meninas da zona rural era luxo, aí veio um novo desafio que era fazer um segundo grau com a opção por um curso técnico em agropecuária, onde a grande maioria era de homens e cujas aulas práticas requeriam certo esforço físico mais apropriado aos meninos. Motivo pelo qual tive que esconder da família que estava fazendo um curso técnico em agropecuária, me matriculando inicialmente em um curso técnico em economia doméstica, sob risco de voltar para casa.  A opção pela engenharia, neste caso agronômica,  foi motivada pela própria origem rural e pelo fato de ver na engenharia agronômica a possibilidade de mudança da  realidade do meio rural principalmente sob a ótica da pequena propriedade,  extremamente decadente naquele período e acreditando que as técnicas e tecnologias apreendidas ajudariam a participar de algum modo dessa mudança.  A opção pela engenharia também foi mais que uma opção por uma profissão até certo ponto masculinizada, mais uma decisão de encarar os desafios que esta escolha traria pelo próprio exercício da profissão.  Ser mulher neste contexto fez desta conquista ainda mais saborosa.

-  Já sofreu muito preconceito na sua vida profissional por isso?

Diversos preconceitos, boicotes cercaram o início da carreira, já que a insegurança própria da formação inicial, sem muita experiência, se confunde e se mistura com aparente fragilidade feminina, mas, aos poucos, o tempo e a maturidade vão nos ensinando a lidar e combater este preconceito, aprendendo a usar melhor nosso diferencial enquanto um ser feminino.

- Como você entrou para o movimento sindical?

A entrada no movimento sindical se deu a partir de um convite de colegas (homens) com quem já convivia em outros espaços de articulação, ligados a entidades representativas de entidades de classe. Como ainda somos poucas também nestas entidades acabamos participando em diferentes espaços. Como mulheres que já enfrentamos vários desafios, sendo o primeiro deles o de garantir uma formação  profissional, quando entramos no movimento sindical, trazemos na nossa bagagem um pouco desta capacidade de superação e da resistência necessária ao enfrentamento de todas as questões próprias do meio sindical, que também é um ambiente majoritariamente composto por homens.

- Como você vê a participação da mulher no movimento sindical? E as perspectivas futuras? 

Penso que a ocupação dos espaços pelas mulheres tende a crescer mais e mais e isso já é uma realidade em nosso país. Temos uma presidenta, símbolo máximo do poder e isso faz com que cada vez mais e mais mulheres possam disputar em condições de igualdade espaços antes vistos como estritamente masculinos.  Daí sim podemos esquecer se somos homens ou mulheres, mas cidadãos que acreditam na construção de um outro mundo possível.

- Percebe que a predominância masculina está mudando?

Com certeza, hoje não somos mais uma minoria nas universidades, temos nos qualificado mais, mas tudo isso ainda não foi suficiente para  garantir a mudança que almejamos, onde o fato de ser mulher não nos descredencie a ocupar igualitariamente melhores cargos, melhores salários, em reais condição de igualdade com os homens.

-  É mais fácil para uma mulher ser engenheira nos dias de hoje?

Se formar como engenheira com certeza sim, pelas próprias condições de aumento da oferta de curso em nosso país, mas no exercício da profissão nossos desafios continuam, pois continuamos a ser mães, esposas, donas de casa, boas profissionais, ter TPM, etc.  Isso requer de nós uma eterna negociação. Não perdemos o nosso bom e velho hábito materno de agregar, aconchegar e cuidar e penso que este pode ser o nosso diferencial para a engenharia. Não queremos construir um mundo melhor para nós, mas para os que nos cercam, e esta essência nos acompanha no exercício da profissão e na lida dentro do movimento sindical.

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Especial Dia Nacional da Mulher: Entrevista Silvana Palmeira http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-entrevista-silvana-palmeira/ http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-entrevista-silvana-palmeira/#comments Fri, 27 Apr 2012 14:07:50 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-entrevista-silvana-palmeira/ No mês em que se comemora o Dia Nacional da Mulher, em homenagem ao nascimento da fundadora do Conselho Nacional das Mulheres, Jerônima Mesquita, o Coletivo de Mulheres decidiu prestar sua homenagem a algumas mulheres que fazem parte da atual diretoria executiva da Fisenge. Uma delas é a engenheira de alimentos Silvana Palmeira. Nesta entrevista, ela conta como ingressou na engenharia e, posteriormente, no movimento sindical.

- Quando você optou pela engenharia, uma profissão de maioria masculina, pensou alguma vez em desistir por ser mulher?

Nunca me passou pela cabeça. Desde quando fiz Escola Técnica Federal, no curso de Química, as turmas eram bem equilibradas em termos de gênero. Quando ingressei no curso de Engenharia Química, as turmas também eram bastante equilibradas. Então não nos tratávamos de forma diferente.  Interrompi os estudos, e depois de muito tempo concluí a graduação em Engenharia de Alimentos, uma das modalidades que tem muitas mulheres. Sendo assim, durante minha trajetória, nunca tive motivos para me sentir discriminada por questões de gênero e desistir da profissão. Já sofri preconceito por ser nordestina. Mas esta é outra discussão.

- Como você entrou para o movimento sindical?

Entrei para o movimento sindical em 2009, convidada pela companheira Márcia Nori, que me chamou para conhecer o SENGE Bahia. Passei a frequentar o Sindicato e fui indicada para ser conselheira suplente da Eng. Wânia no CREA- BA. Como Wânia fazia parte da Câmara de Química, então desta forma, fui aos poucos, participando das reuniões do CREA, das reuniões de Câmara e das atividades do Sindicato. Posteriormente passei a fazer parte do Coletivo de Mulheres da FISENGE.  Participei de 3 Conselhos Deliberativos da FISENGE: o de Salvador, de Vitória e o do Rio de Janeiro, quando foi realizado o Seminário das Mulheres.  Fui indicada para Delegada no 9º Consenge, em Rondônia. Lá fui indicada pelo SENGE-BA para compor a chapa da FISENGE, como uma das Diretoras Executivas. De forma resumida, esta foi minha trajetória no movimento sindical.

- Como você vê a participação da mulher no movimento sindical?

Vejo como um assunto de vital importância,  pois a primeira vez que me senti discriminada por causa de gênero, foi no meio sindical. E confesso que fiquei estarrecida. Neste sentido, acho que a FISENGE deu um salto para o futuro, quando no 9ºConsenge, pela primeira vez, deliberou uma cota de participação das mulheres e pelo que sei, pela primeira vez, tem um percentual de 30% de mulheres em sua Diretoria, ainda que esta proposta tenha sido rejeitada no Consenge.
Creio que a participação feminina enriquece a discussão, porque permite uma forma nova de ver as coisas. De fato, um fenômeno, assim como uma peça, tem diversas perspectivas. Para se ter uma visão mais realista de um objeto, bem como de um fenômeno, é interessante ter uma noção de várias perspectivas diferentes. Esta diversidade complementa a compreensão e possibilita uma aproximação da realidade.

- Você dá aula em uma universidade. Percebe que a predominância masculina está mudando? É mais fácil para uma mulher ser engenheira nos dias de hoje?

Eu dou aulas para Engenharia Civil. De fato, a predominância masculina está aos poucos diminuindo. Mas ainda ouço queixas de minhas alunas, que sentem discriminação por causa do gênero. Como disse anteriormente, a depender da modalidade, é mais fácil ser engenheira. Nas engenharias de processo, como a Química e de Alimentos, a discriminação não é tão observável. Já em outras modalidades, a exemplo da Engenharia Naval e Aeronáutica a predominância ainda é masculina. Com as discussões cada vez mais emergentes a respeito da participação feminina na vida profissional, alavancada pelo advento da presidenta Dilma, creio que esta  realidade de que homens e mulheres são capazes de construir uma nação mais justa e igualitária vai fluir de maneira cada vez mais natural.

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Especial Dia Nacional da Mulher: Sindicatos em todo o país realizam ações para celebrar 8 de março http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-sindicatos-em-todo-o-pais-realizam-acoes-para-celebrar-8-de-marco/ http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-sindicatos-em-todo-o-pais-realizam-acoes-para-celebrar-8-de-marco/#comments Fri, 27 Apr 2012 14:07:00 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-sindicatos-em-todo-o-pais-realizam-acoes-para-celebrar-8-de-marco/

No último dia 8 de março, a Fisenge lançou o primeiro número do seu Informativo Eletrônico. Alguns Sindicatos filiados à Federação também prestaram suas homenagens por todo o país.

Em Vitória, o Senge-ES firmou uma parceria com o CINDES JOVEM para promover o evento Ala Feminina com o tema “Como empreender sem abrir mão de viver?”. O debate, que contou com a participação da diretora da Mulher da Fisenge, Simone Baía, foi voltado às mulheres dos diversos setores que sabem como é difícil a tarefa de levar a vida de mulher, trabalhadora e também empreendedora.

Em Belo Horizonte, o Senge-MG optou por homenagear as engenheiras, estudantes do Senge Jovem, funcionárias do Sindicato e demais  colaboradoras. Diretoras, ex-diretoras e a diretora da Mulher da Fisenge, Simone Baía, receberam placas em homenagem à data. Raul Otávio Pereira, presidente do Senge-MG, ressaltou, durante a abertura do evento, que a entidade sempre defendeu relações de trabalho mais justas e equivalentes para as mulheres em relação aos homens. “Acreditamos em um mundo melhor e nele não existe a menor possibilidade de fazermos diferenciação entre homens e mulheres. Muito pelo contrário. Espero que as engenheiras que estão se formando agora possam seguir o caminho que vocês, diretoras e ex-diretoras do Sindicato, abriram e trilharam”, disse.

Em João Pessoa, o Fórum Paraibano de Engenharia promoveu uma homenagem, no auditório do Senge-PB, com palestras e confraternização.

Em Curitiba, o Senge-PR apoiou a passeata contra violência, o machismo, pela justiça social e ambiental. O ato foi coordenado por várias entidades e reuniu mais de duas mil pessoas. Entre as bandeiras estavam a redução da jornada de trabalho, a defesa da Lei Maria da Penha, a criação da Secretaria de Mulheres, entre outros temas.

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Especial Dia Nacional da Mulher: ANP e Banco Mundial serão comandados por mulheres pela primeira vez http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-anp-e-banco-mundial-serao-comandados-por-mulheres-pela-primeira-vez/ http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-anp-e-banco-mundial-serao-comandados-por-mulheres-pela-primeira-vez/#comments Fri, 27 Apr 2012 14:04:14 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-anp-e-banco-mundial-serao-comandados-por-mulheres-pela-primeira-vez/

No último mês, além do 8 de março, as mulheres puderam comemorar mais duas históricas nomeações para o gênero. A presidenta Dilma Rousseff indicou o nome da engenheira Magda Chambriand para ser a nova diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Como já ocupava o cargo de diretora da Agência, já tendo passado por uma sabatina no Senado em 2008, não será necessária outra apreciação para o novo posto.

A engenheira substitui na direção-geral Florival Rodrigues de Carvalho, que ocupava o cargo interinamente com a saída de Haroldo de Lima. Magda é engenheira civil e entrou para a Petrobras em 19802, como estagiária.

Outra mulher que fez história este mês foi a norte-americana Deborah Wetzel, nomeada para assumir, a partir de abril, a diretoria do Banco Mundial para o Brasil. Ela substitui Makhtar Dio, que deixou o país para ser Vice-Presidente do Banco para a África. “A ampla experiência de Debbie será um ativo quando ela se tornar diretora do Banco para uma das economias mais dinâmica, inovadoras e em rápido crescimento de nossa região e do mundo, com uma crescente influência nas questões globais”, disse Hasan Tuluy, Vice-Presidente do Banco Mundial para América Latina e Caribe.

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Especial Dia Nacional da Mulher: PNUD lança guia para promover participação política das mulheres http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-pnud-lanca-guia-para-promover-participacao-politica-das-mulheres/ http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-pnud-lanca-guia-para-promover-participacao-politica-das-mulheres/#comments Fri, 27 Apr 2012 14:02:11 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/04/27/especial-dia-nacional-da-mulher-pnud-lanca-guia-para-promover-participacao-politica-das-mulheres/

Com a pouca representatividade das mulheres nos altos escalões políticos e no processo de tomada de decisão, um novo guia produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo National Democratic Institute (Instituto Nacional Democrático) está mostrando aos partidos políticos como eles podem começar a corrigir este desequilíbrio, apoiando a participação das mulheres no processo eleitoral.

Empowering Women for Stronger Political Parties (Empoderando as Mulheres para Partidos Políticos mais Fortes) é uma publicação que busca promover a participação política das mulheres. Lançado recentemente pela Administradora do PNUD, Helen Clark, o guia identifica casos de sucesso que mostram como os partidos políticos podem promover a participação das mulheres nas tomadas de decisões em todos os níveis. O público-alvo consiste em líderes de partidos políticos, organizações da sociedade civil e ativistas que atuam na causa da igualdade de gênero.

“Com menos de 20% dos assentos parlamentares do mundo ocupados por mulheres, é claro que os partidos políticos precisam fazer mais – e devem ser incentivados nesses esforços – para apoiar a capacitação política das mulheres”, disse Helen durante a 56ª Comissão sobre o Estatuto das Mulheres, realizada na última semana de fevereiro em Nova York.

No Brasil, a baixa proporção de mulheres ocupando cadeiras no Congresso Nacional foi motivo de cobrança dos peritos que fazem parte do Comitê das Nações Unidas para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw). O país tem hoje mulheres em pontos-chave da administração federal, começando pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e o número histórico de dez ministras que fazem parte de seu governo. Apesar disso, a atual bancada feminina na Câmara Federal representa apenas 8,77% do total da Casa, com 45 deputadas. No Senado, de um total de 81 lugares, apenas 12 são ocupados por mulheres.

Embora o direito das mulheres de participar da vida política seja garantido por várias convenções internacionais, dentro dos partidos políticos elas tendem a ser sub-representadas em posições de poder ou atuar em papéis coadjuvantes, diz o guia. O livro constata que, sem acesso a redes estabelecidas de influência e com recursos muito limitados, poucos modelos e mentores, é compreensível que a proporção de mulheres no alto escalão dos partidos políticos tenha se mantido bem abaixo da participação dos homens em todo o mundo.

Globalmente, embora as mulheres constituam de 40% a 50% dos membros de partidos políticos, elas ocupam apenas 10% dos cargos de liderança. O guia cita 20 exemplos de países que tomaram medidas positivas para alterar esse cenário, aumentar a participação política das mulheres e a inclusão no processo eleitoral.

Reconhecimento da ONU às mulheres rurais

Este ano, a ONU dedicou o Dia Internacional da Mulher às trabalhadoras rurais. Apesar de compor um quarto da população mundial, este público ainda figura rotineiramente na parte inferior de cada indicador econômico, social e político.

“Somando quase meio bilhão de agricultoras familiares e trabalhadoras sem terra, as mulheres rurais são uma parte importante da força de trabalho agrícola. Elas executam a maior parte do trabalho não remunerado nas áreas rurais. No entanto, continuam a ser impedidas de atingir seu potencial”, alertou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem alusiva à data. Segundo Ban, se as mulheres rurais tivessem igual acesso aos recursos produtivos, a produção agrícola aumentaria até 4%, reforçando a segurança alimentar e nutricional e aliviando a fome de cerca de 150 milhões de pessoas. “As mulheres rurais, se tiverem chance, também podem ajudar a acabar com o desenvolvimento ocultoda tragédia da desnutrição, que afeta quase 200 milhões de crianças em todo o mundo”, disse o Secretário-Geral.

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Morte de trabalhadores rurais aumenta 50% em todo o país http://fisenge.org.br/2012/04/25/morte-de-trabalhadores-rurais-aumenta-50-em-todo-o-pais/ http://fisenge.org.br/2012/04/25/morte-de-trabalhadores-rurais-aumenta-50-em-todo-o-pais/#comments Wed, 25 Apr 2012 16:56:07 +0000 Manoela http://fisenge.org.br/2012/04/25/morte-de-trabalhadores-rurais-aumenta-50-em-todo-o-pais/ O número de mortes de trabalhadores rurais teve um aumento de 50% nos quatro primeiros meses deste ano. Em 2011, oito camponeses morreram no período de janeiro a abril. Já neste ano, 12 trabalhadores perderam a vida por conflitos rurais. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

As mortes ocorreram em seis estados do Brasil. Em entrevista ao IG, Isolete Wichinieski, da coordenação nacional da Comissão, a violência se dá por conta da pressão da fronteira agrícola e de ameaças em disputa pela terra. Segundo ela, trabalhadores são mortos por denunciarem o trabalho de madeireiras.

Os dados da Pastoral mostram que o número de pessoas vivendo sob ameaça de pistoleiros cresceu 18% no ano passado, chegando a mais de 45 mil. O aumento das mortes pode ser a expressão direta do aumento dessas ameaças. Normalmente, os assassinatos são cometidos por jagunços a mando de fazendeiros.

Isolete afirma que um trabalho que tem ajudado nos conflitos são comitês de resolução de conflitos criados pela Ouvidoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo ela, o comitê se reúne quando existe conflito e permite conversações.

A partir daí, são negociadas a saída, os prazos e, às vezes, é possível conseguir algum tempo a mais para a permanência das famílias nas terras. A coordenadora da Pastoral da Terra diz, no entanto, que nem sempre as famílias são ouvidas nessas reuniões.

 

Fonte: Pulsar

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