Engenheiros com garantias de emprego

Na Suécia e na Finlândia, desemprego apresenta baixo índice na categoria profissional

 

O Presidente da Associação Sueca de Engenheiros, Ulf Bengtsson, esteve na IV Conferência Mundial das Associações de Engenheiros e Cientistas, no Rio de Janeiro e deu uma notícia de colocar inveja em muitos engenheiros brasileiros: o índice de desemprego de engenheiros na Suécia é de apenas 1,6%.

 

Ulf Bengtsson explica que a Associação Sueca de Engenheiros faz um trabalho para os profissionais conseguirem empregos também fora da Suécia. O especialista acredita nesse intercâmbio e garante que profissionais estrangeiros podem obter assessoria jurídica, desde que a conta seja enviada para a associação do seu país.

 

Na Finlândia, o desemprego também não é uma grande preocupação para os profissionais da categoria. O secretário geral da Associação de Engenheiros da Finlândia (TEK), Heikki Kauppi, diz que, anualmente, apenas 2% dos filiados ficam desempregados. E o especialista garante que, em geral, o tempo de desemprego é muito curto. Heikki Kauppi explica que, na TEK, há serviços de carreira que ajudam os filiados a trocar de emprego, o que aumenta a competição. Uma pesquisa institucional mostrou que 40% dos associados querem serviços de aconselhamento, por isso Kauppi acredita que, muitas vezes, esses serviços de carreira podem ser a razão da filiação.

 

Heikki Kauppi diz que a TEK tem seis mil currículos no sistema, mas espera que, em 2011, este número suba para 20 mil. Ele explica que os profissionais não gostam de se colocar abertamente no mercado, por isso, quando os filiados se cadastram no sistema, informam o que procuram, podendo manter o sigilo. “O sistema de busca mostra as oportunidades que estão de acordo com as especialidades de cada profissional, que recebe um e-mail com as oportunidades disponíveis”, explica. Além disso, Kauppi diz que o empregador também pode consultar o banco de dados da TEK, proporcionando o encontro entre empregados e empregadores. Ele afirma que cerca de mil filiados, entre acadêmicos e graduados, participam desse assessoramento de carreira.

 

Kauppi explica que a TEK não está envolvida diretamente com o desenvolvimento profissional, mas apóia as entidades que fazem esse trabalho. “O nosso objetivo é proporcionar aconselhamento sobre as necessidades profissionais de cada um”, finaliza.

 

 

 

 

 


Este artigo foi publicado no website da Fisenge [http://www.fisenge.org.br/] em 15/08/2007 às 10:52 na seção Mercado.